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Economia
Crédito: Antonio Pinheiro/Fotos Públicas

A indústria mineira registrou queda no nível de atividade no terceiro mês deste ano, de acordo com a Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Na comparação entre março e fevereiro, a atividade produtiva do Estado caiu e os estoques das empresas aumentaram. Os resultados foram atribuídos ao menor número de dias úteis e também à lenta retomada econômica do País.

A produção da indústria caiu 1,7 ponto no mês passado frente a fevereiro, ficando em 47 pontos, número abaixo da linha do otimismo, cujo referencial é de 50 pontos, em uma escala de 0 a 100. Em fevereiro, o resultado havia sido de 48,7 pontos, também indicando pessimismo. Além disso, o indicador recuou 8,2 pontos na comparação com março de 2018 (55,2 pontos) e foi o mais baixo para o mês em quatro anos.

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De acordo com economista da entidade, Daniela Muniz, na comparação mensal, o movimento já era esperado pelo menor número de dias úteis no mês de março, em função do feriado de Carnaval. No entanto, segundo ela, o desempenho foi influenciado também pelo fraco desempenho da economia.

“De qualquer maneira, a atividade industrial segue baixa em todo o País, fruto da recuperação da economia que ainda não ocorreu. Além disso, há todo um movimento de cautela por parte dos empresários, que seguem no aguardo da aprovação de medidas como a reforma da Previdência para realizarem investimentos e contratações”, explicou.

Na análise segmentada, nenhuma dos indicadores ficou acima dos 50 pontos e somente as pequenas empresas apresentaram evolução no desempenho, saindo de 43,8 pontos em fevereiro para 48,3 pontos em março. Já as empresas de médio e grande portes registraram 43,2 e 48,4 pontos, respectivamente.

Ainda assim, o indicador de evolução do emprego atingiu 50,1 pontos, apontando estabilidade na força de trabalho, uma vez que ficou ligeiramente acima dos 50 pontos. Neste caso, o índice aumentou 2,6 pontos frente ao mês anterior. O índice foi 1,4 ponto superior ao de março de 2018 e o mais elevado para o mês em oito anos.

O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual também caiu, passando de 45,6 pontos em fevereiro para 39,7 pontos em março. Neste caso, a economista ressaltou que o resultado revela, ao ficar abaixo da linha de 50 pontos, que a indústria operou com capacidade de produção abaixo da habitual para o mês. O indicador caiu 5,9 pontos frente a fevereiro e 3,8 pontos na comparação com março de 2018.

Já o índice de evolução dos estoques finais voltou a crescer, após registrar queda ou estabilidade por seis meses consecutivos e chegou a 50,9 pontos. O resultado ocorreu a despeito do recuo da produção no mês. As empresas terminaram março com acúmulo indesejado de estoques – o índice de estoque efetivo em relação ao planejado foi de 53,6 pontos – sinalizando um descompasso entre a demanda esperada e a concretizada.

Expectativas – Diante dos resultados, as expectativas para os próximos seis meses continuam demonstrando otimismo por parte dos empresários, porém, em menor intensidade.

Segundo a pesquisa, os industriais esperam avanço da demanda por produtos com índice de 59,7 pontos em abril, o que indica recuo de 2,4 pontos na comparação com março (62,1 pontos), após cinco aumentos mensais seguidos. Em contrapartida, avançou 2,5 pontos frente a abril de 2018, sendo o melhor para o mês em sete anos.

Com isso, os empresários também projetam crescimento de compras de matéria-prima (56,74 pontos). Porém, o indicador recuou 2,3 pontos frente a março (59 pontos, representando a segunda queda mensal seguida. Por outro lado, o índice avançou 2,8 pontos em relação a abril do ano passado (53,9 pontos), também o mais elevado em sete anos.

Já a expectativa de evolução do número de empregados, pelo sexto mês consecutivo, também cresceu. O indicador avançou 2 pontos entre março e abril, e 4,2 pontos sobre abril de 2018, chegando a 54,2 pontos.

Por fim, o índice de intenção de investimento recuou 2,3 pontos na passagem de março (55,2 pontos) para abril (52,9 pontos).

“No geral, este cenário só vai mudar e os empresários ficarão, de fato, otimistas com relação ao futuro, quando a reforma da Previdência for aprovada sem maiores restrições ou mudanças”, opinou.

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