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Agronegócio

Safra mineira de grãos deve bater recorde, com avanço de 6,4%

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Plantio de oleaginosa no Estado foi estimulado pelos preços rentáveis e demanda firme | Foto: Jonas Oliveira

A safra de grãos 2020/2021, em Minas Gerais, deve atingir 16,35 milhões de toneladas, segundo o 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso o resultado seja alcançado, a safra atual ficará 6,4% maior que a anterior e será um novo recorde produtivo. Mesmo com problemas climáticos e atraso no plantio das culturas, é esperado aumento de 13,8% na produção de soja e de 2,2% no volume total de milho. 

No País, a safra de grãos deve alcançar 262,13 milhões de toneladas, alta de 2% frente à safra anterior. A produção de soja será recorde e está estimada em 135,86 milhões de toneladas, 8,8% superior à produção da safra 2019/20. Já a produção de milho deve apresentar uma redução de 6% e um volume total de 96,4 milhões de toneladas. A queda se deve à escassez hídrica.

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De acordo com os dados da Conab, em Minas Gerais, a safra de soja deve alcançar 7 milhões de toneladas, um aumento de 13,8%. O plantio da oleaginosa foi estimulado pelos preços rentáveis e demanda firme. Com isso, a área ocupada foi de 1,89 milhão de hectares, expansão de 15,3% frente ao ano anterior. Já a produtividade, devido ao clima, caiu 1,3% e somou 3,69 toneladas por hectare. 

Segundo o superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira, a soja segue com preços valorizados e demanda elevada.

“Continuamos a observar um movimento de alta dos preços da soja, ainda que em níveis menores que os praticados no início do ano. No mercado internacional, os valores estão muito voláteis. O clima nos Estados Unidos está balizando o mercado e possíveis problemas com a seca vêm motivando as oscilações. No mercado interno, os preços seguem valorizados nas principais praças devido à oferta ainda ajustada”, explicou.

Outro importante grão, o milho terá uma produção total 2,2% maior no Estado, que deve colher em torno de 7,68 milhões de toneladas. A área de plantio do cereal vai totalizar 1,3 milhão de hectares, 13,3% superior ao ano passado. Com atraso no plantio e seca, a tendência é de uma produtividade 9,8% menor e rendimento médio por hectare de 5,7 toneladas.

Na primeira safra, a produção em Minas chegou a 5 milhões de  toneladas do cereal, volume 7% maior que as 4,6 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. 

Já na segunda safra de milho, apesar de uma área 14,6% maior, com o uso de 516 mil hectares, o clima prejudicou o desenvolvimento e a tendência é de uma queda de 17,8% na produtividade, que pode cair de 6,3 toneladas por hectare para 5,7 toneladas. Ao todo, devem ser colhidas 2,6 milhões de toneladas de milho no período, recuo de 5,8%.

Déficit hídrico

De acordo com a superintendente de Informação da Agropecuária da Conab, Candice Santos, a segunda safra de milho vem apresentando redução da produção estimada. “O atraso na semeadura deixou a cultura mais exposta ao déficit hídrico e, por isso, a produtividade média reduziu. Apesar do aumento da área, o clima prejudicou. Este ano, a maior parte das lavouras está em período de enchimento dos grãos e floração, estágios críticos e que necessitam de precipitações”.

Em relação ao mercado, os preços estão firmes e com tendência de alta. Além disso, os estoques de milho estão baixos. 

“Os estoques finais mundiais estão em queda, o que, aliado às incertezas climáticas, contribui para que os preços sejam sustentados a médio e longo prazos, mesmo com a colheita da segunda safra avançando. No mercado externo os preços estão valorizados, mas, no mercado interno, a cotação está superior, o que deve provocar uma acomodação das exportações”, disse Allan Silveira. 

Ainda segundo o superintendente da Conab, toda esta conjuntura tem feito com que haja maior importação do grão, que deve continuar em alta. Ele explica que a Conab já aumentou a estimativa de importação do milho para 2021, saindo de cerca de 1 milhão de toneladas para 2,3 milhões de toneladas.

“Até agora, já importamos cerca de 800 mil toneladas de milho, volume que está muito próximo ao registrado no ano passado. A maior parte desse milho tem vindo do Paraguai, entretanto, a produção do cereal no Paraguai não é tão grande. Então, a expectativa é de um movimento de exportação. O câmbio recuando a um patamar próximo a R$ 5 facilita as compras e a torna mais viável. Nós temos notícias de importação também da Argentina, em ritmo mais acelerado nos últimos dias, e provavelmente haverá um movimento grande de importação nos próximos meses”.

As compras externas podem limitar a alta e favorecer os setores que têm o milho como insumo. “A expectativa é que as importações auxiliem no abastecimento interno e contribua para limitar uma alta mais acentuada dos preços do milho no mercado interno”.

Concorrência afeta feijão e algodão

Ao contrário da soja e do milho, as produções de algodão e feijão vão retrair em Minas Gerais. Conforme o levantamento da Conab, a previsão é de uma queda de 3,9% na produção total de feijão. Neste grão, a concorrência com o milho e a soja provocou uma redução da área em 6,6%.

A tendência é que produza um volume total de 533,9 mil toneladas de feijão, em uma área de 322,9 mil hectares. O rendimento médio por hectare está estimado em 1,65 tonelada, variação positiva de 1,5%.

Somente na primeira safra, foram colhidas 224,4 mil toneladas de feijão, alta de 15,6%. A área de plantio, 151 mil hectares, ficou 4,1% maior. A produtividade subiu 11,1%, permitindo uma colheita de 1,4 tonelada por hectare. 

Já na segunda safra, a concorrência com o milho e a falta de chuvas impactaram de forma negativa no volume produzido. A estimativa é de uma safra de feijão em torno de 134,4 mil toneladas, queda de 23,1%. A área, 69,1 mil hectares, recuou 20,9% e a produtividade caiu 2,8%, com rendimento de 1,3 tonelada por hectare. 

Para a terceira safra, a estimativa é de um volume 6,2% menor, chegando a 175 mil toneladas. É esperada queda de 3% na produtividade e de 3,2% na área de cultivo. 

Queda também é prevista para a produção de algodão: -33,8%. Ao todo, devem ser colhidas 106,7 mil toneladas de algodão em caroço. A área de plantio também ficou menor, -25,3%, com o uso de 28,5 mil hectares. A produtividade média foi calculada em 3,7 toneladas por hectare, 11,5% menor. 

“A principal causa da redução no plantio foi o atraso na colheita da soja e o encurtamento para a semeadura do algodão. Além disso, muitos produtores migraram para o milho, atraídos pelas condições de mercado. Também é esperada redução de produtividade, embora seja mais resistente à seca, mas está apresentando redução de produtividade em função da falta de chuvas”, explicou a superintendente de Informação da Agropecuária da Conab, Candice Santos.

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