COTAÇÃO DE 19/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5600

VENDA: R$5,5600

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5770

VENDA: R$5,7130

EURO

COMPRA: R$6,2610

VENDA: R$6,2639

OURO NY

U$1.814,31

OURO BM&F (g)

R$322,84 (g)

BOVESPA

+0,28

POUPANÇA

0,6310%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio

Preços de cenoura e tomate saltam na Ceasa Minas

COMPARTILHE

" "
Na Ceasa Minas, os maiores reajustes foram vistos na cenoura (51,28%) e no tomate (43,85%) | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

A produção de hortaliças em Minas Gerais, assim como os cafezais, foi afetada pelas geadas registradas em julho. Dentre as culturas mais atingidas estão a do tomate, cenoura e alface. Por ser o Estado um importante fornecedor de hortaliças e frutas para diversas partes do País, foi registrado aumento expressivo nos preços. 

Na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), em julho, os maiores reajustes foram vistos na cenoura (51,28%) e no tomate (43,85%). Os dados integram o Boletim Hortigranjeiro Agosto 2021, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

PUBLICIDADE




De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sérgio De Zen, as geadas afetaram as produções, pegando produtos em fases variadas de desenvolvimento. Além disso, a produção já vinha sendo afetada pela seca. Os fatores climáticos aliados à demanda elevada por alimentos contribuem para o aumento dos preços, porém, o movimento é pontual. 

“Quando registramos problemas climáticos, especialmente sobre os hortifrutícolas, nós temos um movimento pontual. É importante ter em mente que a pressão e o impacto inflacionário é conjuntural e daqui a dois ou três meses, com o retorno da sequência climática e dos níveis de oferta, haverá regularização dos preços”, explicou.

Na Ceasa Minas, dentre os produtos pesquisados, a geada impactou de forma negativa a produção de cenoura, tomate e alface. Com isso, houve um reajuste dos preços em julho. No caso da cenoura, a alta ficou em 51,28% na comparação de julho com junho, com o quilo sendo negociado a R$ 1,59. 

“No caso da cenoura havia um movimento de redução de preços desde o início do ano. Tivemos momentos com preços abaixo de custos de produção. Porém, em julho, o movimento foi de alta devido às geadas. Agora em agosto já observamos preços diários com certo arrefecimento e sem tendência de altas tão consideráveis”, disse a gerente de Estudos do Mercado Hortigranjeiro, Joyce Fraga.




Alta também foi vista nos preços do tomate, 43,85%, e preço médio de R$ 2,19 por quilo. No período, o preço da alface ficou a R$ 4,31 por quilo, avanço de 2,12%.

“A gente observou, em Minas Gerais, movimento de alta de preços no tomate, cenoura e alface, assim como em outras regiões afetadas pelas condições climáticas. As geadas impactaram em importantes regiões produtoras de Minas, e estamos acompanhando várias outras culturas afetadas, como berinjela e abobrinha. Isto tem afetado os preços, uma vez que Minas é um grande estado produtor de hortaliças e frutas do País”, explicou Joyce.

Efeitos climáticos, como as geadas vistas em Minas e em outros estados, segundo o chefe da Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Flávio Godas, causam efeitos imediatos nos preços.

Previsão evita prejuízos

“As geadas prejudicam a produção e a qualidade, por isso, o efeito é imediato nos preços. Mas, diferente de outras ocorrências, a previsão do tempo foi importante porque permitiu que o produtor, dentro do possível, antecipasse a colheita de alguns itens, como os tubérculos. Dessa forma, boa parte da produção, óbvio que são perecíveis e não permitem a armazenagem por longo período, foi preservada”. 

Mesmo com as geadas, alguns importantes produtos tiveram os preços reduzidos, como a batata, cujo valor (R$ 1,21 por quilo) recuou 10,18% frente a junho, e também a cebola, com queda de 23,44% e quilo comercializado a R$ 1,29. 

No caso da batata, segundo a Conab, a boa oferta até meados de julho fez com que, na média, o movimento de preços fosse de queda na maioria dos mercados. As geadas não prejudicaram as lavouras em ponto de colheita, mas interferiram no ritmo, o que aumentou os preços na segunda quinzena. Os produtos a serem colhidos em agosto foram afetados e o preço tende a ficar em alta.




Para a cebola, que está em período de alta oferta e não foi impactada pela geada, a tendência é de preços em queda, inclusive em agosto. 

Frutas

O frio extremo e a ocorrência de geadas provocaram elevação nos preços das frutas. De acordo com os dados da Conab, na Ceasa Minas, o preço da banana subiu 11,87% em julho, com o quilo negociado a R$ 1,64. Na unidade, foi verificada queda de 5,65% na oferta. O tempo frio provocou atraso da maturação da fruta no Norte mineiro (microrregiões de Janaúba e Januária), o que contribuiu para a alta.

Aumento de 8,74% foi verificado no quilo (R$ 4,00) da maçã. A oferta na Ceasa Minas recuou 11,67%. O mamão foi negociado a R$1,88 por quilo, valor 13,84% maior. A alta se deve a menor oferta já que o frio registrado nas principais regiões produtoras reduziu a taxa de maturação.

Apesar da queda de 12,71% na oferta, dentre as frutas pesquisadas, apenas a melancia apresentou recuo no preço (4,19%), com o quilo cotado a R$ 1,30.  A demanda pela fruta está retraída nos principais centros consumidores principalmente por causa do frio e queda da renda populacional.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!