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Fiat Argo Trekking anda bem e surpreende em estradas de terra

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Crédito: AMINTAS VIDAL
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AMINTAS VIDAL*

A Fiat foi a primeira montadora no Brasil a enxergar o potencial das versões travestidas de off-road. Nos final dos anos de 1990, ela lançou a perua Palio Weekend Adventure. A grife se espalhou rapidamente por diversos modelos da marca, chegando a compor o portfólio da picape Strada, do monovolume Idea e da minivan Doblò.

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Com o mercado ávido por versões aventureiras, principalmente as de custo mais baixo, a Fiat criou a assinatura Trekking, uma espécie de segunda divisão da linha Adventure. Equipada com apliques mais discretos, e a usual elevação na suspensão, a Trekking integrou o catálogo da Palio Weekend e da Strada, versões já descontinuadas para ambos os modelos.

Coube ao Argo Trekking, variante aventureira do hatch da Fiat, ressuscitar essa assinatura.

Ela se tornou a quinta versão do modelo que oferece até sete configurações, ao se optar entre motores e câmbios, abrangendo todas as faixas de acabamentos e preços.
Lançado em meados de 2017, o Argo está buscando um melhor posicionamento no mercado. No fechamento de 2018 foram emplacadas 63.011 unidades, o 8° modelo mais vendido do Brasil entre os automóveis.

Neste ano, no fechamento do primeiro semestre, ele já é o 7° colocado, com 36.211 emplacamentos, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A Fiat já declarou que seu objetivo é posicionar o Argo entre os cinco primeiros até o fechamento de 2019.

Argo Trekking – DC Auto recebeu o Argo Trekking 1.3 bicombustível, com câmbio manual, para avaliação. No site da montadora o preço sugerido da versão básica é R$ 59,99 mil, mas este valor só se aplica para o preto sólido, denominado Vulcano.

As outras cores sólidas acrescem R$ 0,8 mil, as metálicas R$ 2 mil e, as perolizadas, R$ 2,30 mil. Essa variação de preços para as cores sólidas poderia ter uma explicação, pois todos os Argo Trekking têm o teto neste preto Vulcano e, isolar essa área para pintar, onera a operação.

Mas, pesquisando as configurações de outros modelos que não tem teto em cor diferente, nós verificamos que a Fiat está oferecendo apenas uma cor sólida sem adição no preço, e todas as demais modificam o valor no sistema.

Além da diferença no teto mencionada, o Argo Trekking traz todos os elementos externos de design da sua versão esportiva HGT. As molduras nas caixas de rodas, nas laterais e nas bases dos para-choques, além da ponteira do escapamento retangular, são as mesmas.

O aerofólio dando continuidade ao teto, detalhe na base da grade frontal e as capas dos retrovisores também são iguais, mas tudo em preto. Exclusivo no Argo Trekking são as barras longitudinais de teto e os adesivos alusivos à versão, com direito a símbolo e logotipo que combinam as cores cinza, laranja e preto.

Outro diferencial que só aparece nesta versão são os emblemas do modelo, logotipos e logomarcas da Fiat, tudo em preto, inclusive a logomarca aplicada ao volante. O toque final do Argo Trekking é dado por um adesivo preto sobre a parte central do capô.

Além de conferir uma estética “Jeep”, o adesivo tem a função de reduzir o reflexo do sol para dentro do carro, segundo a montadora.

Interior – Por dentro, a temática se repete. Todas as peças plásticas e os revestimentos em tecido são pretos, inclusive os do teto, colunas e bancos. Variações de texturas, apliques cromados e outros imitando alumínio fosco, assim com a faixa central do painel em cinza escuro, conferem qualidade aos acabamentos e alguma sofisticação ao interior.

As peças têm construção e encaixes condizentes com a categoria. Costuras dos bancos em linha na cor laranja, a logomarca da versão bordada em seus encostos e seus detalhes acolchoados arrematam os diferenciais internos do Argo Trekking.

Essa versão é baseada na Drive 1.3 manual, com alguns opcionais convertidos em equipamentos de série e todas os diferenciais citados anteriormente.

Seus principais equipamentos de série são: alarme antifurto, ar-condicionado, central multimídia com tela de 7 polegadas touchscreen, direção elétrica progressiva, faróis de neblina, gancho universal para fixação de cadeira para criança (Isofix), airbag duplo e ABS, assinatura em LED nos faróis, retrovisores externos elétricos com setas de direção integradas, sensor de estacionamento traseiro, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, travas e vidros dianteiros e traseiros elétricos com função de um toque, volante com comandos de rádio e telefone, entre outros.

São apenas dois os opcionais: rodas em liga leve pintadas em cinza escuro e calçadas com pneus de uso misto ATR 205/60 R15 (os mesmos que vêm com as rodas estampadas e com calotas) e a câmera de marcha à ré. Eles custam R$ 1,59 mil e R$ 0,7 mil, respectivamente.

Motor 1.3 e câmbio de cinco marchas, manual, garantem agilidade ao modelo

O motor da versão Trekking do Argo é o 1.3 Firefly flex, de 4 cilindros em linha. Ele possui injeção indireta multiponto. O cabeçote apresenta comando de válvulas simples tracionado por corrente com variação de abertura na admissão e na exaltação.

Com alta taxa de compressão, 13.2/1, seu torque máximo é 14,2/13,7 kgmf às 3.500 rpm e a potência atinge 109/101cv às 6.250 rpm, sempre com etanol e gasolina respectivamente. O câmbio é manual de 5 velocidades com embreagem monodisco a seco.

O que mais chama a atenção ao entrar na Argo Trekking é mesmo a altura elevada das suspensões. São 21 cm de vão livre em relação ao solo, quatro a mais se compararmos à versão Drive. Mesmo na posição mais baixa, em todas as versões do Argo os bancos ficam altos, e na Trekking, mais ainda. A ergonomia é boa, com todos os comandos à mão.

Os pneus de uso misto, mais largos (2 cm) e mais altos (1,2 cm) que os “normais”, casaram bem com o acerto mais rígido das suspensões elevadas. O Argo Trekking inclina-se menos em curvas que a versão Drive, apesar de ser mais alto.

Mas seu conjunto oscila em uma frequência mais alta, transferindo mais vibrações para o interior da cabine. No asfalto, o carro parece fazer mais esforço ao se deslocar, resultado da maior área de contato com o piso e da aerodinâmica prejudicada pela altura da carroceria.

Ele também se torna mais ruidoso, por ser essa uma característica destes pneus especiais, e pela maior resistência ao ar provocada por todo o conjunto elevado.

Dirigindo – É sobre a terra que ele se mostra outro. No mesmo trecho de estrada em que avaliamos os modelos da Jeep, o Argo Trekking não fez feio. Apesar de não entregar o mesmo conforto dos SUVs, passou por todas as irregularidades da estrada sem tocar o fundo e sem atingir o limite do curso das suspensões. Os pneus mostraram muita aderência, mesmo sobre terra solta, e mantiveram o controle direcional nas mais diversas velocidades.

Na cidade, ele transpõe lombadas, valetas e acessa rampas de garagem sem encostar a parte de baixo da carroceria ou os para-choques. Sobre asfalto irregular, ou calçamento, seu desempenho também merece elogios, pois quase não se sente as variáveis destes pisos.

A direção é muito leve em manobras, mas se tornou menos direta com estes pneus mais largos e altos. Quando o carro está em velocidades maiores, o peso do volante é adequado, mas suas reações ficam um pouco anestesiadas.

Um motor muito elástico e um câmbio com relações mais curtas garantiram um bom desempenho à versão. O giro sobe muito rápido, mas seu alto limite, 6.250 rpm, prolonga as acelerações em cada marcha.

Isso não faz do Argo Trekking um esportivo, mas garante agilidade à versão e atende a uma direção responsável e segura. O ruído que invade a cabine nas altas rotações é um som mais grave, menos estridente que o antigo 1.4 Fire da Fiat. O câmbio até tem engates precisos, mas o curso da alavanca é longo e sua movimentação muito amortecida, prejudicando o correto posicionamento da mesma.

O ar-condicionado é eficiente, apesar de ser manual. O sistema multimídia é rápido, tem bom tamanho de tela e funcionou muito bem conectado ao Android Auto.

No bluetooth apresentou alguma instabilidade nas ligações, mas reproduziu as músicas do celular com perfeição. A câmera de marcha à ré, com guias gráficas esterçáveis, é muito útil em manobras de estacionamento e, em conjunto com os sensores sonoros, ajudam bastante no dia a dia.

Consumo – Circulamos aproximadamente por 300 km. Nos melhores trechos de estrada e andando de forma econômica, atingimos até 13 km/l, sempre com etanol no tanque e ar-condicionado ligado.

Rodando normalmente, o consumo subiu para 11 km/l, pois aos 110 km/h o motor já atinge as 3.500 rpm, o que não contribui com a eficiência energética. Na cidade, o gasto energético do Argo Trekking foi de 7 km/l, nas mesmas condições citadas anteriormente. Esse motor é bem mais potente que o antigo 1.4 fire de 8 válvulas do Palio, mas, também, menos econômico.

Apesar de ter o menor valor entre todos os hatches compactos aventureiros do nosso mercado, o Argo Trekking também é caro, mas traz as modificações mecânicas que oferecem o melhor comportamento na terra e em pisos precários, quando comparado aos seus concorrentes diretos.

Para quem circula nesses pisos, ou gosta dessa estética, o Argo Trekking é uma boa opção. Já a versão não modificada, a Drive 1.3 manual, custa menos, é mais econômica e mais adequada para quem só circula em vias asfaltadas.

*Colaborador

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