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Agronegócio

Usinas não devem antecipar produção de açúcar da cana

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Efeito das águas nas lavouras de cana deve ser sentido na próxima safra | Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

São Paulo /Nova York – As usinas brasileiras não devem ter um início antecipado de produção de açúcar do ciclo 2022/23, apesar de uma boa quantidade de chuvas recentes, pois a cana deve levar mais tempo para se desenvolver e estar disponível para esmagamento, disse a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) ontem.

Segundo a entidade, o volume de cana processada no Centro-Sul do Brasil de janeiro a março deverá somar cerca de 4 milhões de toneladas, redução de aproximadamente 50% ante o mesmo período de 2021, afirmou o diretor-técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

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A safra do Centro-Sul vai de abril a março, mas as usinas geralmente começam a moer no primeiro trimestre, quando já há cana disponível. Mas, nesta temporada, Padua não vê isso acontecendo este ano, em geral.

“Teremos alguma moagem até março, mas o montante será bem menor do que o observado em anos anteriores”, disse.

Ele afirmou que a pior seca em 90 anos no Brasil, ocorrida no ano passado, ajudou no processamento rápido pelas usinas em meio a uma quebra de safra em 2021 e não sobrou muita cana nas lavouras para ser colhida no início de 2022.

As chuvas recentes em dezembro e janeiro, em bons volumes, serão positivas para a próxima safra, informou a Unica, mas a maioria das lavouras não estará pronta para colheita antes do início oficial da safra, em abril.

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“A quantidade deve ser menor, porque mesmo com as condições climáticas favoráveis nos últimos meses, a oferta de cana ainda não deve ser o suficiente para antecipar o começo da safra 22/23 (abril/março)”, afirmou a Unica.

Na segunda quinzena de dezembro não houve nenhuma moagem no Centro-Sul, a primeira vez que a entidade registra moagem zero desde dezembro de 2007, conforme levantamento divulgado também ontem.

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