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Agronegócio

Mantiqueira ganha projeto de pecuária sustentável

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Entre objetivos da parceria está a adoção de boas práticas nas propriedades leiteiras da região | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária unidade Gado de Leite (Embrapa Gado de Leite) firmou parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC) para o desenvolvimento de projetos junto aos produtores rurais com o objetivo de promover a pecuária sustentável de leite na região da Mantiqueira. As ações serão voltadas para a recuperação florestal das propriedades rurais e também para a adoção de boas práticas na agropecuária.

Com o trabalho é esperado grande avanço na recuperação das florestas, na conservação das águas, na recuperação dos solos e na produção de leite mais sustentável. As estimativas são positivas e trarão resultados de impactos globais, contribuindo para o maior sequestro de carbono e mitigação das mudanças climáticas. 

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De acordo com o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, o projeto será desenvolvido em conjunto com a TNC em 425 municípios que estão na Serra da Mantiqueira, incluindo produtores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A estimativa é restaurar cerca de 1,5 milhão de hectares até 2030.

“Junto com a TNC vamos somar nossa competência relacionada à produção de leite com a recuperação florestal. Precisamos cuidar do meio ambiente, isso é uma questão econômica, e estamos somando forças ao assinarmos o contrato de parceria. Tenho certeza que desta parceria outras virão, porque frutos serão colhidos”, disse Martins. 

A diretora do projeto Mantiqueira da The Nature Conservancy Brasil  (TNC), Adriana Kfouri, explica que a parceria com a Embrapa é importante para o desenvolvimento econômico e social da região e para a preservação do meio ambiente.

Conservador da Mantiqueira

A TNC já atua na região da Mantiqueira promovendo a restauração das florestas. Hoje, o trabalho acontece através do programa Conservador da Mantiqueira, que tem diversos parceiros, incluindo empresas e prefeituras.

“A Mantiqueira é um área com grande produção de água e de grande relevância. A água da Serra atende 425 municípios e as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, atende o agronegócio da região, que tem pecuária, avicultura e florestas plantadas, entre outras culturas. Desde 2016 atuamos nos 425 municípios da Mantiqueira implementando o Conservador da Mantiqueira, em parceria com várias entidades e empresas”, explicou Adriana. 

O trabalho desenvolvido pela ONG na região fomenta a criação de políticas públicas para a agenda de restauração, auxiliando e apoiando as prefeituras para a criação de legislação que possa contribuir para o trabalho de restauração das áreas florestais. 

Também são realizados diversos cursos de capacitação para formação de gestores da pauta ambiental e que vão trabalhar com a restauração e agricultura sustentável. Além disso, são realizados Dias de Campos e criadas unidades demonstrativas de restauração. As ações incluem ainda o fomento à cadeia de restauração florestal, com a coleta de sementes para plantio, viveiros para mudas, mão de obra para implementar a restauração, que precisa ser bem feita para gerar os resultados esperados.

“Além do trabalho na área de floresta, a parceria com Embrapa vai passar a oferecer ao produtor as boas práticas agropecuárias na produção de leite. Queremos sustentabilidade na propriedade para além de apenas a floresta protegendo a água. Precisamos gerar renda e oportunidades para o desenvolvimento local e para a criação de empregos. Quando se trabalha a floresta e a área produtiva se tem um ganho gigantesco para toda a sociedade. As florestas irão sequestrar o carbono e contribuir para mitigar as mudanças climáticas, que é questão global. É um benefício para todo o planeta”, disse Adriana. 

A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Fernanda Samarini ressaltou que a empresa tem grande preocupação em relação à urgente necessidade de promover a conservação ambiental associada a sistemas sustentáveis e regenerativos de produção de leite. 

“A pecuária é alvo de críticas como importante causadora de mudanças climáticas, desmatamento e degradação de solos. Diante dos desafios, nós precisamos de uma postura proativa e seguimos trabalhando firme para ampliar as contribuições da pecuária tradicional aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à agenda global de pecuária sustentável da FAO. O ponto-chave é a forma de gestão dos agro sistemas que podem posicionar a atividade pecuária como fornecedora de serviços ecossistêmicos, por meio da integração de iniciativas”.

Propósito

Ainda segundo Fernanda, a parceria com a TNC tem o objetivo de fomentar a adequação ambiental, a preservação dos recursos ambientais e a adoção de boas práticas nas propriedades leiteiras no programa Conservador da Mantiqueira.

“O objetivo é alcançar maior eficiência produtiva e a geração de serviços ambientais. Vamos identificar e cadastrar produtores que tiverem interesse em adotar as práticas. Vamos implantar unidades demonstrativas e monitorar, ao longo do projeto, os impactos econômicos, sociais, técnicos e ambientais e o bem estar animal decorrente da adoção das boas práticas de produção”, destacou.

A Embrapa já trabalha com diversas tecnologias que podem ser essenciais para que os produtores alcancem bons resultados. Entre elas estão o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a construção de barraginhas, corredores ecológicos, sistema silvipastoril, boas práticas de manejo de pastagem, recuperação de pastagens, rotação de cultura, entre outras. 

BNDES apoia plantio de eucalipto

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiará projeto florestal para plantio de 1,48 milhão de m³ de madeira de eucalipto – o equivalente a 7,4 milhões de árvores – nos municípios mineiros de Grão Mogol, Josenópolis e Padre Carvalho, no Norte de Minas Gerais. Segundo a empresa responsável pelo projeto, o plantio trará como impacto ambiental positivo a absorção de mais de 1,8 milhão de toneladas de CO2 equivalentes, principal componente dos gases de efeito estufa – valor que equivale ao carbono lançado na atmosfera por mais de 48 mil automóveis.

O projeto emprega 130 trabalhadores, do total de 296 empregos diretos gerados na região. Esse impacto socioambiental está em linha com o foco atual do BNDES na frente ASG – ambiental, social e de governança. 

O financiamento será concedido à Norflor Empreendimentos Agrícolas no valor de até R$ 27,4 milhões, o equivalente a 80% do total investido no projeto. O apoio ocorre no âmbito da Linha BNDES Finem.

“O projeto da Norflor contribuirá para promover a captura de carbono e consequente redução da disponibilidade de gases causadores do efeito estufa”, destacou o superintendente da Área Industrial, Marcos Rossi. “Adicionalmente, o investimento realizado em municípios de baixa renda e baixo IDHM, onde a empresa possui participação relevante, é crucial para a redução das desigualdades regionais”, completou. 

O projeto será realizado em uma área entre 6.800 e 8.500 hectares e prevê a comercialização da madeira de eucalipto para daqui a sete anos – tempo necessário para o ciclo do plantio.  O processo de florestamento contempla as atividades de reforma e rebrota. A primeira consiste no plantio de novas mudas de eucalipto, clones mais adaptados e produtivos, em terras onde já ocorreram colheitas. Já a rebrota se caracteriza pelo manejo de uma nova plantação sobre os troncos das árvores que foram cortadas recentemente.  

Reforma e rebrota envolvem limpeza do terreno, adubação, preparo do solo, tratos culturais e combate a pragas. A decisão de se fazer uma ou outra depende de vários fatores locais, como o regime pluviométrico. Mais de 76% do apoio do BNDES ao projeto da Norflor se relaciona a estas duas atividades.

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