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Agronegócio

Faturamento da Ceasa Minas avança quase 15% em 2021

Unidade de Contagem calcula um valor de R$ 6,12 bi movimentado no último ano, puxado principalmente pela alta nos preços dos produtos

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Entre os grupos de produtos ofertados, o de hortigranjeiros disponibilizou um volume de itens 4,8% maior no ano passado | Crédito: Eugenio Savio
Entre os grupos de produtos ofertados, o de hortigranjeiros disponibilizou um volume de itens 4,8% maior no ano passado | Crédito: Eugenio Savio

O clima adverso ao longo do último ano – que impactou de forma negativa a produção agrícola -, aliado ao aumento dos custos de produção, provocou alta nos preços de importantes produtos na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), unidade Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com isso, o faturamento calculado para 2021 na unidade chegou a R$ 6,12 bilhões, avanço de 14,8% frente a 2020. A oferta se manteve estável, com pequena variação positiva de 0,2% no confronto com o ano anterior. 

Para este início de ano, as chuvas abundantes vêm prejudicando a produção de alimentos e o transporte dos mesmos e já causam mais aumento nos preços. A situação só deve ser normalizada em cerca de 90 dias, quando  o período chuvoso chegar ao final.

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Segundo dados levantados pela Ceasa Minas, em 2021 foram ofertadas 1,91 milhão de toneladas de produtos, volume que em 2020 era de 1,90 milhão de toneladas, o que gerou um pequeno crescimento de 0,2%. 

Em relação ao faturamento geral, o valor chegou a R$ 6,12 bilhões, contra R$ 5,33 bilhões em 2020, aumento significativo de 14,8%.

O chefe da Seção de Informações de Mercado da Ceasa Minas, Ricardo Fernandes, explica que a alta no faturamento é resultado de vários fatores. “O aumento ocorreu pela  valorização dos produtos. Em 2021, o clima não ajudou a produção de alimentos, tivemos muita seca e geadas. Além disso, o custo de produção ficou mais caro devido à alta do dólar, da energia elétrica, dos combustíveis, entre outros. Não foi um ano fácil”, destaca. 

Entre os grupos de produtos ofertados, o de hortigranjeiros é um dos mais importantes.  A oferta dele, em 2021, foi de 1,46 milhão de toneladas, contra 1,39 milhão de toneladas em 2020, 4,8% maior. O valor movimentado com as vendas dos alimentos chegou a R$ 3,84 bilhões, ante os R$ 3,40 bilhões em 2020, alta de 13%. O preço médio por quilo encerrou o ano em R$ 2,63, crescimento de 7,33%.

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Ainda dentre os hortigranjeiros, foi verificada alta nos preços do subgrupo de hortaliças, com variação de 1,3% no ano e o quilo negociado, em média,  a R$ 2,31. Os alimentos que apresentaram as maiores valorizações foram o tomate, com alta de 18,2%, repolho, 8,5%, e mandioca, 88,5%.

“Vários fatores contribuíram para as altas, como o clima e o maior custo de produção. Também acontece de, em um ano, o produto apresentar preços muito baixos, o que desestimula o cultivo, e, no ano seguinte, com a menor produção, os valores sobem muito”, explica Fernandes.

Entre os itens com quedas de preços estão a cebola, com retração de 12,5%, cenoura, de 10,3%, e batata, de 6,7%.

Frutas

Compondo o grupo dos hortigranjeiros, as frutas também apresentaram elevação bem forte. Em 2021, o preço médio por quilo chegou a  R$ 2,79, ante R$ 2,47 em 2020, gerando uma alta de 13%. As maiores variações positivas foram registradas no mamão formosa, 39,3%, melancia, 33,3%, e banana prata, 19,6%. As maiores quedas foram na cotação da maçã brasileira, -13,9%, limão, -12,7%, e pêssego, – 7,8%.

“No geral, foram produtos afetados pelo clima no ano inteiro e pelos altos custos de produção”. 

Alta também nos valores dos ovos, que chegaram a R$ 4,73 o quilo, ante R$ 4,04, aumento de 17,1%. No grupo dos cereais, a oferta chegou a 33,99 mil toneladas, queda de 6,2%. O faturamento em 2021 foi de R$ 145,75 milhões, alta de 17,5%. 

“Neste grupo foram registradas várias altas e em importantes produtos, como o arroz, feijão e milho”.

No grupo de industrializados, a oferta foi de 415,31 mil toneladas, redução de 12,9%. No ano, o faturamento aumentou 18,1% e chegou a R$ 2,12 bilhões.

Chuvas devem manter preços de alimentos altos

A tendência de preços mais altos vem se mantendo na Ceasa Minas. As chuvas de final de ano e também as registradas em janeiro causaram impactos negativos tanto nas áreas produtoras de alimentos, quanto no transporte dos mesmos. Ainda sem os dados estatísticos levantados, já é possível notar aumento dos preços e queda da qualidade dos produtos na Ceasa Minas.

“Estamos fazendo os levantamentos, mas o reflexo das chuvas já são sentidos na unidade. Por enquanto, foram registradas altas consideráveis nas hortaliças, que são mais sensíveis às chuvas”, disse o chefe da Seção de Informações de Mercado da Ceasa Minas, Ricardo Fernandes.

Ainda segundo Fernandes, além de prejudicar a produção, as fortes chuvas registradas em Minas Gerais comprometeram diversas vias de escoamento, o que também interfere na chegada dos produtos à Ceasa Minas. 

“As chuvas causam problemas na qualidade dos produtos, dificultam a colheita e o transporte até o entreposto. Estamos com várias estradas interditadas e o produto tem que percorrer um caminho muito maior, com uma série de desvios. Isso também interfere na formação dos preços”, afirma.

O impacto imediato das chuvas foi verificado nas verduras de folha e hortaliças frutos como abobrinha, chuchu, tomate e berinjela, que sofrem um reflexo maior por serem mais sensíveis ao excesso de umidade. 

“A estimativa é que esta situação só se resolva em três a quatro meses, quando acaba o período chuvoso. Até lá, a tendência é de preços mais elevados e qualidade dos produtos um pouco menor. Mas não existe risco de desabastecimento”, conclui.

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