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Crédito verde apoia a sustentabilidade no agronegócio

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Demanda por financiamento de geração de energia limpa, como a solar, é crescente entre produtores mineiros | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

A busca pela produção agrícola e pecuária mais sustentável vem estimulando diversos investimentos no campo. Diante da tendência, entidades bancárias têm se adaptado e estão disponibilizando crédito a condições diferenciadas para auxiliar e estimular os investimentos por parte dos produtores. As linhas “verdes” têm como objetivo incentivar, principalmente, os aportes na produção de energia limpa, de produtos orgânicos e agroecológicos, que impactam menos o meio ambiente e ainda geram renda e desenvolvimento.

Entre entidades que dispõem de linhas especiais estão o Banco do Nordeste e o Santander. A tendência é de que a oferta dessas linhas seja ampliada e até mesmo o Plano Agrícola e Pecuário (PAP), do governo federal, já prevê recursos voltados ao crédito verde.

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O Banco do Nordeste é um importante financiador do crédito verde. Somente em 2020, o BNB investiu, nas linhas de financiamento enquadradas nesse âmbito, o total de R$ 5,4 bilhões, que foram disponibilizados em nove estados do Nordeste, no Norte de Minas Gerais e no Espírito Santo.

Na carteira de produtos oferecidos pelo BNB, estão incluídas no conceito de crédito verde as linhas do Programa de Financiamento à Sustentabilidade Ambiental (FNE Verde), com o crédito para a geração distribuída de energia a partir de fontes renováveis via linha FNE Sol, bem como para diversas outras modalidades de financiamento; o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) Bioeconomia; o Pronaf Floresta; o Pronaf Semiárido; o Pronaf Agroecologia; e o Agroamigo Sol.

O superintendente estadual do Banco do Nordeste para Minas Gerais e Espírito Santo, Wesley Maciel, explica que a política de crédito do BNB é bem rígida em relação aos projetos para obtenção de financiamento, que não podem gerar impactos negativos para o meio ambiente.

“Como administramos os recursos do FNE, temos uma preocupação muito grande e não financiamos projetos que geram impactos negativos. Trabalhamos linhas que são voltadas para o estímulo a investimentos sustentáveis e que gerem retornos positivos tanto econômicos como sociais e ambientais”, explica. 

Demanda crescente no Estado




Uma das iniciativas mais importantes, segundo Maciel, é a linha de crédito que estimula a geração de energia limpa, seja solar ou eólica. A linha foi lançada há cerca de três ou quatro anos e a demanda pelos recursos é crescente, inclusive entre os produtores rurais de Minas Gerais.

“Gerar energia solar é muito importante já que não tem impacto negativo no meio ambiente. Com a energia solar, pode haver redução da necessidade das hidrelétricas e a água pode ser destinada a usos mais nobres, como abastecimento humano e produção de alimentos. A produção dessa energia limpa também é fundamental para o crescimento do País como um todo, seja no campo ou nas cidades”, destaca.

Outra fonte de crédito do banco é a linha para a agricultura sustentável, que envolve a agroecologia e a produção de orgânicos. “Através desta linha, conseguimos estimular e financiar estas produções, que não usam químicos, no caso dos orgânicos, ou usam em baixas quantidades, nos casos dos agroecológicos. São práticas importantes que visam à convivência da produção com o meio ambiente. Além disso, são produtos com maior valor agregado, que agridem menos o meio ambiente e trazem renda e desenvolvimento para o campo”, afirma Maciel. 

Com o crédito verde do BNB também é possível financiar o plantio de florestas, através do FNE Verde. Em Minas, a maior demanda é para a plantação de eucalipto. Ao plantar florestas, além do ganho econômico com a madeira, é possível neutralizar a emissão de carbono. “As linhas de crédito voltadas para a produção verde são importantes e nos preocupamos muito com isso. Já que um dos pilares do desenvolvimento é a sustentabilidade. Estimulamos o crescimento através de práticas sustentáveis e de preservação. A produção sustentável será cada vez mais exigida pela sociedade”, diz. 

Pecuaristas de leite que possuem ordenha mecanizada no Estado vêm buscando mais recursos na modalidade | Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

Café com leite “mais verde” em Minas

A preocupação com a sustentabilidade também baliza as ações do Santander. Na entidade financeira, para o acesso ao crédito verde é preciso estar em conformidade com as leis ambientais e apresentar projetos sem impactos negativos. Com regional especializada em agronegócio instalada em Belo Horizonte e com escritórios regionais, a entidade possui pessoal especializado no setor para atender e avaliar as demandas.

De acordo com o superintendente de Agronegócio do Santander Brasil, Ricardo França, no Estado a maior demanda pelos recursos verdes vem do café e da pecuária de leite. Os aportes na geração de energia limpa são o destaque. Além de contribuir para o meio ambiente, os investimentos são importantes para reduzir os custos com energia elétrica e tornar as atividades mais competitivas. 




“Pelas características do Estado, são dois os destaques econômicos do setor: a pecuária de leite, com muitos laticínios instalados, e o café, com destaque para o Sul de Minas, que abastece grande parte do mercado interno e exporta. Para atender os produtores rurais, nos especializamos no setor. O Santander tem uma visão para a sustentabilidade muito forte. Além de inibir operações que podem prejudicar o meio ambiente, conseguimos levantar informações sobre os projetos através de vistorias por satélite”, explica.

Entre as linhas trabalhadas, destaque para a voltada para a geração de energia fotovoltaica. Em uma das linhas, a AgroSolar Santander, o crédito pode ser acessado pelos produtores rurais e demais interessados. Todo o processo, desde avaliação, indicação de empresas prestadoras e contratação dos recursos, é feito on-line

Já para clientes com projetos prontos e placas nacionais, os recursos podem ser acessados via BNDES, através do Inovagro. Também existe a opção para projetos que utilizam placas importadas, cujo projeto pode ser financiado pela linha Multiagro.

“A linha fotovoltaica é importante e estamos estimulando os investimentos. O sol é um recurso inesgotável, e, com a crise hídrica, torna-se ainda mais interessante. Estamos com demanda forte no Estado para energia fotovoltaica”, conta.

Ainda segundo França, a demanda maior vem, principalmente, de clientes que produzem café irrigado. Os pecuaristas de leite que possuem sistema mecânico de ordenha também estão investindo no sistema. Esses aportes trazem uma economia muito grande na conta de energia e ainda é uma energia limpa. 

“Entendemos e demonstramos que o banco está alinhado com a projeção da economia sustentável, limpa e que gera retorno. O Santander está alinhado com esta agenda e também com os ESG, que será o futuro. Investindo nisso, construímos um mundo limpo e sustentável”, afirma França.

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