Empresa investe até R$ 55 mi por ano em desenvolvimento - Crédito: Felipe Christ/Divulgação

A Cimed, quarta maior indústria farmacêutica do Brasil, assinou contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 100 milhões para a construção de uma nova fábrica em Pouso Alegre, no Sul de Minas.

A obra faz parte da primeira parte do plano de expansão da empresa, que tem como foco a modernização do parque fabril e a ampliação da produção de medicamentos sólidos orais (comprimidos) genéricos e similares. Na segunda etapa serão investidos R$ 80 milhões, além do recurso do financiamento, em transferência e ampliação dos segmentos líquidos e semissólidos.

A nova unidade, que está com obras em andamento, tem previsão de conclusão para dezembro de 2020 e início das operações previsto para abril de 2021 e deve criar aproximadamente 500 postos de trabalho diretos. Com produção exclusiva de comprimidos genéricos e similares, a ampliação vai aumentar a capacidade de produção desse tipo de medicamento em 35%, o que representa 40 milhões de comprimidos ao mês, capacidade que pode chegar a 60 milhões no médio prazo.

“O principal objetivo dessa ampliação é permitir um atendimento maior para o mercado brasileiro com procedimentos do mais alto padrão disponíveis no mercado atualmente”, afirma o diretor executivo-financeiro da Cimed, Maximiliano Tavares da Silva.

Para Silva, a viabilização de um projeto como esse colabora para o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional e da produção de medicamentos genéricos no País.

“O volume de genéricos vendidos no Brasil tem crescido e o BNDES está disposto a investir e contribuir com a ampliação da capacidade de produção desses medicamentos no País e indiretamente contribui para levar um produto mais acessível ao consumidor brasileiro”, explica.

As atividades da atual unidade de Pouso Alegre serão mantidas com foco nas demais linhas de produtos como medicamentos isentos de prescrição, vitaminas, produtos de higiene e beleza e de saúde e nutrição. O faturamento da Cimed em 2018 ultrapassou a marca de R$ 1,2 bilhão e a expectativa para esse ano é de um crescimento de 24%, ultrapassando os R$ 1,6 bilhão.

Modernização – Atualmente com investimentos de R$ 45 milhões a R$ 55 milhões por ano no desenvolvimento de novos produtos, a Cimed optou pela modernização dos processos produtivos na nova planta. São inovações, tecnologias de automação e padrões internacionais que vão impactar o custo dos produtos.

A implantação do projeto prevê a incorporação à linha de fabricação de equipamentos que diminuirão a manipulação de materiais e o transbordo de matéria-prima, reduzindo o tempo de produção e proporcionando maior segurança.

O diretor executivo-financeiro da Cimed ressalta que a modernização, com consequente ampliação da produtividade, vai permitir que a empresa ofereça para o mercado medicamentos fabricados com as mais altas tecnologias de produção farmacêutica existentes atualmente.

“Além do aumento da nossa capacidade de produzir e atender o mercado com maior velocidade, essas inovações também trazem o que há de mais atual em termos de tecnologia e regulamentação para a produção de medicamentos farmacêuticos”, comenta Silva.