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Cotação do boi gordo se sustenta após o embargo de exportações

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Mercado chinês é responsável por cerca de 57% das exportações brasileiras de carne bovina | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

A baixa oferta de animais para abate e a expectativa de retomada das exportações de carne bovina para a China, que foram suspensas após a confirmação de um caso atípico de vaca louca em Belo Horizonte, seguem segurando as cotações do boi gordo em patamares rentáveis em Minas Gerais.

A expectativa, já que todos os protocolos foram atendidos e também foi mantida a classificação de risco insignificante para a doença, é que as exportações sejam retomadas até o final do mês. A comercialização com a China é essencial já que 57% dos embarques de carne bovina do País são destinados ao mercado chinês. 

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Antes da confirmação do caso atípico de vaca louca em Belo Horizonte, a arroba do boi gordo chegou a ser negociada a R$ 315 no Estado, valor que caiu para a faixa de R$ 300 a R$ 305 e vem sendo mantido nos últimos dias,o que representa uma queda de 4,76%.  

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em Minas Gerais, mesmo com as exportações suspensas para a China, os preços do boi gordo estão em níveis considerados positivos e geram margem para o produtor. Ele explica que antes da confirmação do caso de vaca louca atípica, a arroba chegava a ser comercializada a R$ 315 e hoje está variando de R$ 300 a R$ 305. A baixa oferta de animais de confinamento e prontos para o abate é um dos fatores que sustenta as cotações.

“O mercado de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul estão com preços acomodados. Existe uma expectativa enorme pela retomada dos embarques para China. Cerca de 57% das exportações brasileiras de carne bovina tem como  destino o mercado chinês, somos muito dependentes.

Iglesias explica que o embargo chinês é negativo para toda a cadeia. No momento, não há grande saída de animais do confinamento para o mercado e os volumes que seriam exportados para a China estão sendo segurados pelos frigoríficos, que aguardam a reabertura do mercado para voltar a exportar. Esse movimento tem feito com que o preço da carne bovina se mantenha estabilizado, inclusive, não houve queda de preços ao consumidor interno.

“Não tem animais saindo do confinamento e indo para o mercado interno, por isso, os preços do boi gordo não têm caído. A oferta que ainda não foi para China ainda não foi disponibilizada para o mercado interno. Os frigoríficos estão esperando que o embargo seja suspenso até final do mês, já que todos os laudos necessários foram entregues, as questões bem trabalhadas e a OIE encerrou o caso, mantendo a classificação de risco insignificante para a doença no Brasil”.

O analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, explica que a manutenção dos preços do boi gordo, mesmo com a suspensão dos embarques de carne bovina para a China, é resultado da baixa oferta de animais para o abate.

“Estamos na iminência de que as exportações se estabeleçam. Atualmente, o preço da arroba se acomodou. Ele caiu somente no momento do diagnóstico do caso de vaca louca atípica. Esta estabilização é resultado da falta de gado para abater, teremos escassez até final do ano. Vale ressaltar que é um ano difícil com período de chuvas bem complicado. Isso prejudica o plantio de volumosos e a recuperação das pastagens, comprometendo também a produção de carne. Quanto mais cedo chover, mais rápido as pastagens se recuperam e encurta o ciclo dos bovinos”, disse.

Impactos

Ainda segundo Lara, em nível nacional, já é possível notar o impacto da suspensão das exportações para a China. Na terceira semana de setembro, foram embarcadas 43,6 mil toneladas de carne bovina, volume 13% menor que a média embarcada nas duas primeiras semanas de setembro. Porém, a média diária, 11 mil toneladas na terceira semana, ainda ficou 60% maior que a mesma semana do ano anterior.

A expectativa é que os embarques sejam retomados rapidamente, para evitar perdas aos produtores. Para outubro e novembro, é esperado aumento da oferta de animais para o abate, com a conclusão do segundo ciclo de confinamento. 

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