COTAÇÃO DE 07/12/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6180

VENDA: R$5,6180

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6500

VENDA: R$5,7830

EURO

COMPRA: R$6,3427

VENDA: R$6,3451

OURO NY

U$1.784,35

OURO BM&F (g)

R$323,23 (g)

BOVESPA

+0,65

POUPANÇA

0,5154%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio

PIB do Agro em MG atinge maior valor em 10 anos

COMPARTILHE

Volume de café produzido em Minas contribuiu para bom desempenho | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio de Minas Gerais atingiu R$ 150,8 bilhões em 2020, valor 30,44% superior ante os R$ 115,6 bilhões registrados em 2019. A demanda global maior, aliada aos preços valorizados, à desvalorização do real frente ao dólar e a uma produção maior justificam o crescimento expressivo. 

Com o resultado, o PIB do agronegócio de Minas Gerais alcançou o maior valor nos últimos 10 anos e respondeu por 22,6% do PIB estadual, ante 18% em 2019. O resultado foi divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP).

PUBLICIDADE

De acordo com o coordenador do núcleo de contas regionais da FJP, Raimundo de Sousa Leal Filho, os resultados do PIB do agronegócio mineiro foram muito expressivos.

“No ano passado, o PIB do agronegócio representou 22,6% do total das riquezas produzidas no Estado. É um salto bastante expressivo, especialmente em comparação com o resultado de 2019, quando a participação no PIB de Minas ficou em 18%”, disse.

Ainda segundo Leal Filho, as principais explicações para a alta expressiva estão relacionadas ao fato de 2020 ter sido um ano de produtividade alta no café, que é um produto importante para o Estado.

Além disso, a partir do segundo trimestre, a economia da China e de parte do leste asiático começaram a apresentar um controle bastante avançado da pandemia, e a recuperação econômica aconteceu relativamente cedo nestes países.

“A retomada aconteceu de forma que a demanda global pelos produtos do setor primário evoluiu de maneira positiva a partir do segundo trimestre e se mantendo, principalmente, no segundo semestre”, explicou.

Outro ponto positivo foi a evolução dos preços das commodities no mundo. “As principais commodities tiveram evoluções muito favoráveis, por serem avaliadas em moeda estrangeira. Além disso, o ano passado foi o  período em que a moeda brasileira depreciou em relação ao dólar e às demais moedas estrangeiras. Então, o faturamento local da produção do agronegócio teve um desempenho espetacular em termos de evolução de preços. A produção também respondeu aos estímulos e foi ampliada no Estado”, disse Leal Filho. 

Conforme os resultados da FJP, houve uma evolução do PIB de R$ 115,6 bilhões, em 2019, para R$ 150,8 bilhões em 2020. Do acréscimo nominal de R$ 35,2 bilhões ao PIB do agronegócio mineiro em 2020, R$ 18,4 bilhões foram adicionados ao Valor Adicionado Bruto (VAB) a preços básicos do setor primário (atividades núcleo da própria agropecuária e produção florestal) – que passou de R$ 28,9 bilhões em 2019 para R$ 47,3 bilhões em 2020.  Com o resultado, o setor primário aumentou a participação de 25% do PIB do agronegócio mineiro em 2019 para 31,4% em 2020. 

Os demais R$ 16,8 bilhões foram adicionados às indústrias e aos serviços conectados ao agronegócio, que passaram de R$ 86,7 bilhões em 2019 para R$ 103,4 bilhões em 2020.

Destaques

Em 2020, além da produção maior, os preços elevados de importantes culturas contribuíram para o resultado positivo do PIB do agronegócio de Minas Gerais.

Levando em conta a produção, a alta de 38,3% no volume produzido de café arábica, em Minas Gerais, teve impacto expressivo para o crescimento do setor primário em 2020. O preço do grão subiu 27,7%.

A soja teve acréscimo de 19,2% na quantidade colhida e preços alavancados em 50,9%. A cana-de-açúcar teve ganhos de 7,4% na produção e os valores 7,2% maiores. Já o milho apresentou expansão de volume de 2,5% e a cotação valorizou 48,8%. A produção de feijão cresceu 3,3%, enquanto os preços subiram 22,5%.

Já na pecuária, foram vistos aumentos de 4,6% no abate de frangos e de 4,8% em suínos, com os preços valorizando 8,4% e 32,7%, respectivamente. Por outro lado, a bovinocultura de corte apresentou queda de 5,7% no abate e preços 38,7% maiores.

A bovinocultura leiteira apresentou evolução favorável e a quantidade de leite adquirido aumentou 3,6% em 2020 comparativamente a 2019. O preço valorizou 23,3%. 

“Os números do agronegócio de Minas Gerais mostram a grandeza do setor. Em 2020, aumentamos a produção e os preços valorizaram, gerando uma combinação ideal. O setor, além de garantir a segurança alimentar interna, também foi capaz de atender à demanda mundial”, explicou o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez.

Para 2021, Albanez acredita em novos resultados positivos. “Estamos com uma produção de grãos excelente, com recordes na produção de soja e milho. O setor de cana-de-açúcar também está indo bem. Os preços das principais commodities seguem valorizados, o que pode contribuir para mais um resultado positivo do PIB. No café, é esperada produção menor, mas os preços estão bons”, avaliou.

Mesmo com a expectativa positiva, existe preocupação em relação ao setor de proteína animal. Os custos elevados, principalmente devido aos preços da soja e do milho, podem interferir nos resultados da produção.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!