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Cemig mantém plano de venda de ativos

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O imbróglio das desestatizações
Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

São Paulo – A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) pretende manter o plano de venda de ativos originalmente desenhado para reduzir dívidas, mas o nível de endividamento atual já é muito mais confortável que no passado recente, disseram ontem executivos da empresa.

As afirmações, durante teleconferência de divulgação de resultados com investidores, vieram após questionamentos de um analista sobre o ritmo dos desinvestimentos, dado que a companhia não anunciou operações nos últimos trimestres.

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“Nosso plano de desinvestimentos segue, obviamente. No seu devido momento a gente fará os anúncios, mas não tem nenhuma modificação em relação ao passado, a gente segue com o programa”, disse o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi.

Ele não detalhou, no entanto, quais ativos estão atualmente em negociação ou podem ser alvo de transações no curto prazo.

A Cemig classificou sua participação na Light, na qual já foi controladora, como ativo mantido para venda, o que levou gerou impacto negativo no primeiro trimestre, em meio à deterioração no valor das ações da empresa depois da pandemia do Covid-19 e seus efeitos no mercado de energia.

Até o final de junho, no entanto, os papéis da Light acumulavam ganhos de mais de 100% em relação à mínima do ano, de R$ 7,30 por ação em meados de março. A recuperação ajudou nos resultados da Cemig do segundo trimestre, com efeito positivo de R$ 475 milhões, ou R$ 314 milhões sem impostos.

O superintendente de Relações com Investidores, Antonio Carlos Velez, destacou ainda a significativa redução da alavancagem financeira da empresa, medida pela relação entre dívida líquida e geração de caixa ajustada (Ebitda).

Esse indicador de alavancagem fechou o segundo trimestre em 2 vezes, contra 2,28 vezes no primeiro trimestre e 2,7 vezes no fim de 2019. Em 2018, o índice era de 3,24 vezes.

A redução da dívida líquida foi ajudada pela forte posição de caixa da companhia, destacaram executivos. A Cemig fechou junho com R$ 3,7 bilhões disponíveis, contra R$ 1,28 bilhão ao fim de 2019.

A alavancagem também ficou bem abaixo de limites acertados junto a credores, incluindo de títulos emitidos pela Cemig no exterior, os chamados eurobonds, destacou Velez.

Enquanto os eurobonds exigem da companhia uma alavancagem máxima de 3,5 vezes na Cemig holding e de 4,5 vezes na subsidiária Cemig GT, os números ao final do segundo trimestre ficaram em 2,12 vezes e 2,85 vezes, respectivamente.

“É bastante confortável”, disse Velez, que destacou também que a empresa só terá um volume mais significativo de dívidas a vencer em 2024, com a expiração justamente da emissão externa.

Ele também lembrou que a dívida no exterior está atrelada a mecanismos de hedge que limitam o seu custo a 142% do CDI. “Hoje se tornou uma dívida barata”, afirmou.

A Cemig registrou lucro líquido de R$ 1,04 bilhão  no segundo trimestre, cerca de 50% abaixo dos ganhos de R$ 2,11 bilhões no mesmo período do ano passado, informou a companhia na última sexta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 1,8 bilhão, estável na comparação anual. Já o Ebitda ajustado, que exclui fatores não recorrentes, ficou em R$ 941 milhões, recuo de 11,3% ano a ano.

A Cemig registrou queda de 6% na energia distribuída por sua unidade de distribuição Cemig-D no segundo trimestre quando na comparação com mesmo período do ano anterior, com impactos da crise do Covid-19  sobre a demanda dos clientes. A receita líquida caiu 15,4% na comparação anual, para R$ 5,9 bilhões.

PDV – A Cemig registrou no segundo trimestre adesão de 396 funcionários ao seu plano de desligamento voluntário (PDV), disse ontem o diretor financeiro da companhia, Leonardo Magalhães.

Os custos com as demissões deverão retornar para a empresa em cerca de oito meses, uma vez que representarão economia em base anual de R$ 95 milhões, acrescentou o executivo, durante teleconferência com investidores e analistas sobre os resultados entre abril e junho.

Os executivos da Cemig  destacaram um corte de cerca de R$ 150 milhões no orçamento para custos com pessoal, materiais e serviços (PMSO) em 2020. (Reuters)

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