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Agronegócio

Seca e geada causam queda de 54,3% na produção de milho na 2ª safra

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Crédito: Divulgação CNH

As geadas registradas ao longo de julho, em Minas Gerais, provocaram ainda mais perdas na produção de milho segunda safra. Conforme os dados do 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/21, a produção do cereal tende a recuar 54,3% com a colheita de 1,3 milhão de toneladas.

O índice de perda aumentou muito em relação ao levantamento anterior, que foi divulgado em julho, e já previa uma redução de 37,1% no volume, resultado da estiagem prolongada registrada em Minas Gerais. Com a queda, a produção total de grãos  em Minas Gerais  foi estimada em 14,7 milhões de toneladas, volume 4,2% inferior frente ao ano passado.

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De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as geadas e a seca impactaram de forma negativa na safra de grãos 2020/21. Em Minas Gerais, a produtividade total da safra está estimada em 3,8 toneladas por hectare, uma retração de 12,8% frente à safra anterior.

Com os preços das commodities em alta desde o ano passado, era esperado aumento da produção de grãos no Estado, o que foi impedido pelas condições climáticas. A expectativa de aumento vinha, principalmente, da área plantada que foi ampliada em 9,9% e soma 3,87 milhões de hectares.

No caso do milho, a produção na segunda safra deve chegar a 1,3 milhão de toneladas, retração de 54,3%. A cultura, que já vinha sofrendo com a falta de chuvas, enfrentou ainda severas geadas, que acabaram comprometendo ainda mais o rendimento. Com isso, a produtividade das lavouras de milho está estimada em 2,6 toneladas por hectares, volume 58,1% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior, que era de 6,32 milhões de toneladas. A área plantada com o milho segunda safra ficou 9,1% maior, totalizando 491,8 mil hectares.

Na primeira safra de milho houve aumento de 8,2% no volume colhido, que chegou a 5 milhões de toneladas. A produtividade média foi de 6,1 toneladas por hectare, 4,9% a menos. A área plantada, 819,1 mil hectares, cresceu 13,7%.




Com o resultado das duas safras, Minas Gerais deve colher um volume total de milho de 6,35 milhões de toneladas, um recuo de 15,5% frente ao ano passado, quando a safra totalizou 7,5 milhões de toneladas. 

“As lavouras de milho, em Minas Gerais, foram bastante impactadas pelas geadas e pela seca. Minas Gerais representa cerca de 2% da produção nacional de milho na segunda safra e, este ano, vai apresentar mais de 50% de redução em relação à safra anterior. No Estado, em torno de 40% das lavouras já foram colhidas”, explicou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Ferreira Lopes.

Grande impacto

Lopes destacou que as perdas na produção de milho são fontes de apreensão do mercado, das cadeias produtivas e do consumidor, já que a produção do cereal impacta diretamente na alimentação dos brasileiros.

“O milho tem grande participação na produção de proteína animal e teremos grandes perdas na produção do cereal em decorrência dos problemas de seca e de geadas. Estamos em uma safra bastante atípica. Além dos problemas quantitativos, teremos também problemas de qualidade. Os relatos são de problemas com os grãos de milho fora do padrão e ardidos”.

Cultivo de feijão também sofre baixa

Queda também foi registrada na produção de feijão. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total em Minas Gerais será de 522,1 milhões de toneladas, 6% a menos. A primeira safra de feijão cresceu 15,6%, com a colheita de 224,4 mil toneladas.

Na segunda safra, a produção de feijão chegou a 122 mil toneladas, queda de 29,8%. A redução se deve à falta de chuvas e a redução da área, que concorre com o milho segundo safra. Conforme os dados da Conab, a produtividade caiu 10,8% e o rendimento ficou em 1,2 toneladas por hectare.




A terceira safra de feijão, que é irrigada, também terá perdas, mas menos intensas que a segunda. A produção deve cair 6,2%, com a colheita de 175 mil toneladas. A produtividade, 2,5 toneladas por hectares, está 0,6% menor. 

“Teremos redução também na produção de feijão. A seca interfere nas culturas de segunda safra e as lavouras do grão foram prejudicadas. Na terceira safra também é esperada queda. Em Minas, as lavouras são irrigadas, por conta disso, a redução será menor que na segunda. A colheita já foi iniciada”, disse o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Ferreira Lopes.

Cotonicultura

Outra produção que foi afetada pela estiagem foi o algodão. A previsão é colher 30,3% a menos na safra 2020/21, chegando a um total de 112,4 mil toneladas de algodão em caroço. A produtividade das lavouras caiu 12%, com a colheita de 3,7 toneladas por hectare. A área também ficou menor, 20,7%, e somando 30,2 mil hectares.

“O algodão também teve problema com o clima. Além disso, houve redução na área plantada pela janela de plantio curta e também pela concorrência com o milho segunda safra. Houve redução da produtividade em decorrência, principalmente, da seca. Tivemos relatos de geadas, mas com perdas em menor escala se comparadas com o milho segunda safra”. 

Soja -No Estado, a produção de soja, cuja colheita já foi concluída, apresentou uma elevação de 13,8% e um volume de 7 milhões de toneladas. A produtividade média das lavouras chegou a 3,6 toneladas por hectare, 1,3% menor. Com preços valorizados e demanda firme, a área de plantio da soja chegou a 1,8 milhão de hectares, aumento de 15,3%.

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