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Cotação do suíno compensa custos

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Quilo do suíno vivo em Minas está cotado a R$ 7,50; consumo é estimulado pela SNCS | Crédito: Nacho Doce/Reuters

A demanda aquecida tanto no mercado interno como no externo tem contribuído para a sustentação dos preços do suíno vivo em níveis que cobrem custos de produção e garantem retorno para a maior parte dos suinocultores de Minas Gerais. No Estado, o quilo do suíno vivo está cotado a R$ 7,50.

A manutenção neste patamar é considerada importante já que os custos com milho, soja e insumos importados aumentaram muito e, na maior parte do ano, o setor trabalhou acumulando prejuízos. A demanda aquecida pela carne suína vem sendo estimulada tanto pelos preços mais competitivos frente aos da carne bovina quanto pela qualidade e diversidade de cortes e preparos.

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No mercado interno, outro fator que também estimula o consumo é a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS). A iniciativa, feita pelos produtores de suínos e encabeçada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), tem o objetivo de conversar com os consumidores e inserir a carne suína na cultura dos brasileiros. Em 2021, a Semana da Carne Suína teve início no dia 1º com duração até 17 de outubro.

De acordo com o médico veterinário e consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles, o consumo de carne suína vem crescendo ano a ano. Em 2021, o consumo per capita está estimado em 17,47 quilos por habitante no País, 4,1% maior que em 2020.

“O consumo de carne suína é crescente. Em 2021, apesar dos problemas econômicos, das dificuldades geradas pela pandemia de Covid-19 e do desemprego elevado, vamos encerrar o ano com alta também. Os preços mais acessíveis que os da carne bovina são um dos estímulos. Além disso, pela qualidade e diversidade, à medida em que o consumidor vai adicionando a carne suína, ela acaba  ficando no cardápio”.

Jalles ressalta que a Semana da Carne Suína, que já está na nona edição, tem contribuído de forma significativa para o aumento do consumo.

“O programa de divulgação, organizado pelas associações estaduais e pela  ABCS, tem importante papel no estímulo ao consumo, divulgando e esclarecendo sobre a qualidade da carne suína. A Semana também tem um foco muito importante em estimular o varejo a ampliar os cortes e a mostrar a versatilidade do produto. Hoje, os cortes mais procurados são derivados do pernil e do lombo, que antes eram cortes únicos. Os novos que ficaram muito populares são o bacon da barriga e a bisteca”.

Insumos

O aumento do consumo tem sido importante para o setor, que enfrenta altas significativas nos custos de produção, principalmente, com a soja, milho e insumos importados. Depois de meses acumulando prejuízos, há cerca de cinco semanas, o preço pago pelo quilo está em patamares suficientes para cobrir as despesas de produção e gerar retorno financeiro. 

“Há cinco semanas estamos com o preço estabilizado em um nível que cobre os custos. O quilo do suíno vem sendo comercializado nas granjas a R$ 7,50. Os custos de produção são individuais, mas, de modo geral, o valor cobre os gastos de produção da maioria da suinocultura. O momento atual está mais favorável, embora os demais períodos do ano tenham sido muito duros e difíceis para o setor”, disse.

Produção e exportações devem crescer

Em relação à produção e às exportações de carne suína, segundo os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de carne suína poderá alcançar, em 2021, até 4,7 milhões de toneladas no País, número 6% superior ao alcançado em 2020, que foi de 4,3 milhões de toneladas. Para 2022, a projeção é de um volume até 4% maior, variando de 4,8 milhões a 4,85 milhões de toneladas. 

A projeção é que as exportações brasileiras no ano fiquem em 1,15 milhão de toneladas, número 12% superior em relação às 1,02 milhão de toneladas exportadas em 2020. Para 2022, a projeção é de uma alta em torno de 13%, somando até 1,2 milhão de toneladas.

No acumulado de 2021 até agosto, as vendas internacionais de carne suína, no Brasil, chegaram a 757 mil toneladas, número 11,5% maior que o total embarcado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 678 mil toneladas. No período, os principais países importadores foram a China, que respondeu por 52% do volume, e Hong Kong, com 14%.

Minas Gerais é o sexto maior exportador de carne suína do País, respondendo por 1,9% do volume e um embarque, de janeiro a agosto, de 14,1 mil toneladas.

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