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Economia

Comércio de BH repudia restrição de funcionamento

Entidades que representam setor em BH divulgaram manifesto contra eventuais medidas que impeçam funcionamento normal do varejo

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PBH admitiu na semana passada possibilidade de restringir atividades do comércio | Crédito: Mara Bianchetti
PBH admitiu na semana passada possibilidade de restringir atividades do comércio | Crédito: Mara Bianchetti

O avanço da variante Ômicron na capital mineira tem deixado rastros visíveis. Postos de saúde cheios, alto índice de testes positivos e o temor em relação ao funcionamento do comércio e do setor produtivo como um todo. Diante desse cenário, 17 entidades que representam as atividades comerciais de Belo Horizonte emitiram um posicionamento contra eventuais medidas restritivas que impeçam o funcionamento normal do comércio. 

Em documento divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) e que foi elaborado durante reunião na entidade, as associações e sindicatos cobram da prefeitura “criatividade e competência” para driblar o cenário. 

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O manifesto ocorreu após coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (21), quando o secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, afirmou que, apesar de não querer fechar a cidade, o comitê de enfrentamento à doença pode sugerir novas restrições caso os números avancem. 

Na Capital, o último Boletim Epidemiológico e Assistencial revela que, neste momento, todos os índices de monitoramento e controle estão em alerta ou vermelho. O número médio de transmissão por infectado, por exemplo, está em 1,18. Em relação às ocupações de leitos de UTI, a Capital está com 91,3% dos espaços destinados ao tratamento da Covid-19 ocupados, sendo que, nos casos de leitos de enfermaria, o percentual é de 89,7%.

Preocupação das entidades

Um novo balanço e pronunciamento sobre a situação de Belo Horizonte deve acontecer amanhã. Em resposta sobre a possibilidade de anúncio de novas restrições, a Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que “monitora diariamente os números epidemiológicos e assistenciais da doença e que  qualquer agravamento que comprometa a capacidade de atendimento será tratado de forma devida, sempre com o objetivo de preservar vidas”. 

Diante das incertezas, o setor produtivo espera, com preocupação, pela definição de novas medidas e acredita que a solução não está no fechamento do comércio, mas na conscientização da população em benefício da vacinação e, ainda, da abertura ou reativação de leitos na capital mineira. 

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“Entendemos que enxergar num possível novo fechamento do comércio a única maneira de enfrentar o aumento da Covid-19 é sacrificar novamente o setor que mais emprega a população da nossa Capital, colocando em risco a vida de estabelecimentos e o emprego de milhares de pessoas”, afirmam, em documento, as entidades participantes da mobilização. 

Margens apertadas

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel Minas), Matheus Daniel, o setor cuja entidade representa ainda está muito fragilizado e um novo fechamento seria ainda mais prejudicial para a margem na qual os comércios estão trabalhando. “Este já é um ano muito problemático porque o endividamento está muito alto, a inflação está corroendo e os restaurantes não estão repassando tudo para o consumidor. A margem de lucro, que antes era de 8% a 12%, agora está de 5% a 9%”, expõe. 

De igual modo, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) afirmou que também avalia com preocupação essa possibilidade, uma vez que nos últimos quase dois anos o setor enfrenta efeitos diretos da pandemia da Covid-19, provocados pela impossibilidade de operação, e os efeitos indiretos, que ocorrem diante da deterioração dos indicadores relacionados ao mercado de trabalho. 

“O varejo lida na ponta com o consumidor final e toda e qualquer oscilação dos indicadores de emprego e renda acabam afetando o faturamento do setor. Sazonalmente, o início do ano já é um período mais fraco para a maioria dos segmentos varejistas, e isso faz com que os empresários operem com margens de lucros menores e existem ainda os compromissos financeiros já contratados. Por isso, essas empresas precisam realizar as suas vendas para arcar com esses custos”, afirma o economista-chefe da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida.

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