Economia

Confiança sobe em maio, mas indústria completa 17 meses de pessimismo, diz CNI

Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) cresce dois pontos, mas setor segue abaixo da linha divisória de 50 pontos pela 17ª vez
Confiança sobe em maio, mas indústria completa 17 meses de pessimismo, diz CNI
Foto: Reprodução Adobe Stock

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta quinta-feira (14), que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu dois pontos em maio, chegando a 47,2. Quando o indicador está abaixo de 50 pontos, isso indica pessimismo por parte do empresariado, enquanto o otimismo passa a ser medido a partir de valores acima dessa linha divisória.

O resultado positivo interrompe uma sequência de três quedas consecutivas do indicador, mas não é suficiente para reverter o quadro de pessimismo entre os empresários do setor, uma vez que o Icei continua abaixo da linha divisória de 50 pelo 17º mês consecutivo.

“É cedo para projetar se essa alta vai reverter o movimento de queda que vinha ocorrendo, trazendo novas altas da confiança, capazes até de levar, novamente, o empresário para o campo da confiança”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

A edição de maio do Icei ouviu 1.092 empresas – 447 pequenas, 395 médias e 250 grandes – entre 4 e 8 de maio de 2026.

Os dois componentes do Icei aumentaram em maio de 2026, contribuindo para a diminuição do pessimismo em relação a abril de 2026. O índice de condições atuais subiu 2,4 pontos, chegando aos 42,9 pontos. Apesar da alta, indica que a situação da economia e das empresas é pior do que há seis meses.

Já o índice de expectativas subiu 1,7 ponto, passando de 47,6 pontos para 49,3 pontos. O indicador se aproximou dos 50 pontos, revelando que as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses se tornaram menos negativas, quase próximas à neutralidade.

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

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