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Agronegócio

Café gelado em lata veio para ficar

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Lançado na SIC, Cold Brew utiliza café do Cerrado Mineiro | Crédito: Moose / Divulgação

Como seria a vida dos mineiros se a xícara de café após o almoço, em um dia quente, desse lugar a uma latinha de café gelado?

Disponível para o consumo rápido, em trânsito, e com temperaturas compatíveis com o clima tropical brasileiro, o café em lata, tão comum em países da Ásia e da América do Norte, chega ao mercado com o objetivo de levar novas experiências ao público, e sustentabilidade das latinhas. 

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Durante a Semana Internacional do Café (SIC), que teve início ontem, no Expominas, um dos painéis do evento discutiu o tema “A tendência do café em lata: praticidade, sabor e sustentabilidade”. 

Conforme pontuou o analista da Euromonitor, Rodrigo Mattos, o café ready to drink, ou pronto para beber, em tradução, tem presença forte na Ásia, com índices de estabilidade no consumo, enquanto se apresenta como um mercado crescente também na América do Norte, sendo impulsionado pelos Estados Unidos e pelo Canadá. 

Moose: café em lata no Brasil 

Essa tendência percebida nos Estados Unidos é que motivou Gabriel Adamo, cofundador e CMO da startup de bebidas à base de café Moose Brasil Café, que lançou ontem, na SIC, o primeiro café em lata da marca para o mercado brasileiro.

“A Moose nasceu há três anos, quando meu pai viajou aos Estados Unidos para estudar algumas tendências e entre elas o Cold Brew. Voltando ao Brasil, fizemos pesquisas e estabelecemos, em primeiro lugar,  alguns pilares para criar uma marca visualmente e nominalmente forte”, contou Adamo. 

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Em tradução do inglês para o português, moose significa alce, palavra que remete ao conceito de exigência, característico do animal, e de resiliência, com energia para percorrer muitos quilômetros em temperaturas baixas e altas.

Com foco em maquinários e filtros de ponta, a Moose conta hoje com uma estrutura de produção de café gelado diária de até 5 mil latas,  com capacidade para comercializar até 100 mil latas por mês, o que irá depender da aceitação do mercado a partir do lançamento.

Gabriel Adamo é co-fundador da Moose Brasil Café | Crédito: Moose / Divulgação

O café escolhido para a base do produto transformado no enlatado da Moose é o Cerrado Mineiro, que Adamo conheceu durante visita à SIC de 2019. 

“A gente viajou até o Cerrado Mineiro é lá a gente se deparou com a denominação de origem, que hoje a gente entende como um dos principais fatores da Moose. Mas por quê? Porque a denominação de origem te traz rastreabilidade, a gente consegue ter as características sensoriais bem definidas e garantir a remuneração justa ao produtor”, explicou Gabriel Adamo. 

Segundo o cofundador da Moose,  o Cold Brew tem como principal diferencial a produção, que é feita de forma 100% gelada. Outra particularidade está no tempo de fabricação, que leva de 18 a 24 horas para a extração do líquido após a imersão do café com água. 

 Embalagem perfeita 

Para os fundadores da Moose, a lata sempre foi considerada o envase perfeito, quando o objetivo é  levar a praticidade e, ao mesmo tempo, manter o sabor da bebida sem a interferência dos efeitos da luminosidade no líquido. Essas características facilitam levar o produto para locais com características diversas.

Para alcançar o público com a proposta da lata, a empresa buscou na Ball, indústria de embalagens, as latinhas mais indicadas a essa finalidade. 

De acordo com o diretor de Marketing, Novos Negócios e Inteligência de Mercado da Ball Corporation, na América do Sul, Hugo Magalhães, o papel da lata de alumínio no contexto mundial de comércio de bebidas está ligado, principalmente, à sustentabilidade, já que ele é considerado um monoproduto: livre de rótulos, por exemplo. 

“A Ball iniciou esse processo de trazer novos produtos para a lata, como é o caso do café. Mas a gente tem que se preocupar muito com uma lata que vai receber o líquido com cuidados diferenciados e precisamos fazer a análise do líquido para saber se ele pode ser envasado ou não”, explicou Magalhães. Segundo ele, todos os novos líquidos enlatados são testados no laboratório da multinacional no Colorado (EUA) para atender a parâmetros específicos de armazenagem e sabor da bebida. 

Ainda de acordo com Hugo Magalhães, associar novos produtos à lata representa também ganhos na estratégia de produtos, já que eles são associados à sustentabilidade própria da lata. 

O diretor da Ball também lembra que a lata pode ser utilizada em diferentes mercados, uma vez que os tamanhos das latas são versáteis e podem ir desde o café serviço em aeronaves, por exemplo. 

A Ball espera, para a América do Sul, que, nos próximos 6 anos, cerca de 50 a 100 milhões de latas sejam produzidas exclusivamente para a comercialização de café. 

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