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Avaliamos a Fiat Toro Freedom 1.8 com câmbio automático de 6 marchas

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Crédito: Amintas Vidal
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AMINTAS VIDAL*

Quando a Fiat lançou a linha 2020 da picape Toro, em julho, quase não mexeu no time que estava ganhando. As novidades foram uma saliência no para-choque dianteiro em forma de quebra-mato e novas configurações para algumas versões.

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A surpresa ficou por conta do pré-lançamento da versão Ultra, variante que terá capota rígida sobre a caçamba e chegará ao mercado ainda este ano.

A economia nas mudanças reflete a boa aceitação da Fiat Toro em nosso mercado. Ela é a segunda picape mais vendida no Brasil e só perde para sua irmã caçula, a compacta Strada.

Em 2018, Fiat Strada com 67.227, Fiat Toro com 58.477 e Volkswagen Saveiro com 45.920 emplacamentos formaram o pódio na disputa entre todas as picapes do nosso mercado, deixando a Toyota Hilux na quarta posição, com 39.278 unidades.

Este ano, até o fechamento de setembro, a Strada contabilizou 56.629 unidades vendidas e, a Fiat Toro, 45.822. A Saveiro ainda se mantém em terceiro lugar com 30.971 emplacamentos, mas com uma pequena diferença para a Hilux, que registrou 30.152 unidades vendidas. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

DC Auto recebeu a Toro Freedom 1.8 Flex, automática, para avaliação. No site da montadora ela tem preço sugerido de R$ 112,49 mil. São R$ 2,5 mil a mais do que em seu lançamento, há menos de três meses.

Mas este preço só se aplica se a cor escolhida for o vermelho colorado, pois na cor branca da unidade avaliada, mesmo sendo uma pintura sólida, a etiqueta se eleva em mais R$ 1,5 mil.

De série – Em compensação, a versão é bastante completa e seus principais equipamentos de série são: ar-condicionado digital de duas zonas, direção elétrica, volante com múltiplos comandos e aletas (borboletas) para trocas de marchas, central multimídia com tela de 7 polegadas touchscreen compatível com Apple Carplay e Android Auto e navegação GPS embarcada.

Também estão presentes o piloto automático com controlador de velocidade, o controle de tração (ASR) e o controle eletrônico de estabilidade (ESP), sistema que auxilia nas arrancadas em subidas (hill holder), sistema de desligamento e acionamento automático do motor (start&stop), gancho universal para fixação de cadeira infantil (Isofix), airbag duplo e freios ABS.

A caçamba conta com capota marítima, luz de iluminação, ganchos para amarração de carga e revestimento. Completam o pacote dos itens presentes na picape: barras no teto com porta-escadas, faróis de neblina com sistema cornering, lanterna traseira com luzes em LED, quadro de instrumentos de 3,5 polegadas em TFT personalizável, retrovisores externos elétricos com luzes indicadoras de direção integradas e rebatimento tilt down, rodas de liga leve de 16 polegadas calçadas com pneus 215/65 R16, sensor de estacionamento traseiro com câmera de ré, travas elétricas, vidros elétricos dianteiros e traseiros do tipo one touch e antiesmagamento no lado do motorista e sensor de pressão dos pneus, entre muitos outros.

A unidade avaliada ainda estava equipada com um dos pacotes de opcionais entre os seis disponíveis: bancos revestidos parcialmente em material sintético que imita o couro e descanso de braço traseiro central com porta copos. O preço deste pacote (Pack Stile) é R$ 3,7 mil.

Motor e câmbio – A Toro Freedom Flex é equipada com o motor E.torQ 1.8 de 4 cilindros em linha. Seu cabeçote tem comando de válvulas simples tracionado por corrente com variação de abertura apenas na admissão.

A injeção é indireta, multiponto, e a taxa de compressão é 12.5/1. O torque máximo é 19,3/18,8 kgmf às 3.750 rpm e a potência atinge 139/135 cv às 5.750 rpm, com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio é automático convencional com conversor de torque e 6 marchas. Ele oferece programação “Sport” e seleção entre automático e manual com possibilidade de comutação pela alavanca de câmbio ou pelas aletas posicionadas atrás do volante.

Sempre elogiamos o design da Touro. Se não é a picape mais bonita do mundo, está entre as mais. Suas linhas são agressivas, mas o conjunto é harmônico e proporcional, algo raro em carros e muito mais escasso em picapes e utilitários. Já o interior é pouco ousado, até mesmo, burocrático.

Interior – Em termos de acabamento, a Toro está mais para o básico do que para o luxo. Todas as suas peças internas são muito bem injetadas, sem rebarbas ou parafusos aparentes e igualmente bem montadas.

Mas tudo em plástico rígido e com poucas variações de textura e cor. Molduras coloridas no centro do painel e nos puxadores das portas quebram a simplicidade interna e conferem alguma sofisticação ao interior. Áreas macias ao toque estão presentes, apenas, nos apoios e encostos dos braços.

Suas dimensões, tanto externas quanto internas, parecem ideais. A ergonomia é acertada e os comandos estão à mão. A cabine acomoda com conforto quatro adultos com espaço suficiente para pernas, ombros e cabeças de todos.

Uma criança, ou um adulto de baixa estatura, tem certo conforto no centro do banco traseiro, pois o túnel não é muito alto, apesar de largo, o que o transforma em uma plataforma para os pés deste passageiro.

Toro é mais espaçosa do que as picapes compactas e mais racional do que as médias

O porte intermediário também se mostra prático no trânsito urbano. Dirigir a Toro em congestionamentos, por exemplo, é bem mais fácil do que em qualquer picape média, pois ela não é tão larga e comprida e sua direção elétrica é muito leve e direta para um veículo deste porte.

Outra vantagem da Touro é ser construída sobre monobloco e, não, sobre chassis. Isso permite que ela esterce quase como um carro, facilitando as manobras de estacionamento.

Mas seu design moderno não favorece a visibilidade. As janelas estreitas, as colunas largas e a caçamba alta limitam a área de visão externa, algo que poderia melhorar se os retrovisores fossem maiores. O que ajuda bastante é a câmera de marcha à ré com guias esterçáveis e os sensores de estacionamento traseiros.

Multimídia – A nova central multimídia de 7 polegadas substituiu a antiga, de 5 polegadas. Além do tamanho, ela passou a espelhar celulares e tem ótima sensibilidade ao toque. Apesar de funcionar bem, seu sistema poderia ser mais rápido, por ser tratar de um dispositivo recente.

As ligações e áudio por bluetooth funcionaram sem falhas, mas o sistema Android do dispositivo não foi compatível com o aplicativo que tínhamos instalado em nosso celular, mais antigo, o que impossibilitou o espelhamento do mesmo. Os seis alto-falantes distribuem bem o áudio e garantem um ótimo som por toda a cabine.

O isolamento acústico da Toro também é muito bom. Em estradas ela é silenciosa quando a rotação do motor está abaixo das 3.000 rpm. Aos 110 km/h, e na sexta marcha, ele gira às 2.500 rpm. Mas é um motor pequeno para os seus 1.619 kg e obriga o motorista acelerar para que a Toro 1.8 fique mais esperta.

Usar a programação “Sport”, passar o câmbio para a posição manual e trocar as marchas pelas aletas posicionadas atrás do volante muda um pouco seu comportamento, mas requer antecipação em manobras de ultrapassagem, por exemplo, pois sua aceleração é progressiva e ela demora a atingir velocidades maiores. A Toro, com este motor, leva 12,2 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, de acordo com a Fiat.

As suspensões são independentes nos dois eixos, outro recurso possibilitado pelo monobloco. Elas são do tipo Mc Pherson na dianteira e multibraços na traseira. Seu acerto é mais rígido e garante muita estabilidade à Toro, mas mesmo assim, ela é uma picape confortável.

Sua traseira não pula como nos modelos que usam eixo rígido e feixe de molas e todo o conjunto copia bem as irregularidades do piso, sem transferir muitas vibrações para o interior. Não chega a ser confortável como um carro, mas é bem melhor que as outras picapes do mercado.

Consumo – A Toro apresentou números melhores do que os esperados em nosso teste padrão de consumo, considerando sua ruim relação peso/potência, 11,65 kg/cv.
Nas duas voltas de 38,4 km, uma aos 90 km/h e outra aos 110 km/h, ela registrou 11,2 km/l e 9,6 km/l, respectivamente, usando apenas etanol no tanque que tem capacidade de 60 litros. Circulando em cidades, também com etanol, ela se mostrou bem menos econômica, variando entre 4,5 km/l e 6,5 km/l, dependendo da intensidade do tráfego.

Mesmo mais adequada em tamanho externo e capacidade interna, a Toro também é ruim para se usar como veículo diário, pois em seu interior, não oferece bagageiro fechado para transporte de objetos.

Na caçamba, só carga mesmo, já que a capota marítima permite infiltrações e é vulnerável a roubos. Para transporte de cargas, ou mesmo em uma viagem com passageiros e bagagem, em períodos sem chuvas, a Toro é uma picape mais espaçosa que as opções compactas e mais racional que as médias.

*Colaborador
**Confira essa e outras matérias no nosso blog

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