Empresa estima garantir 52 megawatts de potência instalada ainda neste ano e atingir aproximadamente 2 mil clientes | Crédito: Divulgação

Ainda neste ano, a Cemig SIM, empresa do grupo Cemig com foco em soluções em energia e energia solar por assinatura, vai investir R$ 100 milhões na participação em dez usinas, localizadas, sobretudo, na região Norte do Estado. A empresa espera garantir 52 megawatts (MW) de potência instalada e tem planos de finalizar o ano de 2020 com mais de 2 mil clientes.

Segundo o CEO da SIM, Danilo Gusmão, o mercado de energia solar está em franco crescimento no Estado. Com a pandemia de Covid-19, diz, a tendência é que essa expansão se torne ainda mais intensa. Ele vai além: pode ser até que a área ajude a alavancar a saída da crise.

Isso porque, destaca Gusmão, o desconto médio na tarifa de energia para quem contrata o serviço é de 18%. A empresa estima, aliás, que a economia para os empreendimentos, entre comércio e indústrias, já tenha ultrapassado os R$ 7 milhões.

Outro ponto que contribui para esse crescimento, detalha o CEO, é a facilidade de contratação do serviço, on-line e sem burocracias. Além disso, não são necessários obras e investimentos, por se tratar de uma assinatura.

“Levamos para os clientes uma redução de custos e maior competitividade. No pós-pandemia, essa solução que a gente tem apresentado, de redução no custo de energia sem investimentos, vai alavancar a saída da crise. O empresário vai poder utilizar seus recursos para ampliar o negócio, melhorar os produtos e serviços”, salienta.

Diante desse cenário promissor, o CEO da SIM não descarta, inclusive, a possibilidade de haver mais investimentos ainda neste ano, além de em 2021. “Acreditamos que há espaço para ampliarmos nossas usinas”, afirma.

 

Sustentabilidade Além da economia financeira, o fator sustentabilidade, em um momento em que se intensificam as discussões acerca da preservação do meio ambiente, também tem sido um impulsionador do mercado de energia solar.

De acordo com Gusmão, “há um alinhamento muito positivo dessas duas vertentes, a redução de custos associada à fonte limpa, que traz benefício ambiental”, diz ele, que frisa, ainda, que a implantação de usinas solares não tem quase nenhum impacto no meio ambiente.

O CEO da SIM ressalta, aliás, que essa é uma tendência mundial, e Minas Gerais e o Brasil contam com um quadro propício para isso. A região Norte do Estado, onde a maior parte das usinas será instalada, por exemplo, tem um dos maiores índices solarimétricos do País.

Para Gusmão, a tendência é que a energia solar cresça cada dia mais na matriz energética nacional, sendo que a maior parte da geração está em Minas Gerais atualmente. O Estado, diz ele, é o maior em quantidade de energia solar instalada tanto em fazendas solares quanto em unidades consumidoras (telhados).

“Nós temos em Minas Gerais esse olhar para a energia renovável, para uma energia sustentável e que traga benefícios ambientais”, ressalta.

Além da energia solar, relata Gusmão, a Cemig SIM também está buscando outras fontes de energia, como o biogás, e Minas Gerais também reserva boas possibilidades nessa área.

Omega lança plataforma on-line

São Paulo – A empresa de geração renovável Omega Energia lançou ontem uma plataforma eletrônica de venda de contratos no mercado livre de eletricidade, ambiente em que consumidores como indústrias e comércios podem negociar o suprimento diretamente com produtores e comercializadoras.

A companhia, do mesmo grupo da listada Omega Geração, espera que a ferramenta permita o fechamento de operações com clientes de menor porte em volume suficiente para viabilizar a construção de novas usinas num futuro próximo.

“O objetivo é aproximar quem produz, que somos nós, que temos ativos eólicos, solares e pequenas hidrelétricas, do cliente final. Isso de uma forma mais estruturada e com maior intensidade”, disse o presidente do grupo Omega, Antonio Bastos Filho.

“É uma plataforma digital para negociar energia com clientes menores, com mais capacidade de vender para um número maior de clientes e impactar eles positivamente, via competitividade”, acrescentou ele, ao destacar que essas fontes renováveis já são as que oferecem energia a menor preço no Brasil.

Para atuar no mercado livre, empresas precisam ter carga de energia a partir de 0,5 megawatt, o que representa uma conta de luz na casa de R$ 40 mil por mês, nos cálculos do executivo.

Ele destacou, no entanto, que muitos dos empresários que poderiam acessar esse segmento não têm conhecimentos avançados sobre o mercado de energia e serão favorecidos com um sistema digital que facilite as transações.

Na plataforma da Omega, os interessados entram com informações sobre seu perfil de consumo e recebem em seguida uma oferta vinculante de venda de energia da empresa, em proposta de contrato com 100% de flexibilidade para os volumes consumidos.

No alvo da ferramenta da Omega estão principalmente consumidores livres de médio e pequeno portes, com carga de entre 0,5 megawatt e 3 megawatts, um universo que inclui redes de supermercado, por exemplo, disse Bastos.

“Isso representa um mercado de R$ 8 bilhões em empresas que já estão no mercado livre. E mais uns R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em outros que não estão, mas poderiam ir.”

Questionado sobre a possibilidade de contratos firmados na plataforma servirem como base para a expansão do parque de usinas da Omega, o executivo disse esperar ver esses negócios ocorrendo em breve.

“Sem dúvida. Estimo que isso certamente vai ocorrer em algum tempo. Se formos muito rápidos, se conseguirmos ter um impacto pela simplicidade e pelo preço competitivo, no curto prazo, pode acontecer no segundo semestre ainda”, afirmou.

“Se for uma curva natural (de crescimento da plataforma), acho que ano que vem vamos começar a ver isso acontecer”, acrescentou ele, sem comentar o volume em novos projetos que poderia ser viabilizado com a nova forma de comercialização.

Como a Omega Geração, com ações em bolsa, investe apenas em ativos operacionais, essas usinas poderiam ser construídas por outras empresas do grupo, como a Omega Desenvolvimento, para posterior aquisição pela companhia. (Reuters)