COTAÇÃO DE 17/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2820

VENDA: R$5,2820

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4500

EURO

COMPRA: R$6,2293

VENDA: R$6,2322

OURO NY

U$1.754,86

OURO BM&F (g)

R$298,96 (g)

BOVESPA

-2,07

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio

Cultura de algodão será estimulada com Cedetac

COMPARTILHE

O cultivo de algodão no Norte de Minas ganha apoio | Crédito: Divulgação
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

A retomada da produção de algodão no Norte de Minas ganhou mais um incentivo com a construção do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Algodoeiras de Catuti (Cedetac). Com investimentos de R$ 2 milhões, o centro, além de espaço para capacitação e eventos, vai abrigar ainda uma usina de beneficiamento de algodão.

O projeto da usina, que ainda está em fase de execução, vai ampliar a capacidade de beneficiamento do algodão na região, sendo um importante estímulo para a produção e para a agregação de valor. A usina de beneficiamento de algodão que vai beneficiar 125 agricultores familiares de 12 municípios da região.

PUBLICIDADE

O aporte de R$ 2 milhões na construção do Cedetac veio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e da Universidade Federal de Lavras (Ufla).

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), para a instalação da usina, até o momento, foram investidos cerca de R$ 600 mil do Fundo de Desenvolvimento da Cotonicultura no Norte de Minas (Fundo Algominas) na compra de equipamentos, serviços, consultoria e frete. Por se tratar de uma estrutura complexa, o processo de montagem do maquinário vem sendo executado pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa)

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Oliveira Bovo, a retomada da produção de algodão no Norte de Minas é importante e tanto o Cedetac quando a usina são ferramentas essenciais para que a produção cresça estruturada e que os produtores tenham acesso a treinamentos, tecnologias e assistência. 

“Com a nova usina, que deve ser inaugurada em março de 2022, os produtores poderão processar o algodão. A estrutura também terá uma unidade de extração de óleo do caroço e a sobra do processo poderá ser usada na alimentação animal. Estamos agregando valor e qualificando a produção. O Centro também terá um auditório para treinamentos direcionados à cultura do algodão”, explicou.

A construção da usina vem resolver um gargalo enfrentado pelos produtores que estão investindo na cultura do algodão. Segundo a Seapa, atualmente, a produção de algodão da região é beneficiada em uma miniusina, em Mato Verde. Por ser de pequeno porte, a capacidade está aquém da demanda, o que causa uma espera para o beneficiamento de até nove meses.

Com a nova planta, a estimativa é que a espera caia para cerca de três meses. A capacidade de processamento atual é de 3 mil quilos por dia e saltará para 23 mil quilos diários após a conclusão da nova unidade. Com a maior capacidade de beneficiamento, é esperado aumento na área plantada com o algodão e na produção.

Região já foi referência 

Bovo explica que o Norte de Minas já foi referência na produção do algodão, porém, a cultura foi praticamente dizimada pelo bicudo do algodoeiro. Através do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas) – criado para fomentar toda a cadeia produtiva da cotonicultura e levar maior renda ao campo – está ocorrendo a retomada.

“A produção do algodão tem sido retomada no Norte de Minas de maneira mais tecnificada e melhor adaptada para os produtores. O monitoramento de pragas e doenças é feito de forma sistemática para não correr risco de um novo surto sanitário e de causar perdas na cultura. Além disso, é feito um acompanhamento intenso do vazio sanitário para reduzir os riscos. A aplicação de tecnologias e todos os cuidados adotados têm gerado aumento da produtividade na região. Nos últimos anos, o rendimento por hectare teve um salto muito grande, passando de 50 arrobas de algodão em caroço para atuais 200 arrobas na propriedade de pequenos produtores”.

Além de ser mais uma opção para diversificação da produção no Norte de Minas, o cultivo do algodão no Estado tem incentivos. Através do Proalminas, que reúne produtores, governo e a indústria têxtil, os produtores recebem um valor diferenciado para comercializar o algodão com a indústria local. O algodão é comprado com base na cotação levantada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mais um ágil próximo a 8%.

“O mercado do algodão, de maneira geral, está muito favorável. Os produtores estão vendendo bem e com grande valor agregado. No Norte de Minas, 100% da produção é comercializada dentro do Proalminas. O mercado tem absorvido toda a produção e, se a produção da agricultura familiar crescer, a indústria tem capacidade de absorção muito grande ainda”.

Com mercado demandador, a cultura do algodão tem atraído produtores no Norte de Minas e, segundo Bovo, existem produtores dos projetos Jaíba e Gorutuba, perímetros irrigados, interessados em ingressar na cultura.

“O algodão produzido em Minas Gerais tem uma aceitação muito boa pela alta qualidade da fibra. A Amipa tem um trabalho forte no Estado para expandir a produção do algodão para outras regiões. Além do Triângulo, Alto Paranaíba e Norte, está sendo iniciado um projeto piloto no Jequitinhonha. A ideia é levar para outras regiões projetos sustentáveis, com tecnologia, assistência técnica e capacitação para os produtores. Assim, queremos fortalecer a cultura dentro do Estado, de forma sustentável e menos agressiva para o meio ambiente”, disse Bovo.

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!