Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – Os recursos a serem levantados com a extensa lista de ativos a serem vendidos pelo Banco do Brasil não deverão contribuir para o esforço fiscal de seu controlador, o governo federal, disse o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da instituição, Carlos Hamilton Araújo.

“Não há esse pensamento dentro do governo”, disse Hamilton à Reuters, quando questionado sobre se o banco pretende repassar aos acionistas, na forma de dividendo extraordinário, o dinheiro que levantar com a alienação total ou parcial de investimentos.

Dentro da orientação do governo do presidente Jair Bolsonaro de tentar atrair investimentos via privatizações e licitações, as principais estatais do País vêm sinalizando para a venda de subsidiárias e de participações em negócios considerados não prioritários.

No caso do BB, essa agenda abrange a Neoenergia, BB Americas (unidade na Flórida), o argentino Banco Patagonia, a resseguradora IRB, o Banco Votorantim, além de fatias na BB DTVM e no braço de banco de investimentos.

Na quinta-feira (9), o presidente-executivo do BB, Rubem Novaes, disse a jornalistas que o banco contratou assessoria para venda de vários desses ativos.

Suporte – Segundo Hamilton, a tendência é de que os recursos a serem captados com essa campanha fiquem no banco para ajudar a dar suporte a um novo ciclo de expansão do crédito no País, que deve acontecer após a aprovação das reformas, criando um ambiente para retomada mais firme do crescimento da economia.

A carteira de empréstimos do BB, que já chegou a superar os R$ 800 bilhões no final de 2015, fechou março passado em R$ 684 bilhões, alta de apenas 0,8% em 12 meses. (Reuters)