COTAÇÃO DE 26/11/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5950

VENDA: R$5,5960

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6300

VENDA: R$5,7570

EURO

COMPRA: R$6,3210

VENDA: R$6,3222

OURO NY

U$1.792,60

OURO BM&F (g)

R$322,88 (g)

BOVESPA

-3,39

POUPANÇA

0,4620%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia

Chuvas reduzem preço no mercado livre de energia

COMPARTILHE

O aguardado período de chuvas iniciado no fim de setembro tende a diminuir os preços praticados também no mercado cativo de energia | Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

A escalada de preços sentida no mercado livre de energia a partir de abril de 2021 teve alívio em meio à chegada das chuvas do final de setembro. 

Nos meses de julho e agosto, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), definido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), chegou a atingir o valor médio estrutural máximo no submercado que engloba as regiões Centro-Oeste e Sudeste de R$ 583,88 por Megawatt-hora (MWh). Ainda em setembro, a média do mês fechou um pouco abaixo, com R$ 577,37. 

PUBLICIDADE

Em outubro, a média do preço fechou em R$ 249,36 no submercado em questão. Segundo o sócio-diretor da Enecel Energia, Raimundo de Paula Batista Neto, a redução dos preços, que hoje já mantém o preço semanal abaixo de R$ 100, deve se estabilizar nos próximos meses. 

“O importante é que houve o cenário de chuvas, ainda que não tenha sido suficiente para recuperar os reservatórios. Mas tivemos condições de melhorar o balanço energético”, avalia Raimundo.

Situação energética 

Em uma análise mais profunda do cenário que contribuiu para a chegada do País às crises energética e hídrica recentes, o ex-presidente da Eletrobras Aloísio Vasconcelos explicou que a situação dos reservatórios já era de conhecimento do governo federal e, no entanto, não foram adotadas providências. 

“Como consequência, tivemos a tarifa aumentada pelo uso das usinas térmicas. E, obviamente, quando você tem um impacto desse, há alguma retração no consumo da classe média, das empresas, das indústrias, do comércio, e as flexibilizações de horário pela pandemia. E, na minha visão, esse cenário também influenciou o preço do mercado livre”, avaliou Aloísio.  

Com olhar mais técnico sobre o cenário, Aloísio lembra, ainda, que muitas pessoas podem não ter percebido a chuva em suas residências, mas que as chuvas de outubro foram acima da média e as precipitações ocorreram em locais importantes: nas cabeceiras, nos lagos e nas regiões onde estão localizados os reservatórios. 

Para o futuro, Aloísio acredita que a robustez do Sistema Interligado Nacional (SIN) e as precipitações esperadas para os próximos meses, até março de 2022, caso as previsões aconteçam, devem acalmar os preços também do mercado cativo de energia  –  o mercado cativo é formado pela maior parte das pessoas físicas (consumidores) do País e que são submetidos a tarifas estabelecidas pelo governo. 

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!