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Fabricantes de cachaça buscam recuperação de perdas com Covid

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Minas Gerais possui o maior número de produtores de cachaça registrado no Brasil | Crédito: Carlos Alberto / Imprensa - MG

A reabertura dos bares, restaurantes e a retomada de feiras do setor e eventos têm contribuído para a recuperação do setor da cachaça. Mesmo com a retomada, ainda não é possível garantir que as perdas geradas pela pandemia de Covid-19 sejam revertidas ainda neste ano.

Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), no País, com a pandemia, em 2020 foi registrada queda de 24% no volume de cachaça comercializada, gerando perdas de 20% em valor. Minas Gerais é um dos principais estados produtores e acompanha o nível de queda registrado no Brasil. 

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Minas lidera o ranking entre os estados que possuem maior número de estabelecimentos produtores de cachaça. De acordo com o anuário “A Cachaça no Brasil: Dados de registro de Cachaças e Aguardentes”, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Minas Gerais encerrou 2020 com um total de 397 estabelecimentos registrados, mais que o triplo do segundo colocado, São Paulo, que possui 128 unidades. Em 2020, o número de registros aumentou 5,86% frente a 2019, quando o Estado possuía 375 estabelecimentos produtores de cachaça.

No que se refere ao registro de marcas de cachaça, Minas Gerais também é líder, com 1.908 marcas de cachaça, ante 1.286 vistas em 2019, um avanço de 48,03%.

De acordo com o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça, Carlos Lima, hoje, o setor vive um período de retomada, que vem sendo favorecido pela reabertura dos bares e restaurantes, a volta dos eventos do setor e das festas. 

“Há um cenário positivo de retomada. Agora, a queda que houve no ano passado foi muito acentuada em função da pandemia. Não sei se os poucos meses restantes de 2021 serão suficientes para compensar as perdas de 2020”.

Lima ressalta que é importante lembrar que em termos de volume foi apurada uma queda de 24% no mercado da cachaça se comparado com 2019. Em valor, a retração ficou próxima a 20%. A estimativa é que a produção nacional de cachaça tenha encerrado 2020 em torno de 600 milhões a 700 milhões de litros ao ano. O volume por estado não é calculado. 

“São perdas consideráveis e apesar do cenário de reabertura dos bares, restaurantes, eventos e feiras para segmento da cachaça e alguns eventos presenciais não sei se será suficiente para reverter”. 

A queda na demanda e no faturamento do setor foi registrada em todo o País. Minas Gerais foi um dos estados afetados, principalmente, pelo período de restrição de abertura e funcionamento das atividades econômicas terem sido maiores que em outros.

“Minas Gerais foi um dos últimos estados a voltar o funcionamento e não está em total normalidade. É um dos estados em que vários municípios tiveram restrições longas não só no funcionamento de bares e restaurantes como no consumo e vendas de bebidas alcoólicas, por isso, Minas acompanha o movimento de queda nos resultados vistos no Brasil”.

A retomada do desempenho do setor também esbarra na oferta de insumos essenciais para a produção, como as garrafas de vidro, que estão em falta e tiveram os preços alavancados. Outros insumos, como plásticos e papelão, usados nas embalagens, também estão com a oferta restrita. 

“Mesmo com o cenário de retomada, o setor da cachaça enfrenta outros gargalos que podem retardar a recuperação. A falta de garrafas é um grande gargalo de produção e a pandemia acentuou a escassez”, disse Lima. 

Reforma tributária preocupa os produtores

Outra dificuldade que vem prejudicando o setor são as altas taxas tributárias incidentes sobre a cachaça. De acordo com Lima, há uma grande preocupação do setor em relação às reformas tributárias que estão em análise. 

“Se a reforma tributária não for feita de forma ampla, tememos que ela possa onerar ainda mais o setor. Tememos também que a reforma não venha corrigir as assimetrias já existentes no setor das bebidas alcoólicas”. 

Outro problema grave é o crescimento do mercado ilegal da cachaça que, segundo Lima, cresceu de forma assustadora e precisa de medidas rigorosas para combater o produto ilegal. 

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