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Agronegócio

Cotação do boi gordo fica estável com “vaca louca”

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Após o feriado prolongado, a arroba do boi gordo voltou a ser negociada acima de R$ 300 na B3 | Crédito: Wenderson Araujo / CNA

A confirmação de dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), doença também chamada de “vaca louca”, sendo um em Belo Horizonte e outro no Mato Grosso, a princípio impactou no mercado do boi gordo e fez com que as exportações de carne bovina para a China fossem suspensas, decisão adotada pelo governo brasileiro e que está previsto em protocolo. Na avaliação de especialistas, a medida terá impacto pontual no mercado e a tendência é que os preços da arroba se estabilizem em torno de R$ 300. Também é esperada, para os próximos dias, a retomada dos embarques. 

A sustentação da cotação, mesmo com os embarques parados, se deve à menor oferta de animais para abate. Há cerca de dois anos, após um período longo de preços baixos no mercado de bovinos, a oferta de animais ficou menor, o que foi agravado, este ano, pela estiagem e custos elevados. Além disso, por serem casos atípicos e detectados em vacas de descarte que apresentavam idade avançada, o status do Brasil de risco insignificante para a doença foi mantido. Por isso, a retomada dos embarques deve ocorrer em breve.

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O especialista em commodities da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi, explica que o mercado interno para a carne bovina segue retraído pela queda da renda da população e pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o que torna as exportações essenciais para a manutenção dos preços da arroba.

Por outro lado, as vendas ao exterior têm sido historicamente altas desde 2019, impulsionadas pela China que, em virtude do surto da Peste Suína Africana (PSA), iniciado em 2018, aumentou significativamente as compras de carne e atualmente é responsável por 60% do que é exportado pelo Brasil.

Isoldi explica ainda que na terça-feira da semana passada ocorreram os primeiros rumores de uma suspeita de BSE, que foram tomando forma com o pico dos boatos na quarta-feira (1º).

“Em um quadro extremamente dependente das vendas externas, o incidente não poderia ter ocorrido em pior hora e a demora do Ministério da Agricultura em vir a público senão para esclarecer, ao menos para acalmar, causou ainda mais temor entre os participantes do mercado, os preços dos contratos futuros na B3 chegaram a atingir limites de mínima e ao final da semana a cadeia inteira estava praticamente parada, desde os negócios no mercado físico, passando pelos abates, até, finalmente, as exportações”.

Felizmente, segundo Isoldi, confirmaram-se os casos atípicos da doença da vaca louca, sendo bem pouco prejudicial ao mercado. Isso fez com que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarasse que os casos não representam risco à cadeia, o que manteve o Brasil com classificação de risco insignificante para a doença.

“O caso agora é passado, o mercado físico, aos poucos, volta à normalidade e as exportações, antes interrompidas voluntariamente em função de acordos bilaterais neste tipo de ocorrência, devem voltar ao fluxo usual dentro de alguns dias. Na B3 os preços voltaram a negociar acima dos R$ 300 por arroba movimentados, agora, pelas variáveis usuais de oferta e demanda”.

Segundo o analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, mesmo com a suspensão temporária dos embarques, a oferta de carne bovina no mercado interno não tende a aumentar a ponto de provocar quedas significativas de preços do boi gordo. A oferta de animais para o abate segue restrita, o que contribui para a sustentação dos valores da arroba.

Devido a todos os cuidados tomados e implantação dos protocolos necessários, também é esperado retorno breve das exportações. 

“O setor produtivo está tranquilo, pois sempre trabalhou com boas práticas, seguindo as normas de vacinação, protocolos nutricionais, respeitando as exigências sanitárias exigidas pelo Mapa e pela inspeção estadual. Não restam dúvidas de que haverá uma estabilização dos preços da arroba com esta confirmação de caso atípico da BSE. Sofremos impactos, mas a tendência é de mercado firme. O setor está se articulando, cumprindo os protocolos para, em breve, retomarmos às exportações”, disse Lara. 

O analista de agronegócios da Faemg ressaltou ainda que em um momento como o vivido com a identificação do caso atípico de vaca louca em Belo Horizonte é importante que o setor esteja preparado para tomar todas as decisões e ações necessárias.

Fundesa

Uma das principais ferramentas é o Fundo de Defesa Sanitária do Estado de Minas Gerais (Fundesa), que tem recursos para dar suporte às ações de defesa sanitária, prevenir e combater doenças que possam acometer os rebanhos de Minas Gerais.

“É importante que os frigoríficos do Estado façam a adesão ao fundo privado. Com os recursos arrecadados, é possível trabalhar apoiando a vigilância, a fiscalização e cobrir toda a  cadeia. Os recursos privados permitem a adoção de medidas emergenciais de forma rápida, trazendo mais segurança para o setor e fazendo com que fatos isolados não prejudiquem toda a cadeia”. 

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