COTAÇÃO DE 17/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2820

VENDA: R$5,2820

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4500

EURO

COMPRA: R$6,2293

VENDA: R$6,2322

OURO NY

U$1.754,86

OURO BM&F (g)

R$298,96 (g)

BOVESPA

-2,07

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio

Abate de suínos cresce 4,6% com demanda aquecida

COMPARTILHE

No segundo trimestre, o abate de suínos atingiu 1,56 milhão de cabeças em Minas | Crédito: Rodolfo Buhrer/Reuters
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

A demanda alta pelas proteínas, inclusive no mercado externo, está estimulando o abate de suínos e frangos em Minas Gerais. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao longo do segundo trimestre de 2021, frente a igual período do ano anterior, foi registrada alta de 4,6% no abate de suínos e de 4,4% em frangos.

Com uma oferta menor de animais, o abate de bovinos caiu 2,9%. A produção de leite, que enfrenta um cenário de custos elevados e preços aquém do necessário, ficou 3,6% menor no Estado.

PUBLICIDADE

Os dados da pesquisa “Estatística da Produção Pecuária do 2º trimestre de 2021” mostram que o volume de suínos abatidos em Minas Gerais alcançou 1,56 milhao de cabeças entre abril e junho, aumento de 4,6% frente aos 1,49 milhão de animais abatidos no segundo trimestre de 2020. Em relação ao peso das carcaças, a elevação foi de 5,7% com o peso estimado em 138,7 mil toneladas.

A alta no abate de suínos tem ocorrido pela demanda maior. No mercado interno, os preços mais competitivos que os da carne bovina contribuem para um maior consumo. 

Já no mercado externo, os casos de Peste Suína Africana (PSA) na China, o que eliminou grande parte da produção suína, aliado ao aumento dos preços internacionais da carne de suíno estimulam os embarques.  No Brasil, os embarques cresceram 14,9%, somando 240,6 mil toneladas. No Estado, foi verificada queda de 6,8%,com a exportação de 4,9 mil toneladas.

Alta também foi verificada em frangos. Ao longo do segundo trimestre, foram abatidas, em Minas Gerais, 113,5 milhões de aves, o que representa um avanço de 4,4% frente ao mesmo trimestre de 2020, quando o abate abrangeu 108,7 milhões de frangos. O peso das carcaças somou 279,6 mil toneladas, aumento de 9,1%.

De acordo com o IBGE, o bom desempenho e o melhor retorno financeiro das exportações de carne de frango influenciaram positivamente o resultado dos abates. O cenário no mercado interno também foi positivo, com boa liquidez.

As exportações de carne de frango também se mantiveram aquecidas no período. Em relação a Minas Gerais, foi apurada alta de 46,2% nos embarques, que totalizaram 44,8 mil toneladas, ante 30,6 mil toneladas exportadas em igual trimestre de 2020.

Assim como na carne suína, de acordo o IBGE, o aumento dos embarques de carne de frango ocorre devido ao incremento de importações de carnes totais para abastecimento do mercado interno chinês, afetado pela queda de oferta de carne suína por conta da Peste Suína Africana. Além disso, outros países, como o México, Filipinas, Arábia Saudita, entre outros, estão demandando mais o produto. 

Bovinos em retração

Já em bovinos, foi registrada queda. Entre abril e junho, o abate totalizou 696,6 mil cabeças, queda 2,9% se comparado com o volume de 717,1 mil cabeças registrado em igual intervalo do ano passado. Em relação ao peso das carcaças, a queda foi de apenas 0,6%, somando 178,7 mil toneladas. 

De acordo com o IBGE, a produção de bovinos vem registrando queda nos últimos anos, enquanto os embarques crescem, puxados pela China. Com isso, os preços da arroba do boi gordo e dos animais de reposição estão valorizados, o que vem estimulando a retenção de matrizes para recomposição do rebanho. Este movimento também contribui para a queda no número de abates. 

Os últimos dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), mostram que os embarques de carne bovina cresceram 13,6% em valor entre janeiro e julho, que ficaram em US$ 487,3 milhões. Foram exportadas 103,5 mil toneladas, volume 3,4% maior que o exportado anteriormente pelo Estado.

Em Minas Gerais, a aquisição de leite ficou em 1,43 bilhão de litros, variação negativa de 3,5% sobre os 1,48 bilhão registrados no segundo trimestre de 2020. A industrialização do produto somou 1,43 bilhão de litros, volume 3,6% menor. O IBGE destaca que ao longo do trimestre, o segmento foi impactado pelo aumento dos custos de produção e pela demanda enfraquecida. A queda no consumo é resultado dos preços elevados no mercado final e do menor poder de compra das famílias. 

Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 24,7% da captação nacional, seguida por Paraná (13,9%) e Rio Grande do Sul (12,8%).  

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!