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Plano Nacional de Fertilizantes prevê o emprego de bioinsumos

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Incentivo à produção e uso de biofertilizantes (foto) deve estar contemplado em programa governamental | Crédito: Francisco Rezende/Embrapa

A dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes é um dos principais gargalos do setor agropecuário e que pode trazer sérios problemas para a produção, podendo até mesmo colocar em risco o abastecimento de alimentos no mercado interno e externo.

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil pode sofrer, em 2022, com a falta do insumo e que o governo federal já prepara um projeto voltado à produção de fertilizantes e que será apresentado em novembro.

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O receio de desabastecimento do produto químico, em 2022, acontece em função de interrupções na fabricação de fertilizantes na China, que enfrenta uma grave crise energética.

O Plano Nacional de Fertilizantes, que visa inclusive à produção de fertilizantes sustentáveis, é aguardado pelo setor produtivo e pode provocar uma nova revolução na agropecuária brasileira ao utilizar bioinsumos presentes no País. 

Em evento no Palácio do Planalto, na última quinta-feira (7), Bolsonaro disse que problemas de abastecimento de fertilizantes podem prejudicar a produção brasileira já em 2022.

“Vou avisar um ano antes, fertilizantes, por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas no Brasil no ano que vem”, explicou o presidente.

Alta dependência

A dependência das importações dos produtos químicos é muito grande. Segundo o analista de Agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, hoje, o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes usados na produção agrícola e pecuária

“O Brasil tem grande dependência da importação de fertilizantes de outros países, apesar de ser um dos maiores produtores mundiais do agronegócio. Com o plantio atual, importamos cerca de 80% do volume necessário de fertilizantes. Isso é muito perigoso. A situação que estamos vivendo agora é complicada, com a China enfrentando uma grave crise energética que vem provocando apagões em importantes áreas fabricantes de fertilizantes. Por sermos grandes dependentes, é um risco enorme”, disse.

Coimbra explica que incentivos, investimentos e políticas para estimular a produção de fertilizantes em terras brasileiras são necessários. A iniciativa do governo federal, que desde março vem elaborando o Plano Nacional de Fertilizantes, é avaliada como positiva e necessária para que o Brasil reduza a dependência dos produtos importados. 

Bioinsumos como saída

“A dependência é muito ruim. O Plano Nacional de Fertilizantes prevê o uso de bioinsumos, que podem ser a nova revolução agrícola no País. No Brasil temos vários produtos com grande potencial e que podem ser fontes de nutrientes para a agricultura. É muito importante que o Mapa e o governo federal fomentem isso”, explicou.

De acordo com os dados anteriormente divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no início de 2021 foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial que passou a ser responsável pela elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes.

No material divulgado, o Mapa explica que o grupo de trabalho foi instituído para fortalecer políticas de incremento da competitividade da produção e da distribuição de insumos e de tecnologias para fertilizantes no País de forma sustentável. Na prática, com a elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes, o governo federal quer diminuir a dependência externa e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

O plano trará um diagnóstico sobre a oferta de fertilizantes no Brasil e poderá trazer como resultado, por exemplo, propostas legislativas para facilitar a produção de fertilizantes no País. O início do levantamento foi em março e a previsão é divulgar os resultados em novembro. 

Preços já afetam produção no campo

No Brasil, os impactos da crise vivida na China, da redução da oferta de fertilizantes e da alta do dólar já são sentidos na produção do campo. De acordo com o analista da Faemg, Caio Coimbra, os preços dos insumos estão em alta.

Somente neste ano, até agosto, a tonelada da ureia subiu cerca de 60% frente ao mesmo intervalo de 2020. No caso do fosfato monoamônico (MAP), a cotação média da tonelada do período avançou significativos 90%. Já no caso do cloreto de potássio, por exemplo, os preços subiram 140%.

“É preciso estimular a produção de fertilizante no Brasil. Temos muitas opções aqui, como bactérias, fungos, vírus que podem controlar doenças. Também existem bactérias fixadoras de nitrogênio, que já são usadas, por exemplo, na soja. O plano é a fauna, a nossa microbiota como bioinsumos. Isso será importante para deixarmos ou reduzirmos a dependência das importações de defensivos agrícolas e fertilizantes”, disse Coimbra.

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