Inovação em Pauta

Compete Minas: a inovação mineira ganha mais uma rodada

Trata-se de um dos principais instrumentos para empresas, cooperativas, startups e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) do Estado

No último dia 10, Minas Gerais deu novo passo na consolidação de sua política de inovação. A FAPEMIG, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), lançou mais uma edição da chamada Compete Minas — um dos instrumentos mais relevantes para empresas, cooperativas, startups e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) que desenvolvem produtos e processos inovadores no estado.

A novidade integra o Pacote de Inovação 2026, anunciado em maio, em Viçosa, que reúne dez editais e mais de R$ 200 milhões em investimentos do Governo de Minas. Dentro desse conjunto, o Compete Minas ocupa lugar de destaque por uma característica decisiva: oferece subvenção econômica, recurso não reembolsável. Em outras palavras, o Estado investe diretamente no risco tecnológico das empresas, sem exigir devolução. Para o setor produtivo, trata-se de uma das formas mais vantajosas de financiar inovação.

O programa não é novo, e isso reforça sua relevância. Desde a primeira rodada, em 2022, o Compete Minas já apoiou cerca de 200 projetos, com mais de R$ 67 milhões empenhados em iniciativas que vão de soluções de base tecnológica a setores tradicionais da economia mineira. A nova edição preserva as duas linhas que estruturam o programa: a Linha I – Tríplice Hélice, que exige parceria com uma ICT mineira e aproxima universidade, empresa e governo; e a Linha II – Empresarial, executada diretamente pela empresa proponente.

Podem concorrer organizações com sede ou filial em Minas Gerais e faturamento de até R$ 300 milhões por ano — espectro que vai do pequeno negócio à média empresa. O valor solicitado varia conforme o porte, e as propostas são submetidas exclusivamente pelo Sistema Everest, da FAPEMIG.

Mais do que um edital, o Compete Minas representa uma escolha estratégica: tratar a inovação como motor de competitividade regional. Para o empresário mineiro, contudo, a oportunidade exige preparo. O período de submissão costuma ser curto, e a qualidade técnica da proposta — enquadramento na área prioritária, maturidade tecnológica coerente e viabilidade financeira demonstrada — é o que separa projetos aprovados de boas ideias mal apresentadas.

A recomendação é direta: quem pretende disputar não deve esperar. Mapear a elegibilidade, estruturar o projeto e reunir a documentação financeira são tarefas que pedem tempo e método. A janela está aberta; cabe ao ecossistema mineiro ocupá-la com ambição.

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