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Queijos Artesanais simbolizam cultura de Minas

Data festeja iguaria fabricada no Estado, que é um dos produtos agropecuários mais apreciados e respeitados no País e no mundo

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Estado ganhou, nos últimos meses, mais duas novas regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal | Crédito: Divulgação / Emater-MG

O Dia dos Queijos Artesanais de Minas Gerais é comemorado em 16 de maio, que, este ano, cai nesta segunda-feira. A data, instituída há quase cinco anos, é fruto da Lei Estadual 22.506, sancionada e publicada no Diário Oficial de Minas Gerais em 22 de junho de 2017.

A legislação foi um ato de reconhecimento da importância desses tipos de queijos feitos de leite cru, sem processo de pasteurização. A homenagem faz jus a um dos produtos agropecuários mais apreciados e respeitados em Minas e outros estados do País. A valorização dos queijos artesanais tem relação com os aspectos gastronômico, econômico, social e cultural. As variadas receitas de queijos artesanais costumam seguir tradições históricas passadas de geração a geração por famílias de produtores rurais.

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O dia e o mês escolhidos para os queijos artesanais mineiros remetem ao registro, em 2008, do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e do Salitre. Naquele ano, o jeito de produzir a iguaria foi lançado na categoria Saberes, pelo Conselho Consultivo do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tendo sido o quarto bem registrado no Livro de Registro dos Saberes. Um dos queijos artesanais feitos no Estado, o Queijo Minas Artesanal (QMA), é reconhecido também como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Iphan.

Estimativas da empresa pública de assistência técnica e extensão rural mineira apontam que a produção de queijos artesanais gera renda e ocupação para cerca de 30 mil famílias de todas as regiões do Estado. Juntas essas famílias produzem cerca de 85 mil toneladas do produto ao ano. Também mostram que, somente o QMA, primeiro queijo artesanal mineiro a ser regulamentado pela Lei Estadual 14.185/2002, é a fonte de renda de aproximadamente 9 mil famílias.

O Queijo Minas Artesanal é um das muitas variedades de queijo artesanal produzidas em Minas Gerais. Como outros tipos artesanais, ele é feito de leite de vaca cru, sem pasteurização e costuma seguir processos tradicionais de confecção, em pequenas propriedades. “Foi o primeiro queijo a ser caracterizado no Estado. O leite cru tem de ser produzido, exclusivamente, na propriedade de origem do queijo. Utiliza pingo, coalho, salga a seco e passa por processo de maturação, adquirindo uma casca lisa e amarelada”, explica a coordenadora-técnica estadual da Emater-MG, Maria Edinice Soares.

Nos dois últimos meses, Minas Gerais ganhou oficialmente mais duas novas regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal. Em 29 de março, o governador Romeu Zema anunciou o reconhecimento da região de Diamantina, que, além do município de mesmo nome, incluiu outros oito da redondeza. Já em 19 de abril, o governador noticiou mais uma região produtora do QMA. Nomeada de Entre Serras da Piedade ao Caraça, ela contempla os municípios de Catas Altas, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Rio Piracicaba, Bom Jesus do Amparo e Caeté.

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Com a oficialização dessas novas áreas produtoras de QMA, Minas Gerais totaliza agora 10 microrregiões caracterizadas. São elas: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serras da Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. Segundo informações do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), somente produtores dessas regiões são autorizados a usar o nome da região na embalagem.

Cabacinha

O governo de Minas Gerais sancionou a Lei 24.094, que estabelece diretrizes para as medidas de apoio aos produtores de queijo Cabacinha. A publicação da aprovação saiu na edição do Diário Oficial de Minas Gerais da última sexta-feira (13).

O Cabacinha é um tipo de queijo artesanal mineiro, de fabricação tradicional nas regiões do Jequitinhonha e do Mucuri, produzido a partir de leite cru. Ele se difere do Queijo Minas Artesanal porque passa por tratamento térmico da massa e possui formato peculiar de cabaça.

A lei se estabelece como uma política de apoio aos produtores do queijo Cabacinha da região do Vale do Jequitinhonha. A matéria determina que a demarcação da região produtora do queijo será objeto de regulamento específico. (Emater-MG e ALMG)

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