COTAÇÃO DE 24/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5030

VENDA: R$5,5030

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4870

VENDA: R$5,6630

EURO

COMPRA: R$6,2080

VENDA: R$6,2103

OURO NY

U$1.842,90

OURO BM&F (g)

R$323,72 (g)

BOVESPA

-0,92

POUPANÇA

0,5845%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia
" "
Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

Enquanto a inflação oficial do País cresceu 0,75% em março, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,29% no terceiro mês deste exercício, representando a segunda menor variação entre as 16 áreas pesquisadas. Com o resultado, a inflação na capital mineira acumulou alta de 1,52% no primeiro trimestre de 2018 e de 4,61% nos últimos 12 meses.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, segundo o coordenador da pesquisa no IBGE Minas, Venâncio da Mata, indicam elevação em relação ao ano passado e aos meses anteriores. Conforme ele, tanto na média nacional quanto na RMBH, os preços têm apresentado crescimento.

PUBLICIDADE




“Existe um movimento de alta da inflação, influenciado principalmente pelos preços dos combustíveis e alimentos em todo o País”, disse.

No Brasil, por exemplo, segundo ele, o índice dos três primeiros meses do ano passado chegou a 0,69% e, neste ano, já atinge 1,51%. Já na Grande Belo Horizonte, no primeiro trimestre do ano passado, a inflação chegou a 0,92% e, neste ano, acumula 1,52%.

Ainda de acordo com o coordenador, o índice desagregado de março foi superior ao de fevereiro em quatro dos nove grupos pesquisados: artigos de residência, vestuário, transportes e saúde e cuidados pessoais na RMBH. Já frente a março de 2018, três grupos apresentaram variações superiores: vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais.

Contribuições – As maiores variações absolutas ocorreram nos grupos de alimentação e bebidas e transportes, ambos com alta de 1,04% no mês. A segunda elevação ocorreu em vestuário (0,73%).




Entre os subitens pertencentes ao grupo de alimentação e bebidas, destacaram-se mamão (33,69%), tomate (23,87%), batata-inglesa (23,73%), repolho (17,41%), brócolis (15,40%) e alface (14,29%).

No grupo transportes, os subitens com os maiores aumentos foram etanol (6,62%), passagem aérea (2,82%) e gasolina (2,58%).

Em relação à variação negativa mais expressiva do índice na RMBH, houve destaque na habitação: 1,25%, e o subitem energia elétrica residencial, com queda de 5,89% nos preços, foi o que mais impactou negativamente o índice geral em março.

“Foi esse, inclusive, o principal diferencial da taxa na Região Metropolitana de Belo Horizonte em relação à média nacional no último mês”, explicou Venâncio da Mata.

No caso do País, a elevação de 0,75% nos preços, no terceiro mês de 2019, foi a maior observada para março desde 2015.

No País, índice tem maior nível para mês em 4 anos




Rio de Janeiro / São Paulo – A inflação oficial brasileira acelerou a alta com força em março e registrou o maior nível para o mês em quatro anos, levando o acumulado em 12 meses a superar o centro da meta oficial pela primeira vez desde outubro.

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou avanço de 0,75%, depois de ter subido em fevereiro 0,43%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem.

Esse é o nível mais alto do índice desde junho de 2018 (1,26%) e o mais forte para o mês de março desde a taxa de 1,32% registrada em 2015.

Com isso, o índice acumulado em 12 meses passou a registrar avanço de 4,58%, sobre 3,89% no mês anterior, o que representa o maior nível desde fevereiro de 2017 (4,76%).

Assim, o IPCA supera o centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. É a primeira vez que isso acontece desde outubro do ano passado, quando o objetivo era de 4,5%.

No mês passado, o Banco Central antecipou que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico em torno de abril ou maio, para depois recuar para patamar abaixo do centro da meta deste ano.

Gasolina e tomate – Em março, a pressão veio de alimentos e transportes, que, juntos, representam 43% das despesas das famílias e responderam por 80% do índice do mês.

“O lado positivo da alta de março é que ela foi concentrada e não espalhada. Isso mostra que ela pode ir e voltar. Temos que acompanhar o clima para os próximos meses”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves.

Os preços de alimentação e bebidas aceleraram a alta a 1,37%, de 0,78% em fevereiro, com os alimentos para consumo no domicílio subindo 2,07% e tomate (31,84%), batata-inglesa (21,11%), feijão-carioca (12,93%) e frutas (4,26%) pesando.

Já os custos de transportes aumentaram 1,44% em março, deixando para trás a queda de 0,34% no mês anterior. O avanço de 3,49% nos preços dos combustíveis foi o principal responsável pelo resultado, com a gasolina custando 2,88% a mais.

A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou levemente com taxa de 0,32%, de 0,39% em fevereiro.

Apesar da maior pressão em 12 meses, o cenário para a inflação é confortável, diante do quadro de recuperação lenta e gradual da economia e do mercado de trabalho ainda fraco, mantendo a perspectiva de manutenção dos juros básicos este ano.

Após manter a Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, o BC indicou que, diante da retomada econômica abaixo do esperado, o balanço de riscos para a inflação passou a ter pesos iguais tanto para cima quanto para baixo, o que tirou o impedimento explícito que o BC vinha apontando para eventualmente diminuir os juros à frente.

A pesquisa Focus mais recente realizada pelo BC mostra que os economistas projetam alta do IPCA este ano de 3,90%, indo a 4% em 2020. (Reuters)

Preços para 3ª idade sobem 1,49% no trimestre

Rio de Janeiro – O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de pessoas com mais de 60 anos de idade, registrou inflação de 1,49% no primeiro trimestre deste ano. Em 12 meses, o IPC-3i acumula taxa de 5,37%, acima dos 4,88% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de idade.

A taxa do IPC-3i cresceu de 0,8%, no último trimestre do ano passado, para 1,49% no primeiro trimestre deste ano.

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram aumento em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo habitação, que passou de uma deflação (queda de preços) de 0,89% para uma inflação de 1,46%.

Também contribuíram para o aumento da taxa os grupos saúde e cuidados pessoais (de 1,14% para 1,28%), transportes (de -0,20% para 0,14%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,69%).

Por outro lado, tiveram queda na taxa os grupos educação, leitura e recreação (de 2,85% para 1,09%), vestuário (de 1,46% para -0,32%) e comunicação (de 0,22% para 0,17%). (ABr)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!