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Agronegócio

Embrapa criará plataforma sobre produção de leite orgânico no País

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Minas ocupa a terceira posição em quantidade de fazendas produtoras de leite orgânico no País | Crédito Jadir Bison

A produção de leite orgânico em Minas Gerais e demais regiões produtoras no Brasil será mapeada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O mapeamento será possível devido à aprovação do projeto para a criação do “Observatório do Leite Orgânico”.

Nos próximos anos, serão levantados dados da cadeia produtiva, incluindo número de pecuaristas, volume, gargalos, mercados atendidos, principais produtos lácteos fabricados e localização da produção.

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O projeto demandará investimentos próximos a R$ 350 mil, que deverão ser financiados pela Embrapa e por empresas parceiras.

De acordo com o analista da Embrapa Gado de Leite, Fábio Homero Diniz, será criada uma plataforma que irá reunir todos os dados da produção de leite orgânico no País. A iniciativa da Embrapa é considerada essencial para conhecer a produção, promover a estruturação, desenvolver pesquisas e fomentar a atividade para que ela cresça gerando renda.

“Pretendemos mapear a produção e contribuir para o desenvolvimento da mesma. Com o avançar do projeto, nossa ideia, assim como fazemos para a produção de leite tradicional, é acompanhar o mercado, produzir notas de conjuntura para auxiliar os produtores e o mercado. Mas, para isso, precisamos da cadeia mapeada”, explicou.

A ideia de se criar o Observatório do Leite Orgânico surgiu em 2019, logo após a Embrapa Gado de Leite retornar os projetos voltados para a produção de orgânicos em geral. Ao participar de cursos, a equipe da unidade Gado de Leite se interessou pela produção de leite.

Através dos dados do setor de orgânicos, disponibilizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2020, foram identificados 96 produtores de leite orgânico no País. Na oportunidade, a Embrapa entrou em contato com os produtores para uma pesquisa e obteve resposta de 39 deles.

Raio-x

Com os dados, foi traçado um pequeno raio-x do setor. Dentre as informações coletadas, a pesquisa revelou que os rebanhos são compostos predominantemente de animais Holandês-Gir, Holandês-Jersey e Jersey.

A área média das propriedades é de 270 hectares (mínimo de três hectares e máximo de 2.980 hectares), com área média dedicada à pecuária orgânica de 81,5 hectares.

A produção média diária ficou em 930 litros, variando de 60 litros ao dia a 5.000 litros ao dia. A produção média por vaca é de 14 litros por dia. O rebanho médio é composto por 78 vacas, com variação de cinco a 310 vacas, sendo 57 vacas em lactação. A maior parte do sistema de produção é de semiconfinamento (53%) e o restante, a pasto.

A produção de leite orgânico está concentrada em São Paulo, onde projetos desenvolvidos por empresas multinacionais do mercado de lácteos estimularam a produção de orgânicos.

No estado vizinho, foram localizadas 45 propriedades produtoras em 2020. Em seguida, está o Paraná, com 14 fazendas. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 11 unidades produtoras de leite orgânico.

De acordo com Diniz, o projeto será realizado em várias etapas, nas quais serão levantados dados de produção, número de produtores, mercados atendidos, processamento, produtos gerados, entre outros. Também serão identificados os gargalos e os custos de produção.

Mercado

O Observatório também identificará possíveis mercados e tipos de demanda de clientes. Quando a plataforma entrar no ar, também será possível aproximar a produção tanto do mercado consumidor, quanto dos fornecedores de insumos.

Está previsto o direcionamento de pesquisas em busca de soluções para a produção de leite orgânico, tecnologias para reduzir os custos, bem estar animal e maior eficiência.

“Temos um potencial muito grande para desenvolver a produção de leite orgânico. O País e Minas Gerais têm vocação para a produção a pasto, que tem baixo custo e condições de produzir muito mais leite orgânico. Com o projeto, queremos contribuir para a estruturação da cadeia e estimular a produção. Além disso, tendo oferta, teremos preços mais acessíveis para o consumidor, estimulando a demanda”, explicou Diniz.  

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