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Agronegócio

Bioinsumo da Embrapa potencializa pastagens

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Bioinsumo pode ser usado na inoculação das sementes na implantação das pastagens e pela pulverização foliar | Crédito: Gabriel Rezende Faria / Embrapa
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou uma tecnologia inovadora para a recuperação e potencialização das pastagens com braquiária. Com a utilização de microrganismos com propriedades multifuncionais é possível aumentar o potencial das pastagens em cerca de 22%, o que resulta em um maior volume de alimento para o gado.

Além disso, ao utilizar o bioinsumo, há maior absorção de nutrientes pelas plantas, gerando uma pastagem de alta qualidade para o rebanho, o que é importante para melhoria dos resultados na produtividade das fazendas.

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A tecnologia já está disponível para o produtor rural e será comercializada pela empresa Biotrop, parceira da Embrapa. O pacote tecnológico foi denominado Pastomax. 

Durante o evento de lançamento da tecnologia, o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, explicou que a biodiversidade brasileira ainda é pouco explorada frente ao potencial. No mundo, o Brasil tem em torno de 20% a 30% de toda a biodiversidade do planeta. Essa biodiversidade pode ser explorada e tem potencial de trazer soluções inovadoras e sustentáveis para a produção de alimentos. 

O Pastomax, segundo Nepomuceno, é um grande exemplo do uso dessa biodiversidade nacional. “Este produto é baseado em duas bactérias (Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens),que ajudam na fixação do nitrogênio, na absorção de fósforo e na produção de alguns fito-hormônios, como, por exemplo, o ácido indolacético, que aumentam o vigor das raízes. Isso é extremamente importante porque temos que usar cada vez mais estes bioinsumos tentando reduzir questões como, por exemplo, as emissões de gases de efeito estufa”.

Nepomuceno explica que com pastagens mais bem nutridas e de melhor qualidade para os animais é possível ter maior sequestro de carbono, tornando a produção mais sustentável. “São coisas importantes assim que a Embrapa tem feito e explorado mais a biodiversidade brasileira para trazer soluções para os produtores”, destacou.

O presidente da Embrapa, Celso Moretti, ressaltou que o Brasil tem, hoje, cerca de 180 milhões de hectares com pastagens e deste volume cerca de 120 milhões são plantadas. Da área plantada, 86 milhões são cultivadas com braquiárias, sendo que cerca de 70% do espaço estão com algum grau de degradação. O uso do bioinsumo poderá contribuir para a recuperação do espaço degradado, gerar economia e melhor desempenho.

“Os microrganismos podem ser protagonistas de uma revolução microbiológica nas pastagens brasileiras. O País vem realizando fantásticas transformações na agricultura tropical com emprego de bioinsumos. Na soja, por exemplo, a fixação biológica de nitrogênio ocupa mais de 35 milhões de hectares e vem crescendo a adoção. O uso de microrganismos com propriedades multifuncionais nas pastagens tem potencial de atingir mais de 80 milhões de hectares de pastagens plantadas. É inovador e revolucionário”, disse Moretti.  

Uso

Para atender à demanda dos produtores, os estudos, que foram desenvolvidos por mais de 10 anos, utilizaram as bactérias Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens e permitiram o desenvolvimento de produtos que podem ser utilizados na inoculação tanto das sementes no momento da implantação das pastagens como também pela pulverização foliar das pastagens já estabelecidas.

Os resultados são promissores. A inoculação aumentou a produção de biomassa em forragem em 22%. Os microrganismos contribuem para aumentar o teor de nitrogênio, fósforo e potássio, representando mais alimento para o gado e melhor nutrição.

A tecnologia, além de ajudar na produção de forragem, contribui também para a reconstrução da fertilidade do solo e crescimento da raiz, que contribui para maior absorção de água, nutrientes e aprisionamento de carbono no solo.

A pesquisadora da Embrapa e uma das responsáveis pela tecnologia, Mariangela Hungria, explicou que a opção tanto para o plantio de pastagens como para a recuperação e manutenção das áreas já implantadas é importante para atender a todos os produtores. 

“Estamos lançando opções para que os produtores possam implantar via sementes ou foliar. Tivemos resultados muito promissores. Estamos entregando para a pecuária brasileira, através da tecnologia, mais alimento para o gado e de alta qualidade. Também é uma tecnologia que promove a reconstrução do solo, aumentando a eficiência dos fertilizantes químicos utilizados. E temos ainda benefícios ambientais, com maior mitigação de carbono”, disse Mariangela.     

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