Agronegócio

Ministro diz que Plano Safra terá “especial cuidado” com juros e vê alta de recursos

Ministro da Agricultura, André de Paula, destaca a necessidade de um plano consistente para mitigar desafios do produtor
Ministro diz que Plano Safra terá “especial cuidado” com juros e vê alta de recursos
Agricultores colhem soja em uma fazenda em Maringá, no estado do Paraná, Brasil, em 3 de março de 2025. | Foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer

O Plano Safra 2026/27, que deverá ser anunciado no início de junho, terá um “especial cuidado” com as taxas de juros, enquanto o governo sabe das dificuldades enfrentadas pelo “alto grau de endividamento” do produtor rural, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, nesta segunda-feira (4).

O ministro preferiu não detalhar os recursos que estarão disponíveis para os produtores, mas acredita ser “factível” que eles possam superar os volumes do plano anterior.

“O nosso objetivo é claro, ter um Plano Safra consistente, vigoroso, com números que possam ser ainda mais impactantes do que os que conseguimos nos últimos anos, fazer isso tendo especial cuidado com a questão dos juros, que é o que inviabiliza hoje o produtor rural de tomar o crédito que a gente oferece”, afirmou Paula, a jornalistas, na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

O ministro comentou que o momento é de “enfrentamento de muitas adversidades”.

Questionado sobre o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, Paula afirmou que este “é um instrumento importante que o governo pode disponibilizar para mitigar os efeitos desse endividamento”.

“Vou defender que isso possa ter como foco o setor rural“, acrescentou.

Ao responder pergunta sobre um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que sugeriu um aumento de 5% nos recursos do Plano Safra 2026/27 em relação ao anterior, para R$623 bilhões, o ministro considerou ser “factível” um avanço nos montantes do programa.

“Acho que é factível ter um número mais expressivo… estamos trabalhando nesse sentido, mas nessa questão um ministro da Agricultura nunca fala antes de ouvir o da Fazenda”, disse.

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