Crédito do BNB para agricultura familiar em Minas cresce 1.005% e chega a R$ 218 milhões
O volume de crédito contratado pelo Banco do Nordeste (BNB) para agricultores familiares mineiros saltou 1.005% em 2025 na comparação com o ano anterior e chegou a R$ 218,9 milhões. Além disso, a quantidade de operações para esse valor subiu 733,9% no mesmo período, e alcançou 14.969 registros. A principal ferramenta de crédito utilizada foi o Agroamigo, o programa de microfinança rural do banco. As informações foram divulgadas pela empresa nesta terça-feira (19). Veja os números de Minas Gerais:

“Isso só foi possível em função de uma alteração do Plano Safra 2025/2026, que englobou as atividades agroecológicas dentro da linha do programa Pronaf grupo B, com recursos de até R$ 20 mil para os empreendimentos familiares que não utilizam defensivos químicos e trabalham, realmente, com defensivos orgânicos, com atividades ambientalmente sustentáveis”, afirma o gerente executivo de crédito rural do BNB, Evacir de Oliveira Júnior.
Segundo ele, outro fator que explica o crescimento do volume contratado está no Agroamigo, programa que atende o produtor em casa. “Há visita dentro da propriedade, onde ele é assistido por esse agente de crédito na construção e na elaboração da sua proposta. Então, é uma importante ação do BNB, junto com a metodologia do Agroamigo, que proporcionou esse crescimento importante da aplicação dos recursos em atividades ambientalmente corretas”, completa.
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De acordo com o BNB, os R$ 218,9 milhões foram financiados com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Agroecologia, com acesso por meio de linhas como o Pronaf Floresta, que financia a implantação e o manejo de sistemas agroflorestais, a recuperação de áreas e práticas sustentáveis, com apoio técnico e foco na agricultura familiar; o Sistema Agroflorestal, que otimiza o uso da terra, conciliando a preservação ambiental com a produção de alimentos; e o Sistema Produtivo Agroecológico ou Orgânico, que exclui o uso de agrotóxicos e de fertilizantes sintéticos.
Ainda segundo a instituição financeira, no Pronaf, cada mutuário pode contratar até R$ 450 mil por ano agrícola, em operações destinadas às atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura. Para os demais empreendimentos e finalidades, o valor máximo por mutuário é de R$ 250 mil a cada ano agrícola.
Na área de atuação do BNB no Brasil (estados do Nordeste, além de parte de Minas e parte do Espírito Santo), o crédito contratado chegou a R$ 1,597 bilhão, em 123.932 operações.
Agroamigo busca estimular uso da mão de obra familiar
Conforme o BNB, o Programa Agroamigo Banco do Nordeste é destinado a agricultores familiares enquadrados no Pronaf, com o objetivo de estimular a geração de renda e a melhoria do uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas.

No Agroamigo, há relacionamento direto dos agentes de microcrédito com os agricultores familiares e prestação de serviços de orientação sobre o planejamento do agronegócio.
Banco do Nordeste foi criado para combater a estiagem
Criado em 1952 para atuar no chamado Polígono das Secas, designação dada ao perímetro do território brasileiro atingido periodicamente por prolongados períodos de estiagem, o Banco do Nordeste nasceu com a atribuição de prestação de assistência às populações dessa área, por meio da oferta de crédito.
Atualmente, está presente em cerca de dois mil municípios dos nove estados da Região Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia), além de parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Em Minas, o BNB atende às 249 cidades compreendidas pela área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), incluindo os Vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
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