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Agronegócio

Custo da produção de leite acumula alta de 39,37% em 1 ano

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Entre as despesas que mais cresceram para os pecuaristas mineiros estão a energia e combustíveis | Crédito: Wenderson Araujo / Trilux - CNA

O custo da produção de leite, em Minas Gerais, não para de subir. Somente em agosto foi registrado aumento de 1,82%. A alta foi puxada pela elevação de 7,55% verificada no custo com os combustíveis e da energia elétrica. O resultado mensal elevou para 18,37% a alta acumulada nos primeiros oito meses de 2021.

Nos últimos 12 meses, a inflação dos insumos chegou a expressivos 39,72%. No ano, a alta significativa se deve, principalmente, ao encarecimento da alimentação concentrada e de volumosos.

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Somente na concentrada, que é à base de milho e soja – grãos que estão com preços valorizados e baixa oferta -, a elevação foi de 64,77% nos últimos 12 meses. As altas constantes vêm comprometendo cada vez mais a margem de lucro dos produtores.

Os dados são do Índice de Custo da Produção Leiteira, elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Unidade Gado de Leite (ICPLeite/Embrapa).

Conforme a análise dos pesquisadores da Embrapa Gado de Leite, além da alimentação, a pressão de custo provocada por fertilizantes e defensivos,cuja maioria é cotada em dólar, também tem sido acentuada. 

“Com baixos estoques de grãos, alta nos fertilizantes e um clima mais adverso, a tendência é que os custos continuem elevados”.

O aumento do custo de produção vem comprometendo a renda dos pecuaristas. De acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de janeiro a agosto, a média do preço pago ao produtor mineiro aumentou 15,19%, com o litro saindo de R$ 2,04 de janeiro para R$ 2,35 no pagamento de agosto. No mesmo período, o avanço nos custos ficou em 18,37%. 

 “No caso do preço do leite ao produtor, ocorreram aumentos seguidos desde abril, fechando agosto em R$ 2,35 por litro, segundo o Cepea. Mas a situação de rentabilidade segue complicada. Nos últimos 12 meses, a alta nos custos de produção foi próxima de 40%, segundo o ICPLeite/Embrapa. O alimento concentrado aumentou 64% e o volumoso 58%”.

Despesas

Conforme a pesquisa da Embrapa Gado de Leite, em agosto, quando o custo subiu 1,8%, a maior variação ocorreu no grupo Energia e combustíveis, com aumento de 7,55% motivada pelo reajuste nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.

Alta também foi verificada nos grupos de Sal mineral, 4,89%, Produção e compra de volumosos, 3,06%, e Alimentação concentrada, 2,67%. Segundo os pesquisadores da Embrapa, “após um mês de refresco, este último grupo (alimentação concentrada) voltou a apresentar inflação, devido aos preços dos grãos que valorizaram com as perdas da safra de inverno”. 

O grupo Sanidade apresentou ajuste de 0,14%. Em Reprodução não houve alteração nos custos. Os grupos Qualidade do leite e Mão de obra apresentaram deflação de 0,33% e 2,58%, respectivamente.

Avaliando o aumento do 18,37% acumulado de janeiro a agosto, a alta continuou a ser puxada pelos grupos referentes à alimentação e suplementação do rebanho. O maior aumento foi no grupo de Produção e compra de volumosos, que acumulou elevação de 41,71%.

Em segundo, o grupo Sal mineral, 24,39% e, em terceiro, o grupo Alimentação concentrada, acumulando 16,85%. A variação acumulada dos grupos Energia e combustível e Qualidade do leite também ficaram acima de duas casas decimais, apresentando 15,60% e 12,62%, respectivamente.

Ao longo dos últimos 12 meses, as maiores variações também foram encontradas nos grupos de alimentação e suplementação animal. O grupo Alimentação concentrada, voltou a subir e manteve a liderança da inflação, apresentando acumulado de 64,77%.

O acumulado do grupo de Produção e compra de volumosos foi 58,21%. Estes dois grupos apresentaram variação superior à do índice, que foi de 39,72%. A inflação acumulada do grupo Sal mineral alcançou 28%.

Produtores desestimulados 

Com os custos elevados e lucro comprometido, o produtor está desestimulado. Conforme os pesquisadores da Embrapa, “a tendência é que a disponibilidade de leite no mercado siga baixa e o segundo semestre seja também de margens apertadas em toda a cadeia produtiva. Os indicadores de vendas dos supermercados têm mostrado enfraquecimento em volume, sentindo os impactos do desemprego e da alta no custo de vida das famílias. As classes C, D e E têm sido mais afetadas, com consumidores focando em alimentos básicos. O lado positivo vem de uma retomada do food service, mas ainda de forma modesta”.

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