Com ouro em alta, AngloGold deve retomar operações de mina em Santa Bárbara
A AngloGold Ashanti retomará as operações do Córrego do Sítio (CDS), em Santa Bárbara, na região Central de Minas Gerais, afirmou ao Diário do Comércio uma fonte a par do assunto. Segundo o interlocutor, a decisão de voltar a produzir no complexo foi tomada ainda em 2025 em razão da forte valorização dos preços do ouro.
Informações de bastidores indicam que colaboradores já estão sendo recrutados para o reinício das atividades no empreendimento. A mineradora, inclusive, estaria antecipando para maio e junho a recontratação de profissionais, prevista antes para julho.
Procurada pela reportagem, a AngloGold não respondeu até o fechamento desta edição.
O Córrego do Sítio teve as operações paralisadas em agosto de 2023. À época, a empresa informou que cerca de 650 funcionários foram desligados e 400 seriam mantidos no complexo ou realocados para outras unidades.
O CDS apresentava resultados operacionais negativos e alto custo crescente ao longo dos anos anteriores à interrupção. A mineradora chegou a realizar estudos de alternativas, mas concluiu que não havia cenário viável para a continuidade naquele momento.
Na ocasião, a AngloGold Ashanti ressaltou que apenas a produção seria suspensa. Permaneceriam as atividades essenciais de monitoramento de segurança, controle ambiental, manutenção e conservação e monitoramento patrimonial, além do gerenciamento de estruturas geotécnicas, como barragens de rejeitos e pilhas, e a descaracterização da barragem de CDS II – concluída no fim do ano passado.
CDS produziu 70 mil onças de ouro em 2022
A produção da AngloGold Ashanti no Córrego do Sítio em 2022, último ano “cheio” do empreendimento, totalizou 70 mil onças de ouro. No ano seguinte, quando as atividades em Santa Bárbara foram interrompidas, o volume atingiu 42 mil onças.
Em 2025, a mineradora produziu 273 mil onças em Minas Gerais, registrando estabilidade ante 2024, com leve alta de 0,7%. Excluindo o CDS, a empresa tem operações no Estado em Caeté, Sabará e Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
No Brasil, a produção da companhia de origem sul-africana somou 326 mil onças, recuo anual de 7,1%. Esse resultado leva em consideração o volume produzido pela Mineração Serra Grande (MGS), em Goiás, vendida pela AngloGold para a Aura Minerals – a transferência da mina, anunciada em junho do ano passado, foi finalizada em dezembro.
Globalmente, a empresa apresentou desempenho positivo. Foram 3,1 milhões de onças produzidas, avanço de 16,2%. Por reflexo sobretudo do aumento dos volumes e da valorização do ouro, o lucro anual subiu 186%, para US$ 2,7 bilhões, e o Ebitda ajustado atingiu o recorde de US$ 6,3 bilhões, com expansão de 129%.
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