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Agronegócio

Agronegócio investe em produção sustentável

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Um exemplo de prática mais limpa do Agro nacional é a adoção de energia solar em processos agropecuários como a secagem e armazenagem de grãos | Crédito: Divulgação

O Brasil é visto como a principal potência produtora de alimentos capaz de expandir a produção e atender a crescente demanda mundial. Diante do desafio, o agronegócio tem usado cada vez mais tecnologia aliada à sustentabilidade. O objetivo é expandir a produção e oferecer ao mundo alimentos seguros, saudáveis e produzidos com técnicas que respeitam o meio ambiente e a sociedade. 

O setor também cobra dos governos internos, da Justiça e do poder Legislativo o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, o que ainda prejudica a imagem no mundo. A Amazônia é considerada o grande ativo ambiental e a melhor ferramenta para o acesso preferencial a mercados e acordos internacionais.

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O assunto foi discutido, ontem, durante a 20ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) em parceria com a B3. O tema escolhido para esta edição “Nosso Carbono é Verde” teve o objetivo de mostrar o desenvolvimento do mercado do carbono verde no País e como o agronegócio brasileiro vem evoluindo nas mudanças de processos em busca de uma produção mais limpa e sustentável.

O presidente do Conselho Diretor da Abag, Marcello Brito, ressaltou que a imagem do setor, ao longo do primeiro semestre, no mundo começou a mudar e parte da mídia já reconhece a distância existente entre a vasta produção agrícola nacional e as questões referentes a não preservação da Amazônia, o que ainda é um desafio para a pecuária.

Porém, a imagem negativa do Brasil no exterior se consolida, o que pode acarretar em impactos negativos na comercialização de produtos “made in Brazil” com o mundo. Para Brito, é preciso combater o desmatamento na Amazônia.

“As boas notícias refletem o trabalho de muitas pessoas na evolução tecnológica sustentável da produção agropecuária nacional. Em relação aos pontos negativos, o resgate da nossa imagem tem que começar aqui dentro. Se por um longo período nosso setor se levantou e ainda se levanta para enfrentar as ameaças ilegais de invasão de terras, não podemos ficar calados à grilagem de terras públicas na Amazônia, processo que dá início ao desmatamento ilegal e suas perversas consequências sociais, econômicas e ambientais”. 

Brito destacou ainda que os governos estaduais e federal, a Justiça e o Legislativo precisam agir para preservar a Amazônia, assim como toda a população brasileira. A floresta é considerada o grande ativo ambiental brasileiro e a melhor ferramenta para o acesso preferencial a mercados e acordos internacionais.

“Neste novo mundo ESG vencerão aqueles que tiverem o melhor ativo a negociar, e nós estamos destruindo o nosso. Muitas ações para preservação da Amazônia estão em desenvolvimento, e aguardamos, para breve, os efeitos destas ações”.

Agro “mais verde”

Outro assunto levantado pelo representante da Abag é o carbono. Segundo Brito, no novo mundo ESG, o carbono passa a ser parte integrante e importante do capital que irriga os investimentos e as trocas comerciais por todo o mundo. 

“Se para o Brasil é difícil chegar a 2050 com a neutralidade do carbono, no agronegócio temos tudo para antecipar a meta. Na cúpula dos sistemas alimentares temos a certeza de que seremos protagonistas. Se o nosso carbono é verde, o verde de nossas florestas, o verde de nossa agricultura tropical, que usemos o nosso ativo agroambiental e nossa inteligência para mandar para bem longe o negacionismo que nos isola, amparados pela melhor ciência, pelos melhores técnicos e negociadores, pela melhor política, trabalhemos para recuperar nosso prestígio histórico, nossa imagem internacional e nosso protagonismo agroambiental”, destacou.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou que a sustentabilidade vem guiando a agenda e as ações do Mapa. Ela explicou que o Plano Safra atual é mais verde, com aplicação de 101% dos recursos para a linha do Programa ABC, financiamento para restauração florestal e para os sistemas de geração de energia renovável a partir de biogás e biometano.

“O Brasil desenvolveu um modelo agropecuário tropical em que à medida que se torna mais produtivo, se torna também mais sustentável. Nos últimos 10 anos intensificamos em torno de 50 milhões de hectares de áreas degradadas por tecnologias promovidas pelo Plano de Agricultura de Baixo Carbono, nosso Plano ABC. Agora, em 2020, apresentamos o ABC Mais com metas para mais uma década, onde o Brasil será o principal fornecedor de alimentos ao mundo de baixa pegada de carbono”, disse.

Ainda segundo a ministra, o Mapa também está trabalhando para avançar na efetivação e implementação do Código Florestal, com a introdução de tecnologias de geoprocessamento e análises automatizadas do cadastro rural.

“Essa legislação é fundamental para que o Brasil se torne líder da agenda global da sustentabilidade aliado ao agronegócio”.

Ela também destacou que é importante direcionar o modelo de negócios e produção aos critérios ESG. “É preciso aliar melhores práticas, cuidar do meio ambiente e ter ações de responsabilidade social”.

Bolsa de valores

Durante o Congresso do Agronegócio, o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, ressaltou que o agronegócio trouxe o ESG para as operações, mostrando que é possível conciliar meio ambiente, produção e produtividade. A B3 tem disponibilizado infraestrutura e conhecimento para as companhias poderem realizar as gestões de riscos climáticos e identificar oportunidades de negócios.

“Os investidores têm buscado cada vez mais transparência nas informações, por meio de investimentos com propósito que entregam benefícios à sociedade e ao meio ambiente. E o diálogo entre os setores privado, governo e sociedade civil será fundamental para fortalecermos o mercado das finanças verdes e conseguir avançar nesta agenda. Isso só vai acontecer se disponibilizar instrumentos financeiros para viabilizar canalização de capital para a demanda da transição de economia de baixo carbono”, completou.

B3 aceita listagem do Fiagro

São Paulo – A B3 passou a aceitar desde ontem pedidos de listagem dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). Serão consideradas para essa listagem as categorias de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fiagro-FIDC), Fundo de Investimento Imobiliário (Fiagro-FII) e Fundo de Investimento em Participações (Fiagro-FIP), em linha com a regulamentação editada pela CVM. 

Com essa iniciativa, a B3, a bolsa do Brasil, amplia ainda mais sua oferta de produtos voltados ao agronegócio e oferece novas possibilidades de diversificação ao investidor, facilitando a sua exposição à agroindústria, setor tão relevante para a economia brasileira. 

Além de poder contar com uma gestão profissionalizada dos fundos, a exemplo do que acontece no mercado imobiliário, o investidor também terá benefícios fiscais como isenção de IR para Pessoa Física, o que pode contribuir para a atração de investimentos para o agronegócio e, consequentemente, trazer desenvolvimento para o setor produtivo e para o País. 

“O potencial de mercado dos fundos de investimentos que investem em ativos ligados ao agronegócio é bastante relevante: não apenas pelo dinamismo do setor, como também pela possibilidade de maior diversificação para os investidores finais em um contexto de crescente relevância do agronegócio no País”, destaca Fabiana Perobelli, superintendente de Relacionamento com Clientes Brasil da B3.

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