AngloGold reativa planta em Nova Lima e confirma volta de mina em Santa Bárbara
A AngloGold Ashanti anunciou, nesta terça-feira (25), que retomou a operação da Planta 2 do Complexo Industrial do Queiroz, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Também confirmou que voltará a operar a mina Córrego do Sítio (CDS), localizada em Santa Bárbara, na região Central de Minas Gerais.
O presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima, revelou as novidades em coletiva durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram) 2026, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em Belo Horizonte.
A Planta 2 de Queiroz voltou a funcionar neste mês. A produtora de ouro havia retomado a Planta 1 do complexo em 2024. Ambas foram paralisadas no último trimestre de 2022.
Com as duas unidades reativadas, a refinaria em Nova Lima terá capacidade anual para produzir cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado (quantidade que pode chegar a 310 mil a depender do teor do minério) e também 240 mil toneladas de ácido sulfúrico, coproduto considerado importante para os negócios da companhia.
De acordo com o executivo, neste momento, apenas com a produção própria, a AngloGold Ashanti não consegue preencher a capacidade máxima de Queiroz, por isso, estuda a possibilidade de refinar ouro de outras mineradoras no complexo.
Para retomar a Planta 2, a mineradora investiu R$ 105 milhões. À reportagem, Lima explicou que a empresa reformou o ativo e destinou recursos, por exemplo, à parte estrutural de plataformas, escadas, tanques e bombas, ao sistema de tratamento e recirculação de água, além da rota de processo.
Conforme o presidente, o retorno da operação é positivo para a AngloGold Ashanti ser cada vez mais verticalizada no Brasil, o que traz ganhos de competitividade. A companhia já é a única produtora de ouro do País com a cadeia produtiva completa. “Da pesquisa mineral até a barra é tudo em Minas Gerais”, disse. “Agora temos capacidade de processar 100% do nosso concentrado e com a manutenção da nossa certificação internacional”, pontuou.
Retomada do Córrego do Sítio deve ocorrer em 2027
A respeito da mina Córrego do Sítio, Lima disse que não há uma data certa para o retorno da operação, mas a empresa trabalha para reativá-la em 2027 e já conduz contratações. Segundo ele, a companhia obteve a aprovação dos órgãos ambientais e aguarda autorização por parte da Agência Nacional de Mineração (ANM) para seguir com a retomada.
O presidente da AngloGold Ashanti Latam também esclareceu que o plano é voltar com as atividades na mina CDS 1 e na Planta de CDS. O executivo ressaltou que o valor do investimento necessário para a retomada ainda está sob avaliação.

A intenção da AngloGold Ashanti de reativar a operação de Córrego do Sítio foi antecipada pelo Diário do Comércio em abril por uma fonte a par do assunto. Na oportunidade, a produtora de ouro não confirmou a informação, mas afirmou que estudava novas possibilidades para a mina CDS e que avaliava um modelo de operação mais enxuto, competitivo e integrado às demais operações da empresa em Minas Gerais.
Perguntado pela reportagem sobre como funcionará o complexo após o retorno das atividades, Lima enfatizou que, nos últimos quatro anos, a companhia passou por uma transformação baseada em três pilares: segurança, controle rigoroso de custos e excelência operacional. Conforme ele, o objetivo é ter uma operação totalmente segura, com o maior nível de excelência operacional, com o menor custo possível e rentável para o negócio.
O Córrego do Sítio foi paralisado em 2023. Na época, a AngloGold Ashanti informou que o CDS apresentava resultados operacionais negativos e alto custo crescente ao longo dos anos anteriores à interrupção. Também disse que chegou a realizar estudos de alternativas, mas concluiu que não havia cenário viável para a continuidade naquele momento.
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