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Agronegócio

BB vai destinar R$ 135 bi ao Plano Safra

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Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

O Banco do Brasil (BB) vai destinar R$ 135 bilhões para a safra 2021/2022. O valor é 17% superior ao volume aplicado na safra anterior. Para pequenos e médios produtores, o valor destinado é de R$ 34 bilhões.

Os números foram divulgados ontem durante lançamento do Plano Safra da instituição, que contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro.  

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Plano Safra 2021/2022 foi anunciado na semana passada pelo governo federal, com R$ 251,22 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. O Tesouro Nacional destinou R$ 13 bilhões para a equalização de juros.

O presidente Bolsonaro destacou que o agronegócio não parou durante a pandemia, pelo contrário, produziu mais ainda. “Isso pela abnegação, vontade e coragem do nosso homem do campo. O campo, ao não parar, cada vez mais garantiu não só a nossa segurança alimentar bem como alimentação para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, disse.   

A ministra Tereza Cristina lembrou que o atual Plano Safra contemplou muito o pequeno produtor rural, mas também o médio e o grande, com destaque para investimentos, que era o grande clamor de todos.

“Fiz um desafio de chegarmos a 300 milhões de toneladas de grãos na próxima safra. Acho que, com todos esses apoios e se São Pedro nos ajudar, poderemos ter esse desafio realizado”, disse a ministra. 

O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, falou sobre o compromisso da instituição com o apoio ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, os recursos serão destinados para ações de inovação e crédito assistido. “Essa é mais uma oportunidade de ratificarmos nosso compromisso de sermos o maior parceiro do agro de todos os tempos. Nossas mais de 5 mil agências estão preparadas para atender os produtores rurais do País”, disse. 

Juros – O banco vai operar com as taxas divulgadas no anúncio do Plano Safra do Ministério da Agricultura, ocorrido na última semana. Pequenos produtores rurais, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contarão com juros de 3% e 4,5% ao ano.  

Para os médios produtores rurais vinculados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as taxas de juros praticadas com custeio e comercialização serão de até 5,5% ao ano. Para os grandes produtores, a taxa será de até 7,5% ao ano. (Com Mapa)

Banco se une ao Brics por mais recursos

São Paulo/Brasília – O Banco do Brasil assinou ontem um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), como é chamado o banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para captar recursos no exterior visando a liberar montantes para investimentos na agricultura brasileira.

“Vamos assinar uma parceria com o NDB… para recursos de longo prazo que podem chegar a até R$ 1,5 bilhão, para a construção de silos e armazéns, irrigação e energia renovável”, disse o presidente do BB, Fausto Ribeiro, durante cerimônia sobre a atuação do banco no Plano Safra.

“Vamos trazer mais dinheiro para o Plano Safra, oferecendo condições atrativas para que os produtores possam ampliar a armazenagem… o que traz mais competitividade para o agronegócio”, declarou.

Modernização – O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou o papel do Banco do Brasil em transformar o País em “celeiro do mundo”, ressaltando que o modelo de crédito da instituição se modernizou muito desde o fim do regime militar, quando o financiamento era baseado em emissão de moeda.

“No final do governo militar, a inflação foi subindo em cima da teoria de que vamos dar mais crédito para o campo que a comida vai ficar mais barata. E na verdade a comida foi ficando mais cara, cara, o tempo inteiro e a inflação subindo”, disse Guedes, criticando o fato de o País ter tentado apoiar a produtividade agrícola “na base do orçamento monetário”.

“(O BB) é parceiro de todos os tempos mesmo, agora de uma forma cada vez mais moderna”, acrescentou o ministro, no lançamento do Plano Safra.

Em sua fala, o presidente Jair Bolsonaro também reconheceu que houve “um problema” nos governos militares com a emissão de moeda, mas procurou minimizar a questão.

“Se nos finais dos governos militares tivemos um problema de emissão de dinheiro, também começou em meados dos governos militares – especificamente no governo Geisel – a crença na agricultura com (o ministro da Agricultura) Alysson Paulinelli. Então o governo se faz de erros e se faz de acertos em grande parte obviamente, e nós aprendemos com a experiência dos outros e isso mostra que o povo é inteligente”, disse ele.

A emissão de moeda é tida por especialistas como uma das causas do aumento da inflação naquele período.

Superação – Na cerimônia, Paulo Guedes também chamou atenção para o fato de a agropecuária ter superado a produção industrial como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

“O setor agro brasileiro desafiou a baixa qualidade das políticas econômicas e afirmou a sua vantagem comparativa no cenário mundial”, disse Guedes. (Reuters)

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