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Agronegócio

Floricultura ganha fôlego com volta de eventos presenciais

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Estimulados pela demanda, os produtores de flores investem para aumentar plantios | Crédito: Divulgação

A retomada dos eventos presenciais está trazendo novo fôlego para o setor de flores nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), no País, alguns segmentos irão fechar o ano com alta de 12% frente a 2020, como na produção de vasos e plantas ornamentais. No segmento de flores de corte, o mais impactado pelas medidas restritivas impostas para conter a pandemia de Covid-19 – a recuperação também é esperada, mas será mais lenta. 

Assim como no País, as estimativas são positivas para o setor em Minas Gerais, que, devido a maior flexibilização das medidas restritivas frente a outras localidades, deve ter crescimento superior à média do Brasil. 

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Com o avanço da vacinação e controle da pandemia, muitos estados e municípios vêm aliviando as restrições e permitindo a retomada dos eventos, inclusive os de maior porte e em ambientes fechados. As medidas são essenciais para que o setor de flores volte a crescer.

De acordo com o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, a retomada dos eventos tem sido muito importante para os produtores de flores de corte, que foram os mais afetados pela pandemia.

“Nos últimos meses, houve uma melhora da pandemia e os governos estaduais e municipais avançaram nas flexibilizações das medidas de restrição. Isso tem possibilitado a realização de eventos para mais pessoas e em salões, clubes, espaços fechados. Os eventos têm elevado a demanda pelas flores de corte e o setor tem reagido bem”, destacou. 

Plantios

Os produtores estão percebendo o movimento e voltando a investir no aumento dos plantios para atender os clientes. “Ainda vai demandar um certo tempo para ter equilíbrio entre oferta e demanda. A demanda começou a aumentar e a produção vai reagir. Mas existem muitas opções no mercado para decorações. O consumidor tem opções variadas e a vários preços”, disse.

Opitz explica que o mercado de flores tem três grandes segmentos, sendo o que mais sofreu com a suspensão dos eventos o de flores de corte. As flores são muito usadas para decoração de festas, casamento e grandes eventos. Levando em conta o ano de 2020 e até meados de 2021, o segmento ainda registra perdas próximas a 30%.

“Este segmento está começando a retomar agora. Mas os produtores encontraram alternativas para escoar, pelo menos, uma parte da produção. Enquanto os eventos estavam suspensos, eles fizeram vendas de buquês em garden centers, floriculturas, venderam diretamente dos sites e redes sociais. Agora, com a retomada das festas, este setor também vai voltar a crescer”, explicou.

Mesmo com a volta da demanda dos eventos, o segmento de flores de corte vai manter os demais canais de vendas. A diversificação é considerada importante para a segurança dos negócios. 

Já no segmento de flores ornamentais e de vasos, a estimativa é de encerrar o ano com alta de 12%. Estes segmentos conseguiram, ainda em 2020, recuperar as perdas geradas nos primeiros meses da pandemia e cresceram cerca de 5% no ano passado. 

“As pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e investiram nas plantas, levando cores e variedades para enfeitar os lares. Isso foi muito importante e ajudou o setor a crescer”.

Desempenho em Minas

A retomada do crescimento geral do setor de flores também vem acontecendo em Minas Gerais. O Estado possui produtores de todos os segmentos, desde vasos, ornamentais e de corte. 

“Em Minas Gerais, aparentemente, as medidas oficiais de flexibilização estão sendo boas para os empreendedores e o setor está crescendo um pouco mais que o restante do País, principalmente, em alguns polos como da região de Uberlândia, que está com demanda excelente.

No Estado, as flores de vasos, ornamentais e para paisagismo estão com a 

procura aquecida. “Com o retorno das chuvas, há também aumento da demanda pelos nossos produtos, já que as pessoas e empreendimentos renovam jardins e os projetos paisagísticos”, destacou.

Queridinhas

Entre as flores que são mais demandadas, Opitz destaca as orquídeas, cuja produção cresceu muito nos últimos anos, tornando os preços mais acessíveis. Destaque também para as rosas, que são tradicionais e as preferidas dos consumidores, e as suculentas, que estão na moda e são fáceis de cuidar. 

“As suculentas são uma tendência e vão ficar em alta. As crianças e os jovens  estão colecionando, colocando nos quartos. Além de bonitas, são de fácil manutenção”, completou.

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