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Safra mineira de grãos registra queda de 5,9%

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A cultura de milho foi impactada por efeitos climáticos, com recuo de 27,7% na produtividade em MG | Crédito: Divulgação
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Em Minas Gerais, a falta de chuvas e as geadas impactaram de forma negativa na safra 2020/21 de grãos. No fechamento do período produtivo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou a retração de 5,9% no volume total colhido, que chegou a 14,4 milhões de toneladas. Apesar de um incremento de 9,9% na área plantada, o clima prejudicou a produtividade, que caiu 14,4%. Dentre as culturas mais afetadas pelos fatores climáticos, o milho segunda safra é o destaque, uma vez que a seca e as geadas provocaram uma retração de 63,9% na produção do cereal.

Com as geadas e a seca, a produtividade total da safra 2020/21 ficou em 3,7 toneladas por hectare, uma retração de 14,4% frente à safra anterior. A redução significativa frustrou o setor produtivo mineiro, que, devido aos preços altos das commodities desde o ano passado, esperavam aumento da produção de grãos no Estado, o que foi impedido pelas condições climáticas. A expectativa de aumento vinha, principalmente, da área plantada que foi ampliada em 9,9% e somou 3,87 milhões de hectares.

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O gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Ferreira Lopes, destaca que Minas Gerais é um importante estado produtor de grãos, mas foi severamente afetado pelo clima no ciclo 2020/21. 

“Minas Gerais está entre os maiores produtores de grãos do País e, assim como nos demais estados, foi extremamente afetado pela seca como também pela geada. Nesta safra, a produção estimada é de 14,4 milhões de toneladas em uma área de 3,8 milhões de hectares. O grande destaque é o milho. Temos uma redução de mais de 60% da produção do cereal na segunda safra, o que consequentemente diminuiu a previsão de produção total em torno de 6% em relação à safra anterior, mesmo com o aumento da área”, explicou.

O milho foi a cultura mais prejudicada pelo clima adverso. A produção total do cereal foi reduzida em 19,1% e encerrou o período em 6 milhões de toneladas ante as 7,5 milhões registradas na safra anterior. A produtividade ficou 27,7% menor, com rendimento médio de 4,6 toneladas por hectare. Apostando nos preços valorizados e no mercado demandador, a área de cultivo foi ampliada em 11,9% e somou 1,3 milhão de hectares. 

Na primeira safra, a colheita do milho chegou a 5 milhões de toneladas, aumento de 8,2%. No período, a área plantada, 819 mil hectares, ficou 13,7% maior. A produtividade caiu 4,8% e somou 6,1 toneladas por hectare.

A segunda safra do cereal foi drasticamente afetada pelo clima. A produção está calculada em 1 milhão de toneladas, retração expressiva de 63,9%. A cultura, que já vinha sofrendo com a falta de chuvas, enfrentou ainda severas geadas, que acabaram comprometendo ainda mais o rendimento. Com isso, a produtividade das lavouras de milho está estimada em 2 toneladas por hectare, volume 66,9% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior, que era de 6,32 milhões de toneladas. A área plantada com o milho segunda safra ficou 9,1% maior, totalizando 491,8 mil hectares. 

Queda também foi registrada na produção de feijão. De acordo com a Conab, a produção total em Minas Gerais será de 522,1 milhões de toneladas, 6% a menos. Somente a primeira safra de feijão ficou maior no ano atual. A produção cresceu 15,6%, com a colheita de 224,4 mil toneladas.

Já na segunda safra, a produção de feijão somou 122 mil toneladas, queda de 30,2%. A redução se deve à falta de chuvas e a redução da área, que concorre com o milho segundo safra. Conforme os dados da Conab, a produtividade caiu 11,2% e o rendimento ficou em 1,2 toneladas por hectare. 

Resultado negativo também na terceira safra de feijão. A produção foi reduzida em 5,6%, com a colheita de 176,1 mil toneladas. A produtividade, 2,5 toneladas por hectares, está 2,7% menor.

Algodão e soja 

Em Minas, a produção de algodão também foi afetada pela estiagem. Ainda em processo de colheita, a previsão é um volume 30,3% menor na safra 2020/21, chegando a um total de 112,4 mil toneladas de algodão em caroço. A produtividade das lavouras caiu 12%, com a colheita de 3,7 toneladas por hectare. A área também ficou menor, 20,7%, e somou 30,2 mil hectares. 

A produção de soja foi a única no Estado com resultado positivo na safra 2020/21. O volume colhido cresceu 13,8% e chegou a 7 milhões de toneladas. A produtividade média das lavouras ficou em 3,6 toneladas por hectare, 1,3% menor. Com preços valorizados e demanda firme, a área de plantio da soja foi de 1,89 milhão de hectares, aumento de 15,3%.

Retração no Brasil atingiu 1,8%, de acordo com a Conab

São Paulo – A safra total de grãos e oleaginosas do Brasil em 2020/21 foi estimada em 252,3 milhões de toneladas, queda de 1,8% na comparação com a temporada anterior, como reflexo de severas perdas na produção de milho, apontou, ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu último levantamento para o ciclo.

Até o mês passado, a Conab estimava uma safra total em cerca de 254 milhões de toneladas. No levantamento de setembro, mais uma vez a companhia revisou a produção de milho, atingida por seca e geadas.

Ao comentar a redução na comparação com a temporada anterior, a Conab apontou as perdas observadas nas culturas de segunda safra, sobretudo no milho e feijão, “justificada pelos danos causados pela seca prolongada nas principais regiões produtoras, aliada às baixas temperaturas com eventos de geadas ocorridas nos estados da região centro-sul do País”.

A safra total de milho foi estimada em 85,7 milhões de toneladas, ante 86,7 milhões na previsão anterior, versus 102,6 milhões de tonelada na safra passada.

Com isso, a Conab reduziu sua projeção para as exportações do cereal em 1,5 milhão de toneladas, para 22 milhões de toneladas, queda de 36,9% em relação ao volume embarcado na temporada anterior.

“Esse ajuste de dados sobre o comércio do milho ocorre diante da verificação de uma menor disponibilidade do grão e dos elevados preços domésticos que incentivam a venda para o mercado interno”, disse a estatal.

Apesar da ampla demanda doméstica por milho, muito utilizado na ração animal, a expectativa para as importações permaneceu inalterada em 2,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de quase 1 milhão de toneladas na comparação com 2019/20.

A previsão para os estoques finais de milho teve um ligeiro avanço de 650 mil toneladas ante o relatório anterior, para 5,8 milhões de toneladas, mas ainda representa uma forte redução de 45,3% no ano a ano motivada pelo recuo na produção de 2020/21.

De outro lado, a safra de soja do Brasil foi estimada em recorde de 135,9 milhões de toneladas, praticamente estável ante a previsão anterior, mas com um salto de 8,9% ante a temporada passada.

Do total, a Conab espera que 83,61 milhões de toneladas da oleaginosa sejam destinadas ao mercado externo, leve ajuste positivo comparado às 83,4 milhões de toneladas apontadas no relatório de agosto.

Os estoques de passagem de soja em grãos da safra 2020/21 são estimados em, aproximadamente, 7,52 milhões de toneladas.

No algodão, a Conab projetou colheita de 2,36 milhões de toneladas de pluma, recuo de 21,5% contra o ciclo anterior.

“Há também a expectativa de diminuição na produtividade média em decorrência das oscilações climáticas”, afirmou a estatal sobre o algodão.

Trigo – Principal cereal da safra de inverno, o trigo deve alcançar colheita de 8,16 milhões de toneladas, disse a Conab, com um corte em relação ao mês anterior, quando a expectativa de produção era de 8,59 milhões.

“À medida que a safra vai se aproximando de suas fases mais agudas, as estimativas demonstram menos otimismo em comparação ao início do ciclo em virtude das intempéries climáticas registradas em diversas regiões triticultoras.”

Assim como o milho segunda safra – mesmo que em menor intensidade – o trigo também teve seu potencial produtivo reduzido por geadas e baixos índices de chuvas.

A estatal destacou que os principais problemas foram identificados no Paraná, maior produtor do cereal de inverno no País.

Embora prejudicada pelo clima, a expectativa de produção para o trigo de 2021 é 30,8% superior ao registrado no ano anterior, temporada que foi marcada por danos climáticos ainda maiores e uma quebra de safra. (Reuters)

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