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Safra de café sofre queda de 38,1% em Minas Gerais

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Com 95% da colheita efetuada, a safra mineira de café de 2021 é estimada em 21,4 milhões de sacas de 60 quilos | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

As condições climáticas desfavoráveis e o período de bienalidade negativa derrubaram a produção de café em Minas Gerais. O Estado, na safra 2021, irá colher o menor volume de café dos últimos dez anos. A estimativa é de uma produção total em torno de 21,4 milhões de sacas de 60 quilos de café, representando uma queda de 38,1% frente à safra passada. Somente na produção de café arábica é esperada queda de 38,5% e colheita de 21,1 milhões de sacas. Além da seca, as geadas também prejudicaram a produção e irão impactar de forma negativa também na safra 2022.

Os dados são do 3º Levantamento da Safra de Café 2021 divulgado, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com as adversidades climáticas, a produtividade do café arábica recuou 33,9% em Minas Gerais, com um rendimento médio de 22 sacas por hectare, ante as 33,3 sacas registradas na safra anterior. A área em produção, 961,2 mil hectares, ficou 6,9% na temporada atual.

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No País, a produção total está estimada em 46,9 milhões de sacas de café beneficiado, uma diminuição de 25,7% em relação ao resultado da safra de 2020. O volume é o menor desde 2017. A produção de café arábica está estimada em 30,7 milhões de sacas, 36,9% a menos se comparado ao volume produzido na safra anterior. O conilon, por sua vez, deve alcançar uma produção de 16,15 milhões de sacas, o que indica um aumento de 12,8% sobre o resultado obtido em 2020.

De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes, a produção de café já está praticamente encerrada, com a colheita totalizando 95% da área. Lopes classificou o ano safra como bastante desafiador. Além da pandemia de Covid-19, o clima trouxe muitos problemas para o café. 

“Em Minas Gerais, a seca e as geadas prejudicaram a produção de café na safra 2021, que já seria menor pela bienalidade negativa. Desde o segundo semestre de 2020, a falta de chuvas vem impactando nas diferentes fases da produção, gerando impactos diretos na floração, na formação dos chumbinhos, na expansão e na granação dos frutos. Na série histórica, que abrange um período de dez anos, a produção de café em 2021 será a menor. Minas vai colher 21,44 milhões de sacas, contrastando com a safra recorde do ano anterior, que foi de 34,6 milhões de sacas”, explicou.

A grande parte das perdas geradas pelo clima foi causada pela seca. Os efeitos das geadas, registradas entre junho e julho, serão sentidos com maior vigor na safra de 2022. 

Apesar da queda expressiva na produção de café, o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese, garante que o volume produzido é suficiente para atender o mercado. 

“Minas Gerais terá a menor produção dos últimos anos, a região foi a que mais drasticamente sofreu na última safra. Mesmo assim, são números que atendem às necessidades”. 

Regiões

Dentre as regiões produtoras de Minas, o Sul é a maior. Conforme os dados da Conab, a produção no Sul de Minas está estimada em 11,04 milhões de sacas de café beneficiado, decréscimo de 42,3% frente à temporada passada. As condições climáticas durante o ciclo foram oscilantes, mas, no geral, se apresentaram desfavoráveis à cultura, especialmente no aspecto pluviométrico, com escassez de chuvas e consequente redução no acúmulo de umidade nos solos. Além disso, os efeitos da bienalidade negativa também potencializaram a diminuição.

Na região do Cerrado Mineiro, a produção ficou em 4,65 milhões de sacas de café, o que representa uma redução de 22,5% em relação a 2020. Além da bienalidade negativa, a região também enfrentou condições climáticas adversas ao longo do ciclo, com escassez de precipitações e temperaturas elevadas, impactando no potencial produtivo da cultura.

Na região da Zona da Mata, a expectativa é de produção na ordem de 5,01 milhões de sacas de café, queda de 43% em comparação à safra passada. Isso se deve, principalmente, ao efeito da bienalidade negativa, além das condições climáticas desfavoráveis, como a falta de chuvas em fases críticas do desenvolvimento da cultura.

Nas regiões Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri, a produção estimada é de 729,5 mil sacas, alta de 3,5%. Os pesquisadores da Conab destacam que boa parte dessa produção é de café do tipo conilon, espécie que sofre menos efeitos fisiológicos em relação à bienalidade, além de dispor de um bom percentual de lavouras com sistema complementar de irrigação.

Cooxupé projeta impactos em 2022

São Paulo – O dano causado para os cafezais pelas geadas em junho e julho foram “muito grandes”, com impacto na safra de 2022, disse ontem o coordenador de geoprocessamento da cooperativa Cooxupé, Éder Ribeiro dos Santos, durante uma apresentação transmitida pela internet.

Segundo o especialista da maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, as condições iniciais para a safra 2022 não estão nada favoráveis também devido à prolongada seca. Ele não detalhou o tamanho das perdas.

Em evento realizado pela Cooxupé, o professor José Donizeti Alves, da Universidade Federal de Lavras, concordou com a avaliação, ressaltando que o café viveu um “ano muito singular”, por conta das três geadas e pela seca.

Ele comentou que as intempéries vão causar problemas também para safra 2023.

A escassez de chuva, que vem desde o ano passado, resultou em problemas para o desenvolvimento dos ramos e “vai faltar rosetas para produzir café no próximo ano”, disse Alves. (Reuters)

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