COTAÇÃO DE 22/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3030

VENDA: R$5,3040

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4600

EURO

COMPRA: R$6,1939

VENDA: R$6,1967

OURO NY

U$1.768,10

OURO BM&F (g)

R$301,58 (g)

BOVESPA

+1,84

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Agronegócio

Preço do leite pago ao produtor recua 2,04% no Estado

COMPARTILHE

Pressionados pela alimentação do rebanho, os custos da produção do leite subiram 8,03% | Crédito: Bento Viana

Os preços pagos pelo leite em março, referentes à produção entregue em fevereiro, registraram nova queda em Minas Gerais. O litro de leite foi negociado, em média líquida, a R$ 1,95, recuo de 2,04% frente ao mês anterior. No primeiro trimestre, a desvalorização do valor do leite chegou a 4,61% no Estado. 

A retração nos preços vem agravando a situação dos produtores, que enfrentam aumentos significativos com os custos de produção, principalmente, na alimentação do rebanho. Em março, a alta nos custos ficou em 1,81% e elevou para 8,03% o aumento registrado no primeiro trimestre.

PUBLICIDADE

De acordo com o Boletim do Leite Abril 2021, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar de a produção ser favorecida pelas chuvas do início do ano, em 2021, a queda da cotação não foi atrelada a uma superoferta de leite, mas, sim, pela retração do consumo.

No estudo do Cepea, a pesquisadora da entidade, Natália Grigol, explica que “essa diminuição na demanda se deve à queda no poder de compra do brasileiro, à elevação do desemprego, ao fim do recebimento do auxílio emergencial para muitas famílias e ao agravamento dos casos de Covid-19”.

Apesar da queda, dados preliminares do Cepea apontam para uma tendência de valorização dos preços a serem pagos em abril, referentes à produção entregue em março. A estimativa é de retração na oferta no campo, resultado do início da entressafra do leite e também dos custos elevados da produção.

Normalmente, a partir de março, ocorre redução no volume de chuvas, reduzindo também a disponibilidade de pastagens e prejudicando a alimentação do rebanho e a produção. Neste período de entressafra, que vai de março a agosto, a tendência é de preços mais valorizados.

De acordo com os dados do Cepea, neste ano, essa situação deve ser agravada pela valorização considerável e contínua dos grãos, principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira.

As pesquisas mostram perda substancial na margem do produtor. O poder de compra do produtor de leite frente ao milho é o mais desfavorável em dez anos. Em março, o pecuarista precisou de 47,21 litros de leite para a aquisição de uma saca de 60 quilos de milho, 11,93% a mais que em fevereiro. Foi, também, o terceiro mês consecutivo de piora na relação de troca e o momento mais desfavorável ao produtor desde janeiro de 2011.

Com o custo alto, a alimentação dos animais tem sido prejudicada e o abate de vacas estava crescente, já que os produtores estão aproveitando os preços atrativos do mercado de corte. Devido a estes fatores, a oferta de leite no campo deve seguir limitada nos próximos meses, o que contribuirá para a valorização do produto.

“Esse movimento de valorização do leite no campo deverá acontecer de forma comedida, sendo possivelmente freado pela demanda fragilizada”, disse a pesquisadora do Cepea, Natália Grigol.

Custo do leite

Enquanto o preço do leite recua no campo, o levantamento feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, unidade Gado de Leite (Embrapa Gado de Leite) mostra que o custo de produção do litro de leite subiu 1,81% em março, elevando para 8,03% a alta acumulada nos primeiros três meses do ano. Nos últimos 12 meses, produzir leite ficou 31,17% mais caro em Minas Gerais.

Segundo o estudo, em março, a maior alta veio da produção e compra de volumosos (7,9%), grupo que tem como um dos itens, por exemplo, a silagem de milho, que é utilizada na alimentação do rebanho. Também pesou a elevação de 3,08% nos custos com energia e combustíveis.

Nos primeiros três meses do ano, a alta de 8,03% foi puxada, principalmente, pela produção e compra de volumosos, que, no período, tiveram o custo alavancado em 16,69%. O custo da alimentação concentrada ficou 6,1% maior. Também foram verificadas altas de 12,23% em qualidade do leite, de 5,92% em energia e combustíveis, de 5,45% em mão de obra e de 1,81% em sanidade.

Os gastos com a alimentação do rebanho acumulam altas expressivas nos últimos 12 meses. Somente em alimentação concentrada, a elevação chegou a 57,03%. Em produção e compras de volumosos, o reajuste ficou em 30,02%. Também pesou o gasto com qualidade do leite, que subiu 19,66%. Em energia e combustível, a variação positiva foi de 13,73%. 

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!