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Cadastro Positivo começa a vigorar com perspectiva de ampliar crédito

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Política pública do Banco Central, o Cadastro Positivo começa a valer a partir de hoje em todo o País - Crédito: Alisson J. Silva

Começa a valer a partir de hoje a inclusão automática de todos os brasileiros com mais de 18 anos e que já realizaram transações financeiras no Cadastro Positivo. A política pública do Banco Central tem como objetivo possibilitar acesso ao crédito com mais qualidade e facilidade e é um banco de dados que reúne o histórico de pagamentos e as obrigações financeiras em andamento de pessoas físicas e jurídicas.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Marcelo de Souza e Silva, ressalta que a principal vantagem do Cadastro Positivo é proporcionar uma análise de crédito mais abrangente e assertiva, possibilitando a negociação de melhores prazos e taxas de juros, facilitando a aprovação de empréstimos e financiamentos. Na prática, o mercado terá mais condições de avaliar qual o peso dado às informações de inadimplência em comparação com o histórico de pagamento, o que permitirá uma visão completa dos consumidores, favorecendo o acesso ao crédito ou a condições melhores.

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“Na consulta, vão constar informações das pessoas com pagamentos que estão em dia mesmo com algum apontamento negativo. Assim, pode haver alguma restrição, mas como existe uma pontuação mais qualificada para pagamentos em dia, isso vai induzir o comércio a dar um crédito”, explica.

Na avaliação do presidente da CDL-BH, a competição entre as empresas de crédito, que antes não tinham acesso a essas informações, vai gerar uma redução da taxa de juros, além da concessão de crédito diferenciado. Para Marcelo de Souza e Silva, nos próximos dois ou três anos, o Cadastro Positivo será a principal ferramenta para a concessão de crédito.

“Antes, as informações eram restritas às instituições financeiras e agora serão compartilhadas no mercado de crédito. As empresas vão entender o peso da consulta e conceder mais crédito aos consumidores. Depois desse período no qual os dois cadastros vão trabalhar simultaneamente, a tendência é que o consumidor e as lojas se habituem ao Cadastro Positivo e ele prevaleça”, disse.

A redução do risco de inadimplência e, com isso, a tendência de queda dos juros cobrados são outras consequências esperadas a partir da vigência do Cadastro Positivo e o aumento da quantidade de informações disponíveis para uma análise de crédito mais completa. Além disso, os consumidores inadimplentes não serão prejudicados, pois será possível ter acesso a outros dados além das restrições.

Benefício global – Segundo o economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Guilherme Almeida, os benefícios atenderão todas as partes. Para o consumidor, a clareza nas informações a respeito do pagamento dos compromissos financeiros que eles adquirem traz um potencial de ajuste nas taxas de juros para cada cliente.

Já para as instituições, as informações sobre a capacidade de pagamento dos consumidores permite a formação de uma taxa de juros que tem como base o nível de incerteza.

“Com a vigência do Cadastro Positivo, os comerciantes terão mais informações acerca da vida financeira do consumidor em termos de pagamentos dos seus compromissos e isso traz uma maior riqueza de informações para as instituições que concedem crédito”, esclarece.

Almeida destaca que o pequeno varejista também pode se beneficiar desse movimento, uma vez que a redução de juros tende a fomentar a concessão de crédito e favorecer o varejo que lida com o consumidor final.

“A expectativa da queda de juros em decorrência da clareza de informações em relação ao consumidor pode impactar os varejistas, principalmente os que comercializam bens que necessitam de condições de financiamento, crédito e empréstimos”, pontua.

No entanto, o economista da Fecomércio-MG alerta que a concentração bancária do Brasil, atualmente com 84% da carteira de crédito concentrada em apenas cinco bancos, pode ser um entrave.

“Por um lado, vai existir essa riqueza de informações que tende a reduzir a taxa de juros na ponta, mas a grande questão é se isso de fato vai ocorrer devido a esse controle de crédito por parte de poucas instituições financeiras no País”, afirma Almeida.

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