Ainda dá tempo: veja cinco passos para colocar as finanças em dia para o segundo semestre de 2026
Mais de seis meses do ano já se foram, e algumas metas estabelecidas ainda no fim de 2025 e início de 2026 podem ter ficado pelo caminho ou podem ter entrado na berlinda. Em relação ao dinheiro, os objetivos mais comuns são: economizar, organizar as finanças, investir, realizar uma viagem ou conquistar maior segurança financeira. E para quem sente que se afastou dos planos, especialistas garantem: ainda há tempo para reorganizar a estratégia e encerrar o ano com resultados positivos.
Brasileiro segue preocupado com as finanças em 2026
A preocupação com o dinheiro segue entre as principais prioridades da população. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de 2025 mostrou que 44% dos brasileiros apontaram poupar como a principal meta para 2026, liderando a lista de objetivos. Passar mais tempo com a família e os amigos foi a resposta de 37% dos entrevistados, enquanto melhorar a alimentação apareceu para 25%. Já o desejo de trabalhar por conta própria ou abrir um negócio foi citado por 23% das pessoas.
Apesar da intenção de poupar, imprevistos, inflação, mudanças na renda e aumento das despesas podem dificultar a execução do planejamento. Por isso, revisar periodicamente o orçamento é fundamental para manter os objetivos ao alcance. Para a sócia e líder da XP em Minas Gerais, Cecília Perini, o meio do ano representa um momento estratégico para fazer ajustes.
“É o momento ideal para analisar o que foi conquistado, identificar os desafios que surgiram e redefinir estratégias para os próximos meses. O planejamento financeiro não é um documento engessado. Ele precisa acompanhar a realidade de cada pessoa e ser atualizado sempre que necessário”, afirma.
Cinco passos para organizar as finanças ainda em 2026
De acordo com a especialista, uma gestão financeira eficiente passa por cinco pilares fundamentais:
- Identificar a realidade financeira: registrar receitas, despesas e investimentos ajuda a visualizar excessos e encontrar oportunidades de economia;
- Planejar com metas realistas: os objetivos devem ser compatíveis com a renda atual e considerar possíveis imprevistos. Uma referência é destinar cerca de 70% da renda para despesas do presente e 30% para construção de patrimônio e metas futuras;
- Controlar os gastos com disciplina: acompanhar o orçamento regularmente evita desperdícios e reduz decisões impulsivas;
- Investir de forma estratégica: transformar sonhos em metas financeiras exige investimentos adequados ao perfil e ao prazo de cada objetivo;
- Avaliar os resultados periodicamente: o monitoramento contínuo permite corrigir desvios, adaptar metas e manter o foco diante de mudanças econômicas ou pessoais.
Construção de patrimônio exige visão de longo prazo
Além do cumprimento das metas de curto prazo, Cecília destaca a importância de construir uma relação mais consciente com o dinheiro e fortalecer a reserva financeira.
“Investir continua sendo uma das ferramentas mais importantes para quem deseja acumular patrimônio e construir maior segurança financeira ao longo do tempo. O atual cenário de juros elevados favorece especialmente as aplicações de renda fixa, que seguem oferecendo oportunidades atrativas para investidores que buscam previsibilidade e estabilidade”, explica.
Segundo a especialista, produtos pós-fixados e títulos atrelados à taxa Selic permanecem entre as alternativas mais procuradas pelos investidores. Ao mesmo tempo, o cenário econômico também pode abrir espaço para oportunidades na renda variável, principalmente para quem investe com foco no longo prazo.
“A diversificação segue como uma estratégia relevante para equilibrar riscos e aumentar a eficiência dos investimentos. Como cada objetivo possui características e prazos diferentes, é fundamental que o planejamento financeiro esteja alinhado às metas e aos projetos de vida de cada investidor”, conclui.
Colaborador
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