Crédito: BDMG/Divulgação

Visando contribuir para o desenvolvimento do Estado e diante da grave situação financeira dos municípios mineiros, o governador em exercício, Paulo Brant, anunciou a criação de novas linhas de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para fomentar as cidades do Estado. Somando R$ 200 milhões, os recursos poderão ser tomados para aplicação em infraestrutura, saneamento, edificações públicas, máquinas, modernização administrativa, entre outras áreas.

De acordo com o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão Suchodolski, serviço tradicionalmente oferecido pela instituição financeira, desta vez, as linhas de crédito para municípios contam com os diferenciais de prazo alongado e recomposição de caixa para obras já executas ou andamento.

“A expectativa é que ente 300 e 400 cidades se inscrevam já a partir desta terça-feira (14). Todos os 853 municípios poderão buscar recursos nas diferentes áreas de atuação, dentro do perfil por faixa populacional”, explicou em coletiva de imprensa.

Brant, por sua vez, destacou a importância da adoção de uma agenda positiva para ajudar Minas Gerais a se recuperar da crise financeira, que se arrasta nos últimos anos.

“O País e Minas vivem uma crise crônica e ações como esta poderão ajudar a encontrar caminhos para o desenvolvimento. O BDMG é um tesouro do Estado e um diferencial para alavancar investimentos públicos e privados em prol da economia mineira”, ressaltou.

De maneira geral, os municípios mineiros terão até 14 de junho para cadastrar suas propostas no site do banco visando à habilitação dentro das quatro novas linhas de financiamento: BDMG Cidades, BDMG Urbaniza, BDMG Saneamento e BDMG Maq.

Dentro dos R$ 200 milhões disponíveis e oriundos do próprio caixa do banco, o limite de financiamento varia de R$ 1 milhão – para municípios com população de até 5 mil habitantes – a R$ 5 milhões – para cidades com população acima de 100 mil.

Em todas as linhas a atualização monetária do crédito ocorrerá pela taxa básica de juros (Selic), com juros que variam de 4% e 6% ao ano, de acordo com o porte do município.

“Diante da atual conjuntura e das dificuldades enfrentadas pelas prefeituras, estamos com condições especiais neste edital. Em algumas linhas o prazo de carência para início do pagamento poderá chegar a 18 meses. Além disso, retiramos o pagamento de juros sobre o financiamento durante o prazo de carência, oferecendo mais fôlego e tranquilidade aos municípios”, explicou Suchodolski.

Outra novidade, conforme o presidente, diz respeito à possibilidade de as prefeituras recomporem o caixa por obras já realizadas ou em andamento até 12 meses antes da assinatura do contrato.

Linhas – A linha BDMG Cidades poderá ser usada na construção, ampliação ou reforma de prédios públicos, para redução do consumo de energia, por meio da instalação de painéis solares, por exemplo. O município terá até 48 meses para pagar, sem contar os 18 meses de carência.

Já a linha do BDMG Urbaniza será voltada para obras de urbanização, como implantação e adequações de obras urbanas, como ciclovias, praças, sinalização, entre outros. O prazo máximo de quitação é de 60 meses após a carência.

A BDMG Saneamento poderá ser usada para a gestão de resíduos sólidos, iluminações públicas e projetos de eficiência energética. O prazo de amortização é de até 72 meses, com carência de 18 meses.

Por fim, os recursos do BDMG Maq serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos voltados para intervenção viária, caminhão de lixo, ônibus universitário, caminhão-pipa, etc. A carência neste caso é de 12 meses e o prazo de pagamento de até 48 meses.