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ArcelorMittal inaugura planta de dessalinização

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Crédito: Leo Drumond-NITRO
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A ArcelorMittal inaugurou ontem uma planta de dessalinização de água do mar, na usinas de Tubarão, no município de Serra (ES). A unidade tem capacidade para retirar o sal de 500m³ de água por hora, equivalente à quantidade de recurso para abastecimento de 80 mil pessoas por dia, e é resultado de investimentos da ordem de R$ 50 milhões. 

A construção da planta foi idealizada após ocorrências de racionamento que a empresa enfrentou entre 2015 e 2016 e a consciência de que períodos de seca seriam cada vez mais constantes, conforme lembrou, durante coletiva de imprensa, o presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Planos América do Sul, Benjamin Baptista Filho. 

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“Como sabem, a legislação determina que no caso de qualquer evento hídrico, a prioridade de fornecimento é de uso humano e animal. O uso industrial fica no final da fila. Nesse intervalo de tempo, nós tivemos quatro eventos adicionais de racionamento. E durante esse período nós fizemos inúmeras alterações e melhorias nos nossos processos de consumo de água doce, e conseguimos reduzir o nosso consumo de água do rio Santa Maria da Vitória em 40%”, afirmou Baptista Filho. 

Gestão de recursos hídricos e energéticos

O rio Santa Maria da Vitória é responsável por parte do abastecimento de água da siderúrgica e representa 4% na parcela de água utilizada pela ArcelorMittal Tubarão. Hoje, conforme dados divulgados pela empresa, 96% da água utilizada para fins industriais já provém do mar, sendo direcionada à refrigeração dos equipamentos de produção de aço. 

Com o pleno funcionamento da planta de dessalinização, que há duas semanas já opera, o objetivo é reduzir o volume de água consumido do curso d’água doce e permitir que essa economia seja revertida para o abastecimento da sociedade. Vale ressaltar, ainda, que a ArcelorMittal Tubarão é autossuficiente na geração de energia elétrica, uma vez que a empresa conta com termelétricas que utilizam os gases oriundos da produção de aço para suprir a demanda energética do seu negócio. 

O processo dessalinização

A planta de dessalinização foi construída em uma área de cerca de 6 mil m² e deve consumir, em sua capacidade máxima, 3MW de energia elétrica, o que, segundo a empresa, equivale a menos de 1% do total de energia gerada pela indústria. E, de acordo com o vice-presidente de aços planos da ArcelorMittal Brasil, Erick Torres, a unidade de Tubarão é a maior consumidora de energia entre as unidades da indústria que têm como produto final o aço plano, classificado a partir da forma geométrica. 

Ainda de acordo com o vice-presidente, a dessalinização será realizada a partir do processo de osmose reversa, o que significa que a água passará por filtragens prévias e, logo depois, por meio de bombeamento por pressão, a água será destinada à ultrafiltração, na qual destaca-se a passagem por membrana “fina” ou semipermeável que permitirá que a água pura seja separada completamente dos sais. 

A salmoura, material que surge após o processo de dessalinização, será devolvida ao mar por meio de um canal já existente entre a indústria de Tubarão e o litoral. “Não há produção de aço sem água. E a água de mar já era de uso nosso. Agora, com o processo de dessalinização, nós queremos promover a gestão hídrica não só da ArcelorMittal mas de todo o estado do Espírito Santo. E esse é um processo seguro, os estudos foram bem feitos para a construção da planta”, disse Erick Torres. 

A água proveniente da dessalinização também será utilizada para refrigeração das máquinas. Segundo a empresa, o projeto da planta tem como vantagem a construção articulada, característica que contribui para que novos módulos sejam anexos à planta e aumente a capacidade de dessalinização de água a partir da demanda e necessidade da empresa. 

Iniciativas em benefícios da água 

Para o executivo Jorge Oliveira, que em outubro deste 2021 assume como CEO da ArcelorMittal Aços Planos América do Sul, após aposentadoria de Benjamin Baptista Filho, o anúncio realizado hoje é fruto dos estudos e trabalhos que a empresa realiza desde 2015, no âmbito do Plano Diretor de Águas. 

“Nós tentamos enxergar que tipos de ações precisávamos fazer ao longo do tempo para gerenciar o consumo de água. Desde 2015, quando a crise hídrica foi decretada, intensificamos o reúso da água e já tínhamos indicação da planta de dessalinização. E o mais interessante é que mobilizamos nossos empregados e eles criaram quase 200 iniciativas de redução do consumo”, contou Oliveira. 

Ainda segundo o executivo, essas iniciativas, que vão desde a recuperação da água dos ares-condicionados ao aumento de inspeções de vazamentos de água na unidade, foram primordiais para reduzir a captação do rio Santa Maria da Vitória em 40%, conforme citado anteriormente. 

Recentemente, a empresa firmou Termo de Compromisso que prevê a utilização da água de reúso de esgoto sanitário da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Com o acordo, a empresa irá comprar, mensalmente, nos próximos 25 anos, 540m³/hora do recurso também para fins industriais. 

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