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Agronegócio

Falta de chuva pode prejudicar culturas de milho e feijão

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Crédito: Abiove/Divulgação

Minas Gerais deve bater mais um recorde na produção de grãos na safra 2020/21. A previsão é de um volume de 17,3 milhões de toneladas, que, se alcançado, ficará 13,1% maior que a safra anterior. Neste ano, os destaques são as produções de soja e de milho. Apesar das estimativas positivas, o fator climático é uma preocupação. A falta de chuvas e o atraso no plantio da segunda safra podem comprometer o desenvolvimento de culturas como o milho e o feijão. 

Os dados são do oitavo Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, que foi divulgado, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

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Conforme o levantamento, a área de produção em Minas Gerais cresceu 14%, totalizando 3,98 milhões de hectares. A produtividade esperada está 0,8% menor, com rendimento médio por hectare estimado em 4,36 toneladas.

A primeira safra no Estado já foi praticamente colhida e os produtores estão se dedicando à segunda safra. Em Minas, o grande receio é em relação ao clima. A falta de chuvas, aliada ao atraso no plantio e colheita da primeira safra, o que reduziu a janela de plantio da segunda temporada, pode interferir de forma negativa na produção. 

De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes, as chuvas estão abaixo da média histórica e podem causar perdas na safra. “Em abril, as chuvas que já são historicamente menores foram ainda mais escassas, trazendo impactos para as lavouras em campo. Para maio, em Minas Gerais, seguimos sem previsão de chuvas, o que liga ainda mais o sinal de alerta para a segunda safra de grãos”, disse. 

Na safra 2020/21, um dos destaques produtivos no Estado é a soja, cuja colheita já está praticamente encerrada. Na safra atual, foi observada expansão de 13,8% no volume concluído, que chegou ao recorde de 7 milhões de toneladas. No período, a área plantada cresceu 15,3% e somou 1,89 milhão de hectares. Já a produtividade média caiu 1,3%, com a colheita de 3,69 toneladas por hectare. 

O superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira, explicou que mesmo com a produção recorde, os preços da soja se mantêm valorizados. “O preço da soja mantém a tendência de alta, resultado dos baixos estoques mundiais e da forte demanda. O dólar valorizado continua incentivando a exportação do grão”, disse.

Outro produto com estimativas positivas é o milho. No Estado a previsão é colher um volume total de 8,6 milhões de toneladas, variação de 15,5%. A área total, 1,4 milhão de hectares, aumentou 20,5%, estímulo que veio dos preços elevados e demanda aquecida. Devido às condições climáticas desfavoráveis, é esperada queda de 4,1% na produtividade, que deve alcançar 6,1 toneladas por hectare. 

Na primeira safra do cereal, Minas foi responsável por uma colheita de 5 milhões de toneladas, aumento de 7,7%. A área de cultivo somou 810 mil hectares, ficando 12,5% maior. Ainda na primeira safra foi observada queda de 4,3% na produtividade, que ficou em 6,2 toneladas por hectare.  

Com os preços batendo recordes, mesmo após a colheita da primeira safra de milho, os produtores de Minas apostaram na segunda safra. 

De acordo com a Conab, para a segunda safra de milho, a estimativa é de uma área plantada atingindo 600,5 mil hectares, representando crescimento expressivo de 33,2%. A produção tende a avançar 28,4%, somando 3,66 milhões de toneladas. Devido ao baixo índice de chuvas, a produtividade deve cair 3,6%, com rendimento de 6,1 toneladas por hectare. 

O gerente de Acompanhamento de Safras da Conab explica que a produção de milho na segunda safra está passando por estresse hídrico.

“Tivemos um atraso no plantio e colheita da soja e isso deslocou a janela de plantio da segunda safra. Por isso, as lavouras estão sofrendo com a falta de chuvas. Maio será o mês chave para o sucesso da segunda safra, mas temos muitas lavouras à espera de chuvas. O milho é muito sensível nas fases de floração e formação de grãos e a umidade é muito importante. É uma situação bem crítica”.

Em relação aos preços, o superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira, ressaltou que, em abril, a forte demanda pelo cereal fez com que os preços avançassem cerca de 40% no mercado mundial.

“O milho vem apresentando valores recordes no mercado internacional que impactam o mercado interno. Tivemos problemas climáticos na primeira safra e estamos caminhando para redução na segunda. São muitas as incertezas e, por isso, o mercado está antecipando as compras, pelo risco climático”. 

Demais grãos

A produção de feijão, em Minas Gerais, deve se manter igual à da safra anterior, com uma colheita total de 556 mil toneladas. A área em produção foi estimada em 338,5 mil hectares, 2,1% menor. Já a produtividade cresceu 0,8%, somando 1,6 tonelada por hectare.

Somente na primeira safra de feijão, a expansão na produção ficou em 13,1%, com 219,6 mil toneladas colhidas. No período, foi verificada alta de 10,1% na produtividade e de 2,8% na área. Ao todo foram 149,6 mil hectares plantados com feijão e uma produtividade média de 1,4 tonelada por hectare.

Já na segunda safra de feijão, o volume estimado está 14,8% menor, com uma colheita prevista em 148,8 mil toneladas. A área produtiva caiu 9,1%, somando 117,5 mil hectares. Para a produtividade, a estimativa é de um volume 6,3% menor e rendimento médio de 1,52 tonelada por hectare. 

A queda na área da segunda safra, segundo a Conab, se deve à concorrência com outras culturas mais rentáveis, como o milho. Até o momento, as lavouras apresentam boas condições e estão, majoritariamente, em fase de enchimento de grãos.

Ainda segundo os dados da Conab, em Minas Gerais, também é esperado decréscimo na produção de algodão. A previsão é colher 20,8% a menos, com o volume chegando a 127,6 mil toneladas de algodão em caroço. A produtividade das lavouras, 4,1 toneladas por hectare, tende a recuar 2,4%.

A queda, segundo a Conab, se justifica pela concorrência de área com outras culturas como soja, milho e feijão, que, nesta temporada, têm apresentado melhores rentabilidades. 

Quanto aos preços, o superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira, explica que os mesmos seguem com tendência de alta. “Os preços do algodão seguem valorizados no mundo e no Brasil. O clima traz insegurança, por isso, a perspectiva é de aumento dos preços, já que os estoques mundiais são baixos”.

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