São Paulo – O principal índice da bolsa paulista fechou em alta ontem, chegando a superar pela primeira vez a marca dos 100 mil pontos, diante do otimismo com o andamento da reforma da Previdência e viés de alta para ativos emergentes no exterior.

Após perder fôlego no final, o Ibovespa fechou com avanço de 0,86%, a 99.993,92 pontos. Na máxima, bateu os 100.037,69 pontos.O giro financeiro da sessão somou R$ 27,8 bilhões.

“Superar os 100 mil pontos é uma marca psicológica importante e o desafio agora é manter esse cenário positivo para atrair capital estrangeiro”, disse Rodrigo Zauner, sócio da SVN Investimentos.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo está correndo para finalizar o projeto com as mudanças nas aposentadorias dos militares para envio ao Congresso até amanhã, após alguns ajustes.

A sessão também foi marcada pelo exercício de contratos de opções sobre ações, que movimentou R$ 13,27 bilhões, sendo R$ 10,86 bilhões em opções de compra e R$ 2,4 bilhões nas de venda.

No exterior, Wall Street fechou em alta, recebendo impulsiono do setor bancário, enquanto os contratos futuros do petróleo avançaram para máximas de cerca de quatro meses ontem.

Destaques – BRF avançou 4,82%, após notícia de que o governo enviará hoje os últimos documentos pedidos pelos Estados Unidos para análise da reabertura daquele mercado para a carne bovina in natura do Brasil. Ainda no setor, JBS subiu 4,71% e Mafrig teve alta de 4%

Gol ganhou 4,57%, entre as maiores altas do Ibovespa, após o anúncio de captações de bônus no mercado internacional. Também corroborava para o movimento a inauguração de voos da companhia do Brasil para Orlando e Miami em novembro.

Petrobras ON avançou 2,02%, enquanto Petrobras PN subiu 1,73%, em meio à alta nos preços do petróleo e aprovação de sua proposta de Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Lula, na bacia de Santos. Itaú Unibanco PN mostrou alta de 0,16%, enquanto Bradesco PN subiu 0,53 %.

Dólar – O dólar fechou em queda ontem, no menor patamar em cerca de duas semanas, influenciado pelo ambiente de otimismo no mercado brasileiro diante das discussões sobre a reforma da Previdência, em meio à maior expectativa de ingressos de recursos ao País.

O dólar à vista terminou em baixa 0,76%, a R$ 3,7916 na venda. É o patamar mais baixo desde o último dia 5 (R$ 3,7803). Na B3, a referência para o dólar futuro cedia 0,55%, a R$ 3,794. (Reuters)