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Agronegócio

Identificação de fungo no milho ganha agilidade

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Levantamento mostra que no mundo cerca de 25% da produção de milho é perdida devido às micotoxinas | Crédito: Zineb Benchekchou/ Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Milho e Sorgo, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), desenvolveu um processo inovador que identifica os fungos do gênero Fusarium que, frequentemente, acometem grãos de milho. Por meio da análise de imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR) e da formação de um banco de dados, o novo método consegue reconhecer a presença e a espécie em até três dias. 

O processo utilizado hoje, além de oneroso, demanda de sete a 15 dias. A identificação ágil é fundamental para que medidas de controle sejam adotadas, evitando perdas maiores na cultura. 

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A Embrapa Milho e Sorgo tem o objetivo de adaptar o processo de identificação, hoje laboratorial, para que ele chegue ao mercado a um custo mais acessível e possa ser utilizado por empresas e cooperativas na avaliação do milho. Para isso, a Embrapa está em busca de empresas parceiras que possam financiar o desenvolvimento do projeto.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Maria Lúcia Ferreira Simeone, a análise das imagens hiperespectrais de infravermelho permite a identificação das espécies F. verticillioides e F. graminearum. Estes fungos são os que mais acometem os grãos de milho e também responsáveis pela produção de micotoxinas que, além de comprometerem a qualidade do cereal, ainda causam graves danos à saúde humana e animal.  

“O estudo que desenvolvemos é muito importante porque permite identificar fungos que produzem micotoxinas que depreciam a qualidade do milho. Elas também podem causar grandes problemas fitossanitários, reduzindo qualidade e quantidade de grãos produzidos. Além disso, causam graves danos à saúde dos animais e do ser humano. Há uma regulamentação da Anvisa que determina o nível máximo das micotoxinas nos grãos e derivados. Então para controlar as micotoxinas tem que controlar os fungos no milho”, explicou.

Com o processo desenvolvido, além de identificar os fungos de forma ágil também é possível conhecer a prevalência das espécies, o que ajuda na definição dos cuidados necessários.

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“Ao identificar a prevalência das espécies, é possível orientar as melhores práticas de produção e colheita. Além de reduzir os custos, também é possível controlar a presença e evitar a perda de grandes volumes”.

Relevância mundial

Ainda segundo Maria Lúcia, no Brasil não há estimativas dos prejuízos econômicos causados por estes fungos, mas um levantamento da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), que foi comprovado por pesquisadores, mostra que no mundo cerca de 25% da produção de milho é perdida devido às micotoxinas.

“Precisamos trabalhar na identificação e nos cuidados para reduzir as perdas. Quando o nível está acima dos toleráveis, a carga é incinerada, causando grandes prejuízos”, explica.

Com o resultado positivo das pesquisas, a Embrapa pretende adaptar o processo laboratorial para que seja disponibilizado ao mercado, a preços mais acessíveis e de fácil uso. Também existe a expectativa de continuar os estudos para outras culturas que também são acometidas pelos fungos, como o trigo e o amendoim.  

“A gente está buscando parceiros para investimentos. Queremos tornar o processo de identificação mais acessível. O processo poderá ser usado em cooperativas, empresas que recebem grandes quantidades de milho e também que usam o cereal como ingredientes para a fabricação de produtos. Além disso, é interessante para as grandes exportadoras, que querem a rastreabilidade de produtos”, afirma.

A pesquisadora da Embrapa ressalta que a entidade sempre busca alternativas para facilitar e modernizar as técnicas utilizadas na produção, facilitando os trabalhos e gerando resultados rápidos e confiáveis.

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