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Agronegócio

Abate de bovinos registra queda de 6,8% no Estado, aponta o IBGE

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No 1º trimestre deste ano, foram abatidas 608,06 mil cabeças de bovinos em Minas | Crédito: Divulgação

Ao longo do primeiro trimestre, o abate de bovinos, em Minas Gerais, retraiu 6,8% frente ao mesmo período do ano passado. A queda está atrelada à escassez de animais para engorda, efeito gerado pelos preços baixos praticados em anos anteriores e que levou ao maior abate de matrizes, limitando agora a oferta de bezerros. Já em suínos e frangos, foram verificadas altas de 2,9% e 2,3%, respectivamente, no abate.

Apesar de positiva, a elevação poderia ter sido maior devido à demanda, mas os custos de produção elevados têm freado os investimentos por parte dos criadores.  Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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Entre janeiro e março, frente a igual período de 2020, foram abatidas, em Minas Gerais, 608,06 mil cabeças de bovinos, o que representa uma queda de 6,8% ou 44,70 mil cabeças a menos. No intervalo, o peso das carcaças atingiu 155,5 mil toneladas, variação negativa de 2,7%. Segundo o IBGE, a queda nos abates de bovinos também foi verificada em nível nacional (-7,3%).

A redução no abate, segundo o analista de Agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, deve-se a menor oferta de animais no mercado. 

“A queda do abate de bovinos se deve ao ciclo da pecuária. A atividade, nos anos anteriores, passou por um período de baixa margem e atratividade. Com isso, os pecuaristas abateram mais matrizes que, hoje, iriam gerar bezerros. Com a baixa oferta de animais para a engorda e a demanda aquecida, principalmente no mercado externo, estamos com os preços elevados nos últimos dois anos, com a arroba saindo de R$ 150 para cerca de R$ 300”.

No primeiro trimestre de 2021, Minas Gerais exportou 33 mil toneladas de carne bovina, volume 7,7% maior. No mercado interno, segundo Lara, o consumo está enfraquecido devido ao aumento dos preços e ao maior desemprego. 

Apesar da queda no abate de bovinos, as demais carnes apresentaram alta. No caso de frangos, foram abatidas 115,885 milhões de cabeças, variação positiva de 2,3%. O peso das carcaças aumentou 5,4% e encerrou o primeiro trimestre em 285,27 mil toneladas.

Em suínos, foi verificada elevação de 2,9% no abate, totalizando 1,5 milhão de cabeças. O peso das carcaças aumentou 5% e encerrou o primeiro trimestre de 2021 em 131,8 mil toneladas.

De acordo com Lara, um dos fatores que estimulou o aumento no abate de frangos foi a demanda, que está maior tanto no mercado externo como no interno. “No grupo das carnes, as exportações aumentaram 11,8% em valor e 26,4% em volume, puxadas pelo bom desempenho das carnes bovinas e de frango”. 

Custos de produção

Ainda segundo Fonseca, a alta verificada no abate de suínos e de frangos poderia ter sido maior, porém, o aumento dos custos tem desestimulado os investimentos na produção. 

“As carnes de suínos e de frango têm preços mais acessíveis que a bovina. Por isso, a alta nos abates de frango e suínos poderia ser maior. Mas o custo destas atividades está muito elevado, o que vem comprometendo a margem. Somente neste ano, os preços do milho subiram cerca de 70%. O produtor precisa ficar muito atento ao mercado e fazer uma boa gestão para evitar prejuízos”, explicou.  

Leite

Ao longo do primeiro trimestre, a quantidade de leite adquirido, em Minas Gerais, caiu 0,6% e somou 1,66 bilhão de litros. O volume industrializado, 1,65 bilhão de litros, retraiu 0,7%. Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,3% da captação nacional.

Assim como nas carnes, o aumento dos custos de produção tem interferido na produção de leite. O setor ainda enfrentou, nos primeiros meses do ano, queda nos preços, o que também desestimula. 

Com custos produtivos elevados, a produção de ovos mineira somou 88,5 milhões de dúzias, variação negativa de 1,8%. No período, o efetivo de galinhas aumentou 5,2%, somando 15,9 milhões de aves. Minas é o segundo maior produtor do País, respondendo por 9% da produção de ovos e atrás apenas de São Paulo. 

Grão da Argentina começa a chegar ao País

São Paulo – As primeiras cargas de milho argentino importado por empresas brasileiras como BRF e JBS começaram a desembarcar no País, que agora busca o cereal no vizinho para lidar com a quebra de safra nacional, preços em níveis recordes localmente e alta demanda da indústria de carnes.

Um carregamento de cerca de 35 mil toneladas foi desembarcado ao final de maio, no porto de Paranaguá (PR), e um segundo de aproximadamente 30 mil toneladas chegou a Rio Grande (RS) no meio da semana passada, e outros quatro navios com o cereal do país vizinho devem aportar ainda este mês, conforme dados da agência marítima Cargonave, que incluem também o terminal catarinense de Imbituba como destino.

“Já chegaram navios, foram descarregados. Tem importação de trigo, não só de milho, para ração”, disse à Reuters Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), comentando sobre as alternativas das companhias produtoras de carnes suína e de frango, cujos custos estão crescentes devido ao preço das matérias-primas para alimentação.

A gigante do setor de carnes JBS está recebendo um navio com 30 mil toneladas de milho argentino, no porto de Imbituba (SC), conforme nota à Reuters, após ser questionada.

“A JBS está sempre atenta às oportunidades e alternativas para manter seu fornecimento de matérias-primas de maneira competitiva”, afirmou.

Já a BRF, maior exportadora global de carne de frango, confirmou à Reuters a importação de milho argentino, mas preferiu não dar detalhes.

A Aurora afirmou, também por meio da assessoria de imprensa, que está avaliando compras no país vizinho, mas que não está fazendo a operação “ainda”.

Ao todo, entre volumes desembarcados e previstos para junho, o Brasil deve internalizar 191 mil toneladas de milho da Argentina via navios.

O volume previsto de milho argentino na programação de navios representa quase o dobro das 103 mil toneladas compradas no parceiro do Mercosul em todo o ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura.

No primeiro quadrimestre, o Brasil já importou 758 mil toneladas de milho, aumento de quase 70% ante o mesmo período do ano passado, com o produto do Paraguai, que chega em geral de caminhão, dominando quase que 100% das importações. (Reuters)

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